Fado: Duetos e Desgarradas


A nível nacional já é feito muito conteúdo de qualidade na área dos jogos de tabuleiro, com títulos a mostrar que temos todo um conjunto de pessoas com qualidade artística para apresentar bons jogos cá dentro e mesmo lá fora. Algumas editoras têm vindo a surgir para realizar e dar a possibilidade a muitos artistas e designers de desenvolverem algo que há uns anos seria apenas um sonho. A Pythagoras Games é uma dessas editoras e apesar da sua dimensão reduzida já apresentou alguns títulos bastante interessantes, como é o caso de Aljubarrota que falamos ainda há bem pouco tempo. Durante a LeiriaCon tivemos oportunidade de conhecer um pouco mais desta editora e assim acabou por nós oferecer um exemplar de dois dos seus mais recentes títulos, entre os quais estava: Fado.

Este é um jogo de 2018 e lembro-me perfeitamente que durante a Comic Con desse ano estar a observar alguém a testar este título e ter ficado algo intrigado, mas infelizmente na altura não surgiu a oportunidade de o testar. A ideologia que está inerente a esta editora e parece continuar a estar com os novos anúncios é que os seus projetos de alguma forma louvam o melhor da nossa história e Fado pega em algo que é já Património Cultural e Imaterial da Humanidade e transforma num jogo de associações, que há partida nada tem a ver com o tema, mas que no fundo nos faz entrar em todo aquele universo de uma forma ou de outra.


Fado é um jogo que no início parece simples, onde temos de fazer associações entre várias características presentes nas cartas, tentando ser os mais rápidos em cada uma das características para assim receber mais pontos de vitória. Para isso é necessário estar atento, perceber não só a jogada possível, mas também as próximas jogadas e mesmo quando os adversários estão a colocar em prática as suas ideias é fácil desenvolver o próximo passo, apesar de algumas vezes acontecer não termos outra hipótese senão passar a vez.

Por aqui foi um título que gostámos desde a primeira partida e já repetimos algumas vezes, tendo sempre algo diferente a acontecer, mostrando assim uma boa capacidade de rejogabilidade e mostrando que mesmo com uma ideia tão simples como esta é possível construir um pequeno jogo de cartas, muito fácil de aprender e com um nível de complexidade que se pode tornar bem interessante.

A arte por si só está incrível e mesmo não sendo de extrema importância para o que estamos a fazer no jogo cria um nível de profundidade à sua temática, apresentando cores vivas e representações gráficas de vários fadistas nacionais bem conhecidos. Além disso, tenho de referir que uma das características das cartas e das associações são as cores, que podem ser um problema para algumas pessoas com daltonismo, mas neste jogo não haverá qualquer confusão, pois todas estão preparadas com símbolos bem distintos que permitem a todos poderem desfrutar deste jogo.


Fado é um bom jogo de cartas com bom componentes e bem completo. Uma experiência rápida que se pode tornar um pouco mais longa à medida que aprendemos a desenvolver as nossas estratégias e ao segundo ou terceiro jogo irão estar desesperados em busca dos maiores combos. É tão gratificante quando numa jogada apenas conseguimos criar uma série de pontos e isso dá todo outro alento a este jogo.

Por aqui aconselhamos a experimentar ainda para mais quando facilmente o encontram a um valor tão baixo como 7,50€. Vale muito o seu preço base de 15€ e por isso já podem colocar na vossa wishlist, porque se ainda não conheciam Fado, então esta é uma excelente oportunidade. Por aqui podemos garantir que vai ser um jogo que fará parte de muitos serões.
7.5
Fado: Duetos e Desgarradas
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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