Thor


O primeiro filme de Thor chegou já em 2011, com o mesmo título do personagem e sem qualquer subtítulo. A ideia foi criar um filme individual de forma a apresentar um dos personagens mais importantes para o futuro filme d'Os Vingadores. Com esta ideia em mente é aqui neste filme que se estreia o novo personagem, dando asas ao verdadeiro universo extendido - percebendo que antes deste apenas Iron Man tinha dado alguns toques para isso acontecer.

Na altura houve alguma pressa em avançar com o universo e a forma como a Marvel resolveu adiantar a situação foi apresentar os personagens mais importantes com um filme a solo, com produções de pouco tempo e muito dinheiro investido. Até Hulk que levou uma mudança de personagem, acabou por ser usado o filme a solo lançado em 2008 (The Incredible Hulk) com Edward Norton no papel principal, como história de apresentação. A Marvel depressa percebeu que este universo podia ser uma mina de ouro e com isso Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador acabam por ser lançados com meros meses de distância, ficando um deles claramente inferior.

Infelizmente e na nossa opinião foi Thor que acabou sacrificado pela, agora Marvel Studios, lançando um filme que ainda tinha muita coisa para limar. O filme acabou por sair mesmo com pouco conteúdo que realmente interesse e sinceramente ele existir ou não quase serve do mesmo, pelo menos assim ficava na nossa ideia na altura. Este herói que é um Deus, literalmente o Deus dos Trovões onde uma imensidão de cenas épicas podiam acontecer e ao invés disso acabamos com um personagem atirado de qualquer maneira para a Terra afim de claramente poder ter contacto com a SHIELD. Acho que era óbvio que Thor precisava de aparecer na Terra, mas talvez houvesse formas mais interessantes de o fazer. Acabamos assim com um filme cheio de personagens mal exploradas e sem grande conteúdo para mostrar.

Apesar de todos os problemas o filme encarrega-se de ser muito bem trabalhado a nível técnico, como aliás todos os filmes da Marvel conseguiram ser até agora. Os excelentes efeitos especiais e todo o tom do filme, principalmente quando estamos em Asgard, é dos momentos mais deslumbrantes. A realização é diferente e destaca-se pela sua irreverência. Planos fora do comum, mais perto do estilo que muitos realizadores de filmes de ação usam. Vários planos interessantes que elevam o personagem de uma forma bem única.

O elenco é interessantíssimo, mas sofre do mal já aqui escrito: a rapidez. Infelizmente não há tempo de antena para que consigamos criar uma verdadeira empatia por qualquer personagem, onde mesmo Thor fica quase despercebido no seu próprio filme. Parece estranho, mas o próprio ritmo do filme é tão estranho que fica dificil de realmente apreciar o que os personagens podiam vir a mostrar. É neste filme que conhecemos também outro herói. Hawkeye aparece e desaparece tão rápido que mal temos tempo de saber que é ele. Bem diferente do tempo de antena que Black Widow teve para se apresentar.

Hoje - em 2018, quando estamos a rever esta opinião - sabemos perfeitamente que esta apresentação foi mais que suficiente para o personagem e já é um dos mais adorados do já bem estabelecido Universo Marvel. É um filme que infelizmente não faz juz às continuações que teve, mas foi suficiente para apresentar o personagem e torna-lo um dos principais nomes de toda esta aventura da Marvel.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

Sem comentários:

Enviar um comentário