Rings

The Ring ficou bastante famoso no inicio dos anos 2000 por ser um dos vários títulos que fizeram a sua transição do cinema japonês para o americano. Na altura houve um crescente numero de filmes de terror hollywoodesco que tentava oferecer remakes de famosos filmes japoneses, para um publico mais internacional e esta foi um dos que após a receção do primeiro filme, foi desenvolvida uma sequela direta. Já nesse segundo filme, que continua a história apresentada anteriormente, acaba por fugir completamente ao original japonês. Agora chegou a hora de recebermos nova sequela direta.


Ao contrário de outros filmes de terror, Rings acaba por perder um pouco aqueles momentos jump scares. Por isso se procuram saltar da cadeira a cada minutos de filmes, podem esquecer, porque com este não vão sequer saltar uma vez. É um filme que procura explorar mais a história e menos os momentos de terror. A ideia aqui é apresentar uma história mais concisa e com ideias dos anteriores filmes, não esquecendo os pontos mais importantes. Faz também uma excelente relação com a época em que estamos.



Desde o primeiro filme que a tecnologia cresceu de forma incrível e não fazia muito sentido, nos dias que correm oferecer a experiência que é apresentada nos primeiros dois filmes. Uma entidade deste tipo, tendo à sua disposição tanta tecnologia ficava ridículo se continuasse a insistir nas fantásticas antigas VHS. Como será de prever aqui já estamos numa era de passagem direta de conteúdo, tornando as coisas muito complicadas para os personagens.

Tenho de admitir que apesar de agora conseguir transmitir bons pensamentos deste filme, ao intervalo não foi bem assim. Nessa altura estava a achar toda a trama demasiado estranha. A ideia que eles apresentavam até aquele momento passava exatamente pelo mesmo que o primeiro filme tinha proposto. Então se no primeiro filme vemos a personagem principal à procura de “salvar” a Samara e sem sucesso, porque raio agora estamos a ver exatamente o mesmo. No caso disto ser um remake até que fazia algum sentido, mas sendo uma sequela. Não estava a fazer grande sentido. Felizmente a história toma um rumo interessante e apesar da ideia semelhante acaba de forma bem mais interessante.

Em suma Rings é um filme que realmente vale a pena. Nos dias que correm não é propriamente comum encontrarmos filmes de terror que primem pela sua história, mas felizmente este é um bom exemplo disso. Procura oferecer uma experiência mais ao nível psicológico apresentando bons momentos com interpretações bem interessantes. Foi especialmente estranho ver Johnny Galecki, o Leonard da série The Big Bang Theory, aqui com um papel bem importante. Rings é uma experiência que vale bem a pena para quem gosta dos anteriores e mesmo para quem se quiser iniciar na saga, encaixa bem de qualquer forma.

7
Rings
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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