Imperatriz Volume 1


Estou cada vez mais fã das bandas desenhadas de Mark Millar, mas vamos começar com calma senão espalho tudo o que tenho a dizer de Imperatriz em duas ou três palavras. Nesta banda desenhada que conta com os primeiros seis volumes desta saga vemos a apresentação de um grupo tão louco que em partes quase me fez recordar o grupo d'Os Guardiões da Galáxia. Aqui é apresentada a Imperatriz Emporia que juntamente com os seus filhos, o seu leal guarda-costas Dane, um ex-militar Tor e uma nave teleportadora com o nome de Nave, fogem do sanguinário e louco Rei Morax, marido de Emporia. As aventuras começam logo a partir da primeira página, mostrando que uma boa dose de ação num space-opera não é motivo para ser menos bom, bem pelo contrário.

Acho sempre incrível quando uma história me leva ao espanto, pois para mim é sinal de ser realmente boa, consegue surpreender quando menos esperamos e assim criar um enredo que nos recompensa por o seguirmos até ao final. Em várias áreas isso acontece e na banda desenhada é exatamente igual, portanto acho que não espanto ninguém se disser que este é uma dessas histórias. Dos seus seis volumes podemos dizer que o primeiro passa por uma apresentação rápida, mas suficiente para nos ligarmos às personagens. Depois até ao quinto capítulo vamos vendo o desenrolar e começamos a perceber cada um dos aventureiros, assim como o ditador mais temido do universo. Por fim no sexto capítulo é uma loucura que nos vai manter de boca aberta o tempo todo e mesmo que este seja apenas o primeiro livro, nestes seis volumes podem contar com uma história interessante, intrigante e podem ter a certeza que vão chegar ao final a salivar por mais. Quando terminei esta leitura senti-me como quando vejo um filme novo que sei que vai ter uma sequela em breve e o final deixa-nos aquela questão que sempre quisemos saber, mas nunca percebemos que a queríamos saber! Estão a ver? Espero que sim, porque foi assim que me senti.

De todas as bandas desenhadas que tenho lido ultimamente esta é talvez aquela onde o desenho e a cor são o mais normal. Não é de um estilo completamente diferente, bem pelo contrário, contando com um desenho limpo, muito bonito e a cor bem trabalhada com um enquadramento perfeito em todo o ambiente apresentado. A forma e as cores de cada planeta são incríveis e demonstram tão bem o tipo de espaço que nos encontramos a ver, representando o ambiente de forma perfeita e onde conseguimos perceber de imediato o tipo de ecossistemas que o grupo maravilha vai encontrar. O tom de toda a arte é adulto q.b. e apresenta desde cenas mais violentas com muito sangue, não tendo medo de mostrar um pouco mais, mas sem nunca mostrar em demasia.

Imperatriz apresenta-se no mercado nacional com uma edição lindíssima, como aliás tem vindo a ser hábito da G Floy Studio - Portugal, em capa dura com seis capítulos e um pequeno extra sobre os vários artistas que trabalharam nestes capítulos. Uma obra que realmente merece uns minutos da vossa atenção. Não é um space-opera que se apresente logo com extrema complexidade, mas com a suficiente para nos agarrar e querer saber mais. Divertida e surpreendente com um desenho que não se exalta pela sua diferença, mas pelo seu tom futurista e extremamente limpo, onde sem dúvida alguma são as cenas de maior ação que ficam a ganhar por completo. Recomendamos a todos os que quiserem uma banda desenhada de ficção científica com uma boa dose de ação e onde vos levará por vários planetas e civilizações diferentes, que tentem dar uma oportunidade a Imperatriz pois tenho a certeza que não se irão arrepender.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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