A Cor do Fogo de Nora Roberts


Ainda ando na onda de Nora Roberts! Fiz uma visita à biblioteca e trouxe comigo o livro “Cor de Fogo”. Como estava um bocado apressada nem reparei que este livro fazia parte de uma Trilogia “As Três Irmãs” e que era o último livro! Fiquei na dúvida se devia ou não lê-lo, visto que não sabia o conteúdo das duas histórias anteriores a este. Mas arrisquei e li.
O livro é cheio de magia, poderes e bruxaria negra. No prólogo é-nos apresentado a lenda que é contada naquela ilha, que envolve três irmãs, que têm poderes mágicos, e que se juntam para lutar contra as trevas. Cada irmã tem uma afinidade com um elemento, o Ar, a Terra, a Água e o Fogo. A última irmã, que continha afinidade com o Fogo, acaba por se suicidar quando o amor da sua vida a deixa. Coincidência ou não, acontece o mesmo a Mia Devlin. Ela e Sam tinham uma relação amorosa em que ela acredita ser para vida inteira, quando o jovem decide abandonar a ilha, sem qualquer razão e sem nenhum motivo aparente. A protagonista decide então fechar o seu coração a qualquer sentimento de amor e de afecto. Mas tudo muda quando Sam decide voltar à sua terra natal e vem determinado a conquistar Mia e ficar com ela para sempre. Mas a jovem bruxa não lhe vai facilitar a tarefa. Enquanto a jovem luta contra atração e o desejo que sente por Sam, a magia negra volta a apoderar-se da ilha e desta vez o seu alvo é Mia. As forças negras pretendem que Mia tenha o mesmo destino que a sua antepassada, a morte. Assim ele ataca todas as pessoas que lhe são mais queridas, desde as suas irmãs e os seus maridos, a mulher que a criou e ainda Sam. Mas Mia não pretende desistir da vida por mais desgostos que esta lhe conceda. Sam também é um bruxo e a sua afinidade é a Água. Bem se pode dizer que os apostos se atraiem, visto que a Mia tem afinidade com o Fogo.

Apesar de não ter lido os outros dois livros, que contam a história das outras duas irmãs, a autora vai-nos contextualizando, o que é possível ao leitor se enquandrar na história mesmo sem ter lido o resto da trilogia. Gostei bastante da determinação e da paciência de Sam, quando ele tenta conquistar a sua namorada de adolêscencia, ou seja, a Mia. Nota-se que ele vai com um objetivo e não vai desistir até que o alcance. A meio da história, é-nos revelado porque é que ele deixou a protagonista daquele jeito no passado. Sam sentia-se inseguro e não preparado para ter uma vida a dois. Ele desejava sair da ilha e explorar o mundo antes de se instalar num sítio definitivo. O problema é que Mia, já quando era jovem, tinha planos traçados para os dois, desde de casamento, onde eles viveriam, filhos, entre outros, e Sam sentiu-se pressionado e resolveu abandoná-la. Durante anos tentou afastar e esquecer os sentimentos que nutria pela jovem mas nunca conseguiu.

Nora Roberts mantém o seu tipo de escrita como nos outros livros, misturando romance, ação, suspense e magia. Eu identifico-me muitas vezes com as personagens que a escritora inventa, talvez pela maneira flúida que ela descreve os sentimentos, que nos faz entrar e experimentar a história, sentir as personagens como se fossemos elas. 
Cristiana Ramos
Escrito por:

Dividida entre o mundo da Ciência e o mundo Geek. Viciada em livros e em roer as unhas. Espectadora assídua no cinema, especialmente se aparecer um certo Deus com cabelos loiros. Adora filmes de terror. Louca por cães (quase de uma maneira doentia), mas eles são tão fofos! Romântica incurável (apesar de não admitir).  Fã de Friends, GoT e Big Bang Theory. 

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