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UMA NOVA ESCOLA PARA PORTUGAL
O pedagogo estudou o sistema de ensino português ao longo dos últimos anos, tendo visitado um sem número de escolas e auscultado professores, personalidades da educação, da cultura e da política – de Adriano Moreira a António Sampaio da Nóvoa ou Marcelo Rebelo de Sousa– com o propósito de encontrar respostas para problemas como o insucesso escolar, a hiperactividade e o défice de atenção nas crianças e nos jovens portugueses.

Segundo o professor, o principal problema das crianças e dos jovens, em Portugal, é o sistema de ensino em vigor, baseado num modelo escolar obsoleto. A solução? A reinvenção da escola tal como a conhecemos. As propostas concretas de Jorge Rio Cardoso são apresentadas no livro Uma Nova Escola para Portugal. Mas que nova escola será essa?

Para o autor do modelo de estudo Ser Bom aluno–Bora lá?, o maior desafio da escola moderna será dotar o aluno de autonomia, dando-lhe a hipótese de construir o seu próprio conhecimento. Os conteúdos são essenciais, mas preparar os jovens para a vida é urgente. A pesquisa, a análise, a comunicação, a articulação com a tecnologia e os valores da cidadania, da criatividade, do trabalho em grupo e da liderança são pontos basilares para preparar os cidadãos do futuro.

UMA PEDRA SOBRE A BOCA
Intensa, até na sua escassez, a poesia de Uma Pedra sobre a Boca amplifica a voz radical de João Moita, saudada e reconhecida por outros poetas, como o português João Tolentino Mendonça e o espanhol Antonio Gamoneda. 

Mas mais do que intensa, a poesia de João Moita, como este livro o prova, é também radical, física, visceral, de um indelével erotismo.

Este é o quarto livro do poeta, que afirmou um dia: «Não escrevia para não roubar tempo à leitura: aprendia a humildade. Agora escrevo, aprendo a humilhar-me.» A obra sucede a O Vento Soprando como Sangue (2009), Miasmas (2010) e Fome (2015).

João Moita, além de poeta e autor, é também tradutor, tendo feito um trabalho de excelência nas edições Guerra e Paz dos títulos: Três Filhas de Sua Mãe, de Pierre-Félix Louÿs; Lord Jim, de Joseph Conrad; Canto de Mim Mesmo, incluído no livro Saudação a Walt Whitman//Canto de Mim Mesmo, de Álvaro de Campos e Walt Whitman.

MENTE E CONSCIÊNCIA, FILOSOFIA E NEUROCIÊNCIA
Entender a mente, a consciência e a memória humana através de uma ponte entre a filosofia e a neurociência. É esta a premissa de Artur Azul em Mente e Consciência, Filosofia e Neurociência

Percepção, emoção, memória, volição, pensamento e linguagem. O investigador Artur Azul estudou, ao longo dos últimos anos, as funções cerebrais do ser humano com recurso a uma análise e reflexão interdisciplinar, na qual aliou a filosofia à neurociência. As conclusões levaram-no à publicação deste seu livro, Mente e Consciência, Filosofia e Neurociência.

No livro, o autor expõe as principais orientações contemporâneas da filosofia da mente, com recurso à análise das teorias de filósofos britânicos como Daniel Dennett, John Searle ou David Chalmers. O antigo professor da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional de Viseu, analisou teorias neurocientíficas, com especial destaque para as do português António Damásio.

Nas conclusões deste estudo, Artur Azul conjugou uma perspectiva ontológica da mente consciente, baseada nos conceitos de virtualidade, emergência e sobredeterminação, e ainda da questão da espiritualidade. Uma obra essencial para professores, alunos e amantes de filosofia e ciência, que irá conduzir o leitor numa viagem à mente humana.
Cristiana Ramos
Escrito por:

Dividida entre o mundo da Ciência e o mundo Geek. Viciada em livros e em roer as unhas. Espectadora assídua no cinema, especialmente se aparecer um certo Deus com cabelos loiros. Adora filmes de terror. Louca por cães, mas eles são tão fofos! Romântica incurável (apesar de não admitir). Fã de Friends, GoT e Big Bang Theory.

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