Acabei de Acabar

Red's Kingdom

Nintendo Switch

Red's Kingdom

Red's Kingdom começou por ser um daqueles lançamentos de iOS, mas conseguiu assentar muito bem no sistema portátil da Switch. Tudo o que envolve esta aventura parece ter sido desenhada para funcionar melhor num smartphone, mas contém conteúdo e uma história suficientemente cativa para conseguir uma versão num sistema dedicado aos videojogos, neste caso a Nintendo Switch.

A história é normalmente neste género de jogos um ponto fulcral para o seu sucesso, mas neste caso a ideia foi focar nos atarefados e desafiantes níveis, contando com uma história simples e bem leve. Encontramos Red ao qual lhe foram roubadas todas as suas bolotas. No meio de toda o enredo é também o seu pai que é raptado, mas num toque humorístico parece que o nosso peludo amigo tem mais interesse em recuperar as suas bolotas que propriamente o seu pai. O vilão é o típico mauzão que quer ficar com tudo para ele. Assim nos é demonstrada a história, que leva o personagem numa aventura cheia de desafios para conseguir recuperar o seu bem mais precioso.

Dotada de uma enorme simplicidade a história vai-se desenrolando através de algumas secções de vídeo, com diálogos feitos através dos sons mais estranhos e de expressões muito extravagantes. O único problema destas secções de diálogo é não conseguirem fazer juz ao restante desenho que nos é apresentado.


Se enquanto estamos a jogar nos deparamos com um grafismo cartoonesco, com um padrão de cores que vai desde o mais ao menos colorido, dependendo do local onde nos encontramos, já os diálogos são demonstrados numa animação cartoonesca que só fazem lembrar aquelas antigas animações feitas em flash, muito simples e sem grande movimento. É um contraste difícil de se perceber e digo mesmo que talvez seria mais interessante que estas secções fossem renderizadas diretamente no motor de jogo. Apesar de tudo são poucas e por isso não irá afetar a experiência, pois isso é de longe o menos importante.

A forma como controlamos Red é aqui o mais importante para todo o desafio. Sabem aqueles mini-desafios que por vezes temos em alguns jogos, como o The Legend of Zelda, onde deslizamos de uma ponta à outra da sala e só conseguimos parar através dos objetos? Bem, aqui é esse o sistema em toda a totalidade do jogo. Red rebola até embater no próximo obstáculo e apenas com um pequeno toque no analógico, ou através do touchscreen controlamos o ambiente em redor através dos nossos movimentos.

E falando ainda em movimentos, há que referir a compatibilidade deste jogo com o inovador HD Rumble. Este sistema que nos permite ter uma sensasãs extremamente realista do que está a acontecer no jogo é aqui usada de uma forma bastante interessante e é realmente um ponto muito bem trabalhado neste título onde cada batidela de Red é sentida de uma forma diferente, dependendo da intensidade e do objeto. Outro local onde se consegue perceber o uso desta funcionalidade é nos momentos de diálogo, onde tudo é usado para dar mais imersão ao jogador, desde os passos à respiração de Red. Uma funcionalidade usada de forma muito simples, mas bem implementada.


Como a mecânica se mantém até ao final começa a tornar-se cada vez mais fácil e intuitivo a nossa movimentação por cada secção. Ao longo da viagem vamos tendo vários objetos que podemos ou não apanhar, sendo que algumas são mesmo obrigatórias. Com o avançar, começa a ser tudo cada vez mais complexo, mas não desesperem pois há sempre um caminho para sair daquele espaço, mesmo que por vezes dêm cinquenta voltas ao espaço sem perceber para onde virar a seguir. E se acharem que está mesmo muito díficil podem sempre, com um simples toque num botão, reeiniciar a secção.

Estou a chamar de secção porque? O motivo prende-se com o mapa que o jogo nos apresenta. De forma geral este é um mundo aberto, onde podemos percorrer todo o mapa da forma que melhor entendermos e bem ao estilo de um The Legend of Zelda teremos por vezes de encontrar certas ferramentas para avançar em certos locais. Este mundo está dividido em secções numa grelha que pode ser maior ou mais pequena, mas nunca ultrapassa em demasia a nossa visão de campo.

Olhamos para os níveis numa visão em diagonal o que nos permite ter uma fácil perceção para onde vai o personagem a seguir, mas talvez fosse interessante a possibilidade de alterar a camcâm para outro local, um pouco como em Captain Toad: Treasure Tracker. Mas não é por não ter esta funcionalidade que perdemos a noção de onde estamos no ambiente, aliás a posição em que a câmara se encontra é perfeita para que se perceba onde estamos e onde vamos estar de seguida.

Red's Kingdom foi uma passagem positiva para uma consola dedicada. Consegue ter força e conteúdo suficiente para este empreendimento e apesar de antes ser um mero jogo de smartphone consegue encaixar perfeitamente no catálogo da eshop na Nintendo Switch. É um jogo que não iria ficar mal na Nintendo 3DS e só me faz voltar ao inicio dos anos 2000 onde este seria um título que facilmente faria parte do Gameboy Advance. Nós recomendamos a experiência. É um jogo com uma imagem agradável e que oferecerá pelo menos umas 8 horas de aventura num estilo puzzle.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

Sem comentários:

Enviar um comentário