Jessica Jones Vol. 1 - Sem Limites


A G Floy já nos tem vindo a habituar a excelentes obras da banda desenhada em vários níveis. Desde as melhores graphic novels até aos comics das mais famosas companhias americanas como a Marvel. Jessica Jones é uma das mais recentes apostas e agora que todas as séries Netflix foram canceladas, pode haver interesse em conhecer todo o trabalho onde os guionistas se inspiraram para fazer uma das séries mais interessantes da Marvel, pelo menos para mim. A história que se inicia neste primeiro volume, intitulado de Sem Limites, conta com os primeiro seis números do comic iniciado originalmente em 2016 e como tem sido habitual nas edições G Floy, está equipado com uma capa dura de qualidade e uma série de capas alternativas como extra, que posso dizer que são um regalo ao olhar.

O aspeto de todo este comic é um grande ponto a seu favor, com um estilo que demonstra exatamente aquilo que esperava ver numa história de Jessica Jones. Apesar de já conhecer a personagem há muitos anos, nunca tive muito interesse em me debruçar nas suas aventuras, mas após a série, devo confessar que ganhei algum carinho pela personagem, principalmente pela interpretação de Krysten Ritter, que especialmente na primeira temporada está excecional e o carisma que demonstra e oferece à personagem está tão único que mesmo sem conhecer as aventuras aos quadradinhos, me fez automaticamente reconhecer a personagem em si. Como é óbvio, estamos perante comics e não séries e por isso, é algo estranho olhar para esta Jessica Jones que nada se parece com Ritter, mas é apenas uma questão de hábito, porque à medida que vamos avançando folha a folha vamos encontrando exatamente aquilo que procuramos.


A história envolve Jessica Jones, Luke Cage, Captain Marvel, Misty Knight, entre algumas entradas momentâneas de Iron Fist e outros heróis bem famosos como Homem-Aranha que é também mencionado. É uma história Marvel inserida num universo bem extenso, mas que não nos obriga a saber nada antecipadamente e isso é extremamente positivo no meio das milhares de histórias da Marvel. Tudo o que precisamos de saber é nos contado e se queremos saber um pouco mais dos acontecimentos passados que levaram a este ponto, podemos sempre fazer algumas leituras mais antigas. Esta é sem dúvida uma típica história de Jessica Jones com crime à mistura, muita ação e claro muita intriga. Vai deixar qualquer um agarrado até ao final e a cada página nos faz querer perceber o que raio se passa ali, porque nada parece fazer sentido. A forma como a história é contada pode ser algo confuso por vezes, mas é uma questão de alguma atenção. Houve alguns momentos que acabei por ter de voltar atrás para entender bem se não tinha deixado alguma página para trás, mas não, é apenas uma forma de ver as ideias e pensamentos de Jessica, que nem sempre é a mais clara.

O primeiro volume desta aventura deixou-me cheio de vontade de ler mais e quando virei a última página senti quase uma pitada de desespero por me deixarem assim sem mais conteúdo. Resta-me esperar pelo segundo volume para poder saber ainda mais, porque como sempre há algo que fica para depois e esse algo é aqui um ponto tão ou mais importante que a aventura/investigação central, pois tudo se interliga e tudo se desenvolve a partir desse centro. Para os fãs de Jessica Jones aconselhamos a dar uma oportunidade a esta história. Já está disponível nas bancas e podem encontrar uma preview aqui no nosso site, onde conseguem ter uma ideia melhor do tipo de arte que aqui se apresenta. Por aqui ficamos fãs e estamos ansiosos por ler mais e saber o que acontece a seguir. Sei que estou a envolver este momento final em muito mistério, mas não quero mesmo dar qualquer spoiler desta história, por isso e já sabendo que Sem Limites é uma boa história resta-me dizer para adquirirem este volume e leiam por vocês próprios.
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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