Preview: The FADE OUT


Argumento de ED BRUBAKER, arte de SEAN PHILLIPS e cores de ELIZABETH BREITWERSER
Quando se fala de Hollywood dos anos 1940, com certeza iremos apanhar sempre uma bela história. São vários os meios de entretenimento que já se passaram nesta época e neste local. Isto porque talvez seja dos pontos históricos mais interessantes dos Estados Unidos, no que toca a eventos policiais. Mas vamos passar exatamente para 1948. Um filme noir que não consegue ser terminado, preso em filmagens que nunca acabam. Um escrito perseguido pelos pesadelos da guerra. A morte suspeita de uma jovem estrela de cinema. O passado suspeito da estrela que a substituiu. E um produtor e o sue chefe de segurança capazes de fazerem tudo o que for preciso para manter as câmaras a rola, no preciso momento em que o Perigo Vermelhor, as investigações do FBI e as listas negras começam a destruir a cidade. Sem dúvida um cenário bem caracteristico da época, capaz de aguçar a curiosidade a qualquer um.

Este mistério épico vai muito mais além de um simples homicídio, e é mesmo o projeto mais ambicioso da dupla fantástica de banda desenhada noir, Ed Brubaker e Sean Phillips, tudo com a ajuda da célebre colorista Elizabeth Breitweiser. A G Floy Studio - Portugal faz chegar a Portugal uma edição integral de luxo com toda a história junta num só volume. São mais de 50 páginas de extras, arte e informações adicionais.

Em casa dos meus tios em Hollywood, havia uma prateleira com uma fila de livros encadernados a cabedal. Um dia, puxei um deles, e descobri que era um guião para um filme. Aquela prateleira só tinha guiões, um registo da carreira do meu tio em Hollywood. Eu era miúdo e não fazia ideia de como o meu tio, John Paxton, tinha sido importante. Tinha feito parte da Idade de Ouro de Hollywood, tinha sido nomeado para Óscares, e escreveu guiões para Ingrid Bergman e Marlon Brando. (...) Hollywood, naqueles anos do pós-Guerra foi uma das últimas corridas ao ouro da América. Muitos foram para lá, à procura de fama e fortuna, poucos tiveram sucesso. Os estúdios controlavam a vida dos actores, os magnatas mandavam em toda a gente, e os fixers usavam qualquer meio para conseguir manter o público completamente ignorante das verdadeiras vidas das estrelas. E nessa mistura já volátil entrou de repente um FBI paranóico e o House Un-American Activities Committee (Comité de Actividades Antiamericanas), para tornar tudo ainda pior.

É este o mundo em que a nossa história decorre - um mundo em que estrelas de cinema e guionistas e magnatas estavam aterrorizados com a possibilidade de perderem tudo, em que amigos se viravam contra amigos, onde jornalistas arruinavam carreiras, e guionistas desesperados denunciavam amigos, para poderem continuar a trabalhar, e onde argumentistas na lista negra só conseguiam ganhar a vida utilizando “testas-de-ferro” - escritores que não estavam na lista e que assinavam os guiões por eles. (...) O meu tio e a minha tia conheciam muitos homens e mulheres cujas vidas tinham sido destruídas por se recusarem a admitir as suas crenças políticas e pessoais, ou por se recusarem a denunciar outros por aquilo em que eles acreditavam.

Foi uma era muito negra em Hollywood, naquela Hollywood que criou o género do filme Noir, e espero que a achem tão fascinante e tão desoladora como eu acho.
- do prefácio de ED BRUBAKER

Não se esqueçam de ver o trailer "cinematográfico" em formato de banda desenhada que está disponível aqui.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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