quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Acabei de ler: Os filhos da Droga de Christiane F


Com apenas seis anos, Christiane muda de casa. Sai da sua pacata aldeia e viaja rumo a Berlim, para aí passar a viver. Ela pensava que tudo iria ser diferente, que iria brincar e ser feliz, com a companhia dos seus pais. Contudo, as coisas não correram como ela pensava e rapidamente percebeu que a sua vida iria ser diferente do que tinha planeado. Praticamente todas as brincadeiras de criança eram proibidas naquela nova cidade, Berlim, e o pai agredia tanto a ela como à sua irmã ou mesmo à sua mãe.

Os anos vão avançando e, devido ao seu ambiente familiar, Christiane torna-se numa menina rebelde, orgulhosa e muito exigente consigo própria. Quando tinha somente doze anos, Christiane possui a liberdade para frequentar o Clube de Jovens da sua zona e é nesse local que, pela primeira vez, experimenta haxixe. Christiane envolve-se de tal maneira com esses produtos químicos que passa a viver dependente deles.

Aquilo que começou por uma brincadeira “ao braço de ferro” entre si e os amiguinhos depressa se tornou numa luta quase irreal consigo mesma, onde “duas Christianes” se deparavam violenta e diariamente: uma era a filha bem comportada que se queria aproximar dos pais e ser feliz como “as crianças normais”; a outra era a filha rebelde e invisível que se queria afirmar e que lutava desesperadamente por sobreviver num mundo que não era o seu.

Entre discotecas imundas, viagens de metro psicadélicas, morte de amigos, prostituição infantil na tão conhecida estação do zoo, injecções em casas de banho públicas e tráfico nas ruas de Berlim, Christiane inicia a adolescência com uma maturidade fora do vulgar, uma frieza indescritível e, mesmo assim, com um coração puro, sensato e com noção do perigo.

É uma obra que transmite uma mensagem muito importante, dando especial relevo, para os jovens, às atitudes certas e erradas, positivas e negativas a tomar ao longo da nossa vida. Neste caso, mostra-nos que o caminho da droga não resolve os nossos problemas, antes pelo contrário, só nos afasta das pessoas que amamos.

É um excelente exemplo de força e coragem. Se acreditarmos que somos capazes, tudo é possível e, se ao nosso lado existir amor, todos os espinhos da vida transformam-se em pétalas. A vida é só uma, devemos aproveitá-la, agarrá-la com unhas e dentes e não estragá-la percorrendo caminhos sem fim à vista, povoados com muito sofrimento e dor à mistura. 

A droga destrói todas as relações com outras pessoas.
Um drogado não faz mais do que dar tristezas, preocupações, amarguras e desespero aos parentes e amigos.
Sobre a minha cama havia um poster que representava a mão de um esqueleto a agarrar uma seringa. Por baixo estava escrito “Isto é o fim. O princípio foi a curiosidade.

Os Filhos da Droga são um retrato da sociedade moderna, um mundo de cimento e sombrio onde os vícios e a droga são apresentados como uma alternativa à solidão e à tristeza. Os Filhos das Drogas um retrato nu e cru de um mundo devastador: O mundo da droga!
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Cristiana Ramos
Escrito por:

Estudante no Mestrado em Biologia Celular e Molecular. Viciada em livros e em roer as unhas. Espectadora assídua no cinema, especialmente se aparecer um certo Deus com cabelos loiros. Adora filmes de terror. Louca por cães (quase de uma maneira doentia), mas eles são tão fofos! Romântica incurável (apesar de não admitir).  Fã de Friends, GoT e Big Bang Theory. 

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