Underworld: O Despertar


A continuação directa do Underworld Evolução chegou finalmente e deu assim um novo despertar à saga. Há que entender que não encontramos aqui um filme de topo, mas sim um filme com um universo já bem estruturado e que tem tudo para dar certo e continuar a render nas bilheteiras. O que é certo é que Underworld: O Despertar consegue manter, de certa forma a qualidade da saga. Apesar do primeiro e segundo filme se terem mostrado com preparo para fazer frente a outras sagas como Blade, seguindo depois de um terceiro filme, que apesar de não estar péssimo ficou muito aquém das expectativas, consegue agora neste quarto filme dar um novo rumo à história e assim ganhar ímpeto para mais uma série de filmes.

Neste filme a história centra-se especialmente em Selene, que acorda depois de 12 anos adormecida por cientistas. De inicio ao mostrar o que se passou para Selene ser congelada, tudo parece muito estranho e fora do contexto da saga, mas depois com a continuidade da trama e à medida que nos vão confrontando com novos factos da história, tendo sempre ligação ao passado, acabamos por entender esta nova perspectiva e perceber que assim se pode dar um novo rumo e recomeço a toda a saga. Ainda de dizer que não se pode esperar a grande guerra entre Vampiros e Lobisomens, a que a saga nos habituou. As mudanças no rumo da história e na maneira como ela se desenvolve neste novo filme tomaram diferentes caminhos e durante o filme a acção baralha-nos um pouco sem perceber-mos bem o que se passa, até que chega ao ponto das verdades e ai, no momento de grande acção as revelações acontecem, até que um pouco despachadas e finalmente percebemos que a guerra continua, apenas de forma diferente.


A opção do 3D neste filme não era extremamente essencial, mas penso que consegue dar um pouquinho de mais vivacidade à acção. Com várias sequências de tiros e ambientes estilhaçados, o ambiente 3D acaba por ajudar à festa. Nota especial para a entrada furtiva de Selene num campo de Lycans onde a prata a esvoaçar em todo o ecrã acaba por dar um aspecto magnifico e sem dúvida ser o ponto alto do 3D, não havendo qualquer possibilidade de criar um momento e ambiente daqueles num filme em formato normal.

Kate Beckinsale, para mim, continua a representar o seu papel lindamente e pouco perde em relação aos primeiros filmes. Dentro do restante elenco, vamos encontrar caras novas, aliás, tirando nos resumos, apenas Selene se mantém em grande parte do filme. Estas novas caras dão vida às suas personagens em boa forma, sem nada a acrescentar em concreto, destacando sem dúvida de entre todo o elenco, Beckinsale na personagem de Selene.

Os realizadores que agarraram este filme, desconhecidos para mim, mas que pelos vistos já contam com algumas produções juntos, conseguem dirigir este filme de forma correcta e sem estragar a saga. Mantém a qualidade e conseguem oferecer-nos nada mais do que aquilo a que se comprometem.

É complicado nos dias que correm onde as tendências do público alvo estão mais virados para "twillights" trazer um filme destes de novo à ribalta, mas penso que o esforço foi conseguido e, como já referido, apesar de não encontrar-mos um filme de topo, encontramos certamente um agradável filme que consegue manter os padrões da saga onde se insere e assim manter uma provável nova série de filmes, assim o espero.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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