segunda-feira, 12 de março de 2018

Novidade Guerra & Paz | O livro que Eça de Queiroz levou sete anos a escrever


Durante sete anos, Eça de Queiroz escreveu aquele que é considerado um monumento à língua portuguesa, um clássico absoluto. A Ilustre Casa de Ramires é o próximo título da colecção de clássicos da Guerra e Paz Editores mas só foi publicado em livro após a morte do escritor português. Já disponível nas livrarias, numa edição que inclui notas de editor, lista de personagens e o texto «O Sarcasmo Ibérico de Eça de Queiroz», de Miguel de Unamuno.

Inicialmente publicado por fascículos na Revista Moderna, entre 1897 e 1899, só depois da morte de Eça de Queiroz, em 1900, o romance A Ilustre Casa de Ramires foi publicado em livro pela Livraria Chadron.

 A Ilustre Casa de Ramires
Eça de Queiroz
15x23
312 páginas
Ficção/Literatura Portuguesa
13,90 €
Guerra e Paz Editores

SINOPSE
Esta é a história de Gonçalo Mendes Ramires, um dos grandes heróis queirosianos. Último descendente de uma antiga família aristocrática, cujas origens remontam aos tempos dos reis suevos, carrega em si o peso dos gloriosos feitos dos seus antepassados. Contudo, não consegue ombrear com essa memória. Empobrecido, com um carácter hesitante e fraco que o aprisiona e humilha, sonha libertar-se. Gonçalo quer viver, criar obra, honrar a história familiar. Entrecruzam-se na narrativa dois tempos: o passado, o romance dentro do romance, cujo autor é o próprio Gonçalo, verdadeira reflexão sobre a literatura e a criação literária, e o presente da acção, triste e cabisbaixo, onde a mesquinhez e o provincianismo imperam, contrastando com a valentia de outras épocas. A pena de Eça, de uma prosa perfeita e ironia acutilante, demorou mais de sete anos a escrever A Ilustre Casa de Ramires. Todo este labor resultou num livro que é um monumento à língua portuguesa, um clássico absoluto. A sua leitura, mais do que um prazer, é uma obrigação.

SOBRE O AUTOR.
Eça de Queiroz. Nasceu a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa do Varzim. Por não ser reconhecido pela mãe, viveu até aos 4 anos em Vila do Conde, com a madrinha. Em 1849, os pais casaram-se e Eça mudou-se para casa dos avós paternos, em Aveiro. Só aos 10 anos regressou ao Porto e se juntou aos pais. Concluídos os estudos liceais no Colégio da Lapa, ruma a Coimbra em 1861 para cursar Direito. É aí que conhece Antero de Quental e Teófilo Braga. Já formado, vai de malas e bagagens para Lisboa em 1866, e é na capital que se dedica à advocacia, mas também ao jornalismo, dirigindo o Distrito de Évora e publicando folhetins na Gazeta de Portugal, que seriam reunidos anos mais tarde em Prosas Bárbaras. Depois de viajar pela Palestina, Síria e pelo Egipto e assistir à inauguração do Canal do Suez, em 1869 – viagem que desaguaria, mais tarde, em títulos como O Egipto e A Relíquia – envolve-se nas Conferências do Casino e começa a espalhar As Farpas, em 1871, um ano depois de ter publicado O Mistério da Estrada de Sintra, no Diário de Notícias, ambos a quatro mãos, com Ramalho Ortigão.  Ingressa depois na carreira diplomática, e é em Leiria, como administrador do concelho, que escreve O Crime do Padre Amaro. Entre 1873 e 1875, exerce o cargo de cônsul em Havana, Cuba, e é depois transferido para Inglaterra. Durante os dois anos que se seguem, envia textos de Bristol e Newcastle para a imprensa nacional e brasileira, inicia a escrita de O Primo Basílio e faz os primeiros esboços para Os Maias e O Mandarim. Regressa à pátria com 40 anos e casa-se, em 1886, com Emília de Castro Pamplona, onze anos mais jovem. Em 1888, é enviado para o consulado de Paris. Segue-se a publicação d’Os Maias e, nos periódicos, d’A Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires. Fundador da Revista de Portugal, de que é também director, visita frequentemente o país, aproveitando as estadas para jantar com os Vencidos da Vida. É no Paris de Jacinto, de A Cidade e as Serras – título que, como muitos da sua obra, só viria a ser publicado postumamente –, que vem a falecer a 16 de Agosto de 1900, vítima de doença prolongada.
Cristiana Ramos
Escrito por:

Estudante no Mestrado em Biologia Celular e Molecular. Viciada em livros e em roer as unhas. Espectadora assídua no cinema, especialmente se aparecer um certo Deus com cabelos loiros. Adora filmes de terror. Louca por cães (quase de uma maneira doentia), mas eles são tão fofos! Romântica incurável (apesar de não admitir).  Fã de Friends, GoT e Big Bang Theory. 

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1 Comentário

  1. Não é do meu gosto literário, mas para oferecer parece-me bem.

    XO, https://diamonds-inthe-sky.blogspot.pt

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