domingo, 25 de fevereiro de 2018

Black Panther


Tive a oportunidade, logo no dia de estreia, de ir ao cinema ver o mais recente filme do Universo Cinematográfico da Marvel. Desta vez foi o herói que encarna um dos animais mais incríveis, pelo menos para mim, a pantera. Black Panther é o nome nacional, não tendo tradução do título, como é habitual nos filmes da Marvel. Antes de passar para algum tipo de opinião tenho de referir que sou um grande fã deste universo e que foi já em 2011 que comecei a acompanhar estes filmes no cinema. Com tantos anos em desenvolvimento, este universo está hoje completamente desenvolvido e as suas histórias já se interligam da forma mais natural possível. É incrível a evolução que foi surgindo e os riscos que tem sido tomados, onde podemos dizer que têm acertado em grande parte das vezes.



Foi por isso que com grande ansiedade me dirigi aos cinemas de Coimbra para visualizar Black Panther. Depois de algumas incertezas na qualidade do último filme do universo - Thor: Ragnarok - surgiu ainda mais interesse em descobrir que outras capacidades para se reinventar esta saga tem. Pois bem, podemos dizer que este foi uma grande oportunidade para isso acontecer principalmente devido às particularidades únicas deste filme. É a apresentação oficial de um novo personagem no MCU e trás com ele algo que é bastante raro no cinema Hollywoodesca. Uma autêntica conexão com os grandes nomes famosos afro-americanos. Este pequeno pormenor permitiu um resultado único e muito bem feito.

Podem contar com um filme com bem menos humor que os anteriores filmes do universo, onde uma dimensão mais séria e nobre sobrepoem-se sobre qualquer outro assunto. As pequenas piadas que surgem ao longo do filme são as suficientes para não destabilizar o momento e ao mesmo tempo criar alguma descontração. É por isso um título que foge à regra dos restantes e assim nota-se um grande risco por parte do realizador em conseguir criar um ambiente único. Se o conseguiu? Sem dúvida que sim. Os riscos foram vários, mas podemos garantir que compensaram bastante oferecendo ao público uma experiência centrada na cultura africana sem criar conflitos ou confusões.

A banda sonora é um grande fator e Kendrick Lamar foi o responsável por criar um ambiente sonoro contemporâneo aliado a um conjunto de estilos africanos. Todo o conjunto sonoro se alia em grande forma criando uma das mais interessantes composições dos últimos tempos. Uma agradável surpresa sem dúvida. Tudo isto não podia dispensar de um conjunto de efeitos visuais deslumbrantes. A Marvel Studios já há muito que demonstra uma grande capacidade nesta área e continua a apresentar um trabalho magnífico.

Black Panther é um grande filme, cheio de bons momentos. Não é o melhor filme de sempre, mas tem qualidades suficientes para garantir um lugar no topo dos melhores deste universo e isso já diz muito tendo em conta a quantidade de rivais. É, para mim, um dos grandes filmes de super heróis, com momentos bem feitos e uma composição sonora completamente digna do ambiente apresentado. Num todo, é uma bela apresentação da personagem e talvez o único problema, se é que podemos considerar isto um problema, foi as cenas onde o herói entra em ação serem algo idênticas ao que já vimos no Captain America: Civil War. A forma de combater não mudou muito e não há muito a acrescentar, mas felizmente isso é apenas uma pequena parte de tudo. O Café Mais Geek recomenda a ida ao cinema. 

Nota: 8/10
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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