Primeiras Impressões: Anthem


Anthem é um RPG multijogador de tiros na terceira pessoa desenvolvido pela BioWare e publicado pela Electronic Arts.


O jogo chegou ao PC, Xbox One e PS4 no início de 2019 e tive oportunidade de experimentá-lo durante um par de horas. Portanto, neste artigo não irão encontrar spoilers, mas também lerão apenas sobre a minha breve experiência. 

Anthem traz-nos um mundo distópico, onde a humanidade luta para sobreviver a uma variedade de ameaças. Na vanguarda estão os Freelancers, um grupo de indivíduos cujo trabalho é explorar o desconhecido e oferecer segurança a Fort Tarsis. 

Para navegar e sobreviver a um ambiente maioritariamente composto por ruínas que parecem saídas do mundo d'O Senhor dos Anéis e florestas que parecem inspiradas no Avatar de James Cameron, os Freelancers usam Javelins, uns fatos mecânicos que fazem lembrar o Homem-de-Ferro e que lhes conferem grande resistência, velocidade, poder de fogo e a capacidade de voar.


Assim que iniciei o jogo fui bombardeado com ofertas de microtransações. Ficam avisados, porque com tempo isso pode tornar-se aborrecido e irritante, apesar de as ter ignorado facilmente.

Em termos de desenho, o mundo mostra grande diversidade de fauna e flora e pede para ser explorado.

Enquanto completava a missão inicial que nos introduz ao jogo e aos seus controlos e funcionalidades, encontrei várias ameaças, entre monstros gigantes, animais voadores cuspidores de fogo e umas aranhas esquisitas. Durante essa missão fui guiado por uma voz através de um intercomunicador e, se estivesse numa perspectiva de primeira pessoa (em vez de terceira), talvez me tivesse sentido mesmo como o Homem-de-Ferro.


A título de experiência, decidi disparar sobre um "grabbit", uma espécie de coelho estranho cujo nome é muito pouco original (algo que parece constante neste jogo) e que parecia apenas fazer parte do cenário. Fiquei um pouco surpreendido quando o animal reagiu, fiquei mais surpreendido quando o meu guia fez um comentário sobre o evento e fiquei mesmo surpreendido quando meia hora mais tarde ele voltou a fazer referência ao facto de eu ter impiedosamente assassinado aquilo que parecia ser apenas um elemento estético.


O jogador pode escolher o sexo da sua personagem e, mais tarde, o aspecto. Mais importante que isso, pode optar por um de quatro tipos de Javelin, que correspondem às típicas classes dos RPGs: há o Ranger, que é equilibrado e figura na capa do jogo; há o Colossus, que é maior, mais resistência e capaz de transportar armas maiores, só que é mais lento; há o Storm, que corresponde ao mago, com baixa defesa, mas muita capacidade ofensiva e ataques de longo alcance; e o Interceptor, que é mais rápido, mais elegante e mais virado para combate corpo-a-corpo.

Em termos gráficos, fiquei agradado principalmente com as expressões das personagens que encontrei em Fort Tarsis. Pareceu-me até que tinham sido exageradas para realçar o facto de as sequências parecem mais saídas de um filme de animação do que de um jogo.


Assim que terminei a missão introdutória, escolhi o meu Javelin (a classe Ranger) e segui para a minha primeira missão a sério. Aí encontrei outros três jogadores: um com a classe Interceptor e dois com a classe Storm. Juntos viajámos através de cenários de floresta tropical, gruta e castelo, derrotando hordas de inimigos com um misto de tiros, relâmpagos, explosões e espadas. Não só foi uma grande confusão, porque cada um andava a disparar por todo o lado sem qualquer tipo de estratégia, como não tive tempo para explorar, porque tinha que acompanhar a equipa. Acabei por completar a missão sem aprender muito mais do que apontar e disparar.

No entanto, vou dizer isto: o sistema de voo e a sensação de velocidade são tremendamente satisfatórios. Nem sempre é fácil manobrar, mas saltar no ar e sair disparado como um foguete é algo que merecia estar em qualquer jogo de super-heróis.

Também excelente para aliviar o stress é lançar o ataque mais forte do Javelin e ver os bichos maus a explodir.

Enfim, o jogo tem altos bem altos e baixos bem baixos. Se tiverem oportunidade de experimentar, aconselho vivamente. É porreiro. No entanto, também aconselho a fazerem-no antes de comprar o jogo, porque não é para toda a gente e mesmo quem gostar pode cansar-se rapidamente.
Pedro Cruz
Escrito por:

"Spawned" em Aveiro no fim do início da década de 90, apreciador de amostras de imaginação e criatividade, artesão de coisas, mestre da fina e ancestral arte da procrastinação e... por hoje já chega. Acabo isto amanhã...

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