Ticket to Ride: Europe


Alan R. Moon é um famoso criador de jogos de tabuleiro, mas foi talvez em 2004 que conseguiu a sua obra de vida. Lançando um jogo que iria dar origem a uma das maiores sagas na área e chegar aos calcanhares de jogos tão famosos como Monopoly ou Cluedo. Estamos a falar de Ticket to Ride. Um jogo bem simples que conseguiu alcançar inclusive o prémio Spiel des Jahres, que é um dos maiores e mais prestigiados da indústria.

Mas o jogo que se encontra na nossa coleção já é uma interação mais recente. Com o rápido crescimento do jogo, Alan R. Moon começou a apresentar novos conceitos dentro do mesmo estilo de jogo, criando experiências completamente diferentes, que é o caso de Ticket to Ride: Europa. Este é o que temos na nossa prateleira e é considerado por muitos uma das melhores interações do jogo original.

O conceito deste jogo é muito simples. O objetivo de cada um dos jogadores - entre 2 a 5 jogadores, com preferência nossa para 4, a não ser que queiram um jogo mais desafiante, aí os 5 fica bem mais interessante - é fazer as maiores linhas férreas da europa, no caso da nossa versão. Para construir essas linhas, é necessário colecionar cartas de várias cores, que nos vão permitir alcançar os vários objetivos. Além das cartas de carruagem, que permitem construir, temos as cartas de objetivos, os comboios das cores de cada um dos jogadores e ainda as estações, que são de uma enorme ajuda. Em termos de componentes, a principal diferença entre o original e esta versão, são as estações. Mas há mais diferenças. O tabuleiro contém algumas mudanças estéticas que são um pouco mais que isso. Foi acrescentado os túneis, que dificultam um pouco a construção de uma linha. Os ferries são outra adição. Estes dois extras não só acrescentam diferentes formas de jogar, mas também demonstram maior credibilidade ao jogo. Ao contrário do mapa americano, o mapa europeu tem uma topografia completamente diferente, existindo ilhas e várias cadeias montanhosas, fazendo por isso muito sentido a existência quer de túneis, quer de ferries.


Em relação ao que podemos fazer no nosso turno. Apenas podemos fazer uma de quatro coisas: 1) colecionámos mais cartas; 2) construímos uma linha férrea - e apenas uma; 3) vamos buscar uma carta de objetivo; 4) construímos uma estação. Temos de ir gerindo muito bem as nossas construções para que no final tenhamos todas as cartas de objetivo completas, senão estas irão subtrair nos nossos pontos finais. Todo o jogo gira em torno disto e temos de fazer o maior número de pontos a partir das nossas construções.

O jogo é excelente para novos jogadores ou para experientes. Vai ser desafiante de qualquer forma. A estratégia pode ser variada e cada jogo vai ser diferente do anterior. Se são amantes de jogos de tabuleiro, este é sem dúvida um jogo obrigatório a terem na vossa coleção. E se querem introduzir um amigo a este mundo é igualmente um belo jogo para o fazer. Pode ser algo demorado, mas vai depender bastante da rapidez com que cada jogador toma as suas ações. Por norma é um jogo que apesar do tempo que demora é bastante leve, com uma dose de sorte moderada e que pouco atrapalha a nossa estratégia. Precisam apenas de estar atentos às jogadores dos vossos adversários, senão podem ficar com os vossos caminhos totalmente presos.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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