quarta-feira, 4 de julho de 2018

The Incredibles 2: Os Super-Heróis


Foi há pouco menos de 14 anos que a Pixar nos proporcionaria um dos seus maiores títulos. Um filme que ficaria para a história. Foi em 2004, numa altura que os filmes de super-heróis estavam longe de ser o que são hoje, a Pixar, já conhecida por grandes obras da animação 3D, chega-se à frente com uma história arrebatadora e capaz de animar desde os mais pequenos aos mais graúdos. Ainda nos meus tenros 14 anos de idade, este foi o filme de super-heróis do ano e de sempre. E agora, finalmente tivemos direito a uma verdadeira e incrível sequela.

Numa altura em que os super-heróis já quase conseguem um género próprio no cinema, esta sequela tem aqui um trabalho gigante: conseguir destacar-se no meio de tanto outro do género. Não deixa de ter uma pequena, grande vantagem que é ser um filme de animação e além disso, ter sido lançado numa altura excelente: férias dos miúdos, pelo menos em Portugal.




Acho que em poucas palavras conseguimos transcrever aquilo que este filme nos apresenta. Diversão, uma história interessante, um conjunto de personagens já bem construídos com uma evolução lógica e natural, um vilão interessante e único, contendo uma ideia que vai mesmo além daquilo que demonstra, não fossem assim quase todos os filmes da Pixar. Uma mensagem que apresenta a importância da família e podemos ir ainda mais longe, quase uma crítica governamental, se é que a podemos chamar assim. Se já o primeiro o tentava, aqui é ainda mais completo e descarado. A capacidade de reevindicar e a forma como é possível através da persistência e trabalho duro de alterar até aquilo que todos acham ser impossível de modificar. Mensagens fortes e importantes para os nossos mais novos, mas que podem abrir os olhos aos adultos. Tudo isto completado com um conjunto de divertidas sequências que nos vão manter agarrados do príncipio ao fim.

Se temos senhores capazes de criar uma animação tão brilhante e pormenorizada, são os senhores da Pixar. Os grandes pioneiros deste tipo de animação mostram mais uma vez as suas capacidades e constroem aqui mais uma bela obra de arte da animação 3D. Os pormenores são incríveis e vão até aos mais infímos. O comportamento dos personagens está cada vez mais realista, sem querer ficar esquisito de mais. Sem dúvida que é um mais um marco neste género de filmes e animação. Um título bem capaz de arrecadar alguns prémios este ano.

The Incredibles 2: Os Super-Heróis puxa imenso pela minha nostalgia e talvez por isso tenha apenas coisas boas a falar dele. A espera foi tanta que quando este filme surgiu foi automaticamente colocado na lista para ir ver ao cinema. Desejo concretizado e a sequela de um dos meus filmes favoritos chegou finalmente e apreciei-a tanto como ou mesmo mais que o original. Infelizmente cá na nossa cidade só nos colocaram sessões da versão original a horas demasiado rídiculas, como por exemplo, à hora de jantar, o que nos acabou por levar a uma sessão na versão portuguesa. Apesar de não ser do que mais gosto, à que parabenizar a dobragem nacional por um trabalho de qualidade, ficando apenas uma nota para alguns personagens que precisavam de um pouquinho mais de emoção em certos momentos do filme. Este é um filme que recomendamos ir ver ao cinema e levem as vossas crianças se ainda não o fizeram. Vale muito a pena e tenho a certeza que todos se vão divertir!

Nota: 9/10
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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