Crónicas de um Jogador

Super Mario Land

Gameboy

Super Mario Land


Super Mario Land é uma bela história que aconteceu no Hospital. Vocês sabem como é: amígdalas que dão problemas aos oito anos de idade, tens de ser operado contra a tua vontade, pedes um GameBoy emprestado para te entreteres e mais uma quantidade infinita de pilhas. Foi assim que tudo se passou!

De longe o meu primeiro contacto com o Super Mario, essa taça já tinha ido para a “SEGA dos marroquinos” (as Famiclones que proliferavam nestes anos), que fez com que o primeiro jogo saído para o GameBoy do senhor de bigodes me fosse no mínimo estranho.

A história é simplista, temos de chegar ao fim e salvar a Daisy! E aqui eu torno-me velho… A Peach não existia, ainda tinha o seu nome de solteira… Daisy… a Querida!

A nossa aventura em plataformas é também tudo menos o habitual quando comparado aos jogos da série mais recentes. Pelas semelhanças é fácil de tratar, pois estão lá os canos para entrar e apanhar umas moedas, plataformas movíveis e o cronómetro, Koopa Troopa, Goombas, Plantas Piranha, e o protótipo de peixes voadores e os canhões! A jogabilidade neste título é exatamente a mesma que ainda conhecemos: saltamos em cima dos inimigos para os imobilizar, se caímos em um sítio que nao tenha plataforma perdemos uma vida; cada cem moedas dá uma vida; um cogumelo faz com que cresças e a flor torna-te um ser parecido com o Son Goku; e no final de cada mundo temos um Boss Final. Curioso é que as bolas de fogo que lançamos na terceira transformação dão para apanhar moedinhas, e quando descemos num cano a música é igual às dos outros títulos, de resto é tudo diferente!

Durante o jogo passamos por vários ambientes, e por essas bandas passamos pelo Egipto, ilha da Páscoa, entre outros! Os inimigos são a condizer com cada um destes “mundos”, como cabeças da ilha da Páscoa, tanto corredoras como voadoras; uns inimigos saltitões que parecem aliens que não consegui identificar e esfinges! As músicas são diferentes durante todo o jogo, nenhuma parecida com as que habitualmente escutamos. O maior exemplo será a estrelinha, que nos dá o “CanCan”, muito convidativo à nossa temporária invencibilidade perante inimigos! Mas por fim onde está o Bowser e o Castelo? Não existem!

Temos de lutar para resgatar a Daisy e vencer o Boss final… que para saberem que é vão ter de passar para descobrir! Eu fiquei muito surpreso, até pelo esquema do nível! Foi fantástico! Não temos bandeiras no final para nos dar bónus final, mas sim uma porta por onde entrar, com alguma dificuldade de alcançar, para nos dar bónus de jogo.

Realmente é um título que me traz saudades das minhas velhas amígdalas, as quais devem estar em estudo em uma Universidade qualquer… se calhar! Foi daqueles que me viciou no nosso canalizador favorito, e que pelas suas particularidades é um must que se deve ter, em qualquer colecção!
Super Mario Land
Jogado em: Gameboy
Desenvolvido por:
Distribuido por:
Género(s):
Armando Mateus
Escrito por:

Gamer dedicado, leitor apaixonado e escritor nos tempos livres. Fascinado por um todo produzido pela sociedade: a Cultura, o símbolo dos velhos e dos novos tempos!

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