Gritos 4


O filme Gritos 4 chega ao cinema mais de uma década após o lançamento do anterior. Em 2011 foi lançado o quarto capítulo de uma saga que depois de, entre 1996 e 2000, ter agarrado milhões de pessoas às telas de cinema. Um filme inovador, que fazia algo nunca antes visto. Foi talvez dos filmes de terror mais diferentes e interessantes que surgiram no género. Esta mudança acabou por criar uma legião de fãs e foi perfeitamente visível a loucura, quando até paródias começaram a surgir, como o famoso Scary Movie.

Sem ser um verdadeiro reboot, - e ainda bem - este filme segue os eventos após 10 anos dos acontecimentos do terceiro capítulo. Personagens já bem construidas, que toda a gente já conhece e sabe o que lhes aconteceu. Neve Campbell está de regresso no papel de Sidney Prescott e prepara-se para reviver os piores momentos da sua vida. Já Gale e Dewey estão igualmente de volta com Courteney Cox e David Arquette a regressarem aos seus papeis. Além dos papeis já conhecidos entra também nomes como Emma Roberts que é uma das jovens principais a fazer parte do enredo. Já a realização mantém-se a cargo do original com Wes Craven a sentar-se novamente na cadeira, continuando assim um dos seus melhores trabalhos.

Como já referido a história centra-se dez anos após os eventos dos anteriores, tal qual o tempo que demorou para o lançamento do novo filme. Com isso temos também todos os personagens dez anos mais velhos e bem longe da cidade onde tudo aconteceu. Mas está na hora de regressar. Depois de uma carreira de sucesso como escritora, Sidney decide regressar durante as comemorações dos massacres acontecem. Sim, aqui tudo o que a aconteceu é celebrado como se trata-se de um segundo Halloween anual. Como é óbvio, com o regresso dos nossos personagens prediletos, acontecimentos macabros regressam a Woodsboro.

O filme apresenta uma qualidade bem equilibrada em relação aos mais antigos e mesmo com a demora no seu lançamento consegue manter a sua história coerente e não destrói tudo o que já foi contado. Quer na sua realização, quer na prestação do seu elenco, tudo consegue estar ao nível desejado, conseguindo mesmo chegar perto da qualidade do primeiro, que para mim continua a ser o melhor. Os mais novos conjunto de atores e atrizes que fazem parte deste elenco dão igualmente vida e sangue novo à causa, conseguindo apresentar personagens que começam interessantes, mas nem sempre são exploradas da melhor forma. As representações também variam em qualidade à medida que o filme se desenrola. Mas é um trabalho equilibrado que consegue manter o filme com a qualidade desejável.

Gritos 4 aconteceu, mas não veio trazer grandes novidades. Foi uma forma de regressar com a franquia, mas ficou longe de conseguir agradar o suficiente para se manter por mais anos. Deixa tudo pronto, mas como é obvio, agora em 2018 (data em que esta opinião está a ser revista), a coisa não avançou para lado nenhum. O primeiro filme continua a manter o primeiro lugar em qualidade, mas este quarto capítulo consegue aproximar-se mantendo um bom ritmo e oferecendo a essencia que todos podem esperar. Uma boa dose de entretenimento e divertimento.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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