quarta-feira, 21 de março de 2018

Dados na Mesa: Sherlock da Morapiaf


Este pequeno jogo editado e lançado pela Morapiaf no nosso país caiu nas nossas mãos já há algum tempo, mas demorou até conseguirmos uns minutos para experimentar do que isto se tratava. A caixa é bem pequena e vem quase completamente preenchida, apesar dos mínimos componentes apresentados. O jogo contém algumas cartas, um bloco cheio de folhas para cada jogador anotar as suas pistas e ainda uns pedaços de cartão para que cada jogador possa manter em segredo tudo o que já descobriu. Posso já dizer que na questão dos componentes estes são os suficientes para o tipo de jogo mas as placas para esconder as nossas pistas deveria ser um pouquinho maior, apesar de em contra partida conter um design limpo e diferente em cada um dos quatro pedaços.


Sherlock é assim um mini-jogo em todos os seus aspectos, pois desde os componentes até ao tempo que demorará a fazer cada partida. O jogo em si não é, nem tem intenção, de ser um grande jogo de tabuleiro, mas é uma excelente alternativa ao Cluedo e com o seu pequeno tamanho é ainda mais fácil de o transportar. Numa sessão de jogos de tabuleiro será excelente para arrancar com a noite ou até para descansar de algum outro jogo mais pesado. É também, devido à diminuta curva de aprendizagem, um belo jogo para toda a família.


O tema, que é baseado na personagem que o nomeia, Sherlock Holmes, é apenas isso mesmo: um tema. Ser baseado neste personagem londrino ou em qualquer outra coisa seria igual para o que temos aqui. Aliás, algo genérico, como o Cluedo, funcionaria de igual forma. Sendo temático, acabamos com uma arte com aspeto de pintura manual, com umas cartas onde vários personagens do universo Sherlock estão representadas, de forma simples mas bonita, e onde até o próprio Holmes pode ser o grande assassino. Aqui não interessa se o personagem é dos bons ou dos maus, sendo que a partir do ponto em que um personagem é colocado, virado para baixo, no centro da mesa, este é o assassino e todos os jogadores têm de descobrir quem é.


Sherlock é um filler razoável que não apresenta nada de muito novo, mas tem um belo ponto a seu favor. O seu tamanho e fácil transporte. Além disso e para um público mais geral, principalmente para aqueles que adoram Cluedo ou jogos semelhantes, esta pode ser uma grande alternativa. A nossa nota vai para o razoável, ou seja 2.5, mas como nestas avaliações só há números inteiros, ficamos assim com o arredondamento para uns fantásticos três meeples.
Três Meeples
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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