Era uma vez em... Hollywood



Tarantino tem aquela capacidade de deixar qualquer um perplexo, mesmo quem nunca tenha experienciado uma das suas películas. O seu estilo único e que se caracteriza por um conjunto de ideias facilmente distinguíveis de tudo o que já vimos tornam os seus filmes uma experiência completamente memorável. Desde a minha visualização de Kill Bill Vol.1, lá nos primórdios dos anos 2000, ainda na minha pré-adolescência virei um fã do realizador e aos poucos fui acompanhando o seu trabalho. Quer aquelas que vêm totalmente das suas ideias, quer as cooperações que foi realizando ao longo dos anos, tem sido trabalhos marcados por pontos bem fortes.

A violência que transporta para o ecrã, o estilo muito próprio e as histórias que parecem ter sido retiradas de uma mente conturbada se envolvem em filme totalmente incríveis. Depois é a capacidade de levar uma série de grandes nomes sempre atrás de si, com elencos de tirar o chapéu a qualquer outra produção hollywoodesca. Vejam bem Era uma vez em… Hollywood, temos Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie nos papéis mais importantes, que depois são aprimorados por um elenco de nomes tão ou mais incríveis como Al Pacino, Kurt Russel, Luke Perry, Damian Lewis, Mike Moh, Margaret Qualley, Timothy Olyphant e a incrível Sayuri, uma pitbull que tem um papel magnífico neste filme e como tal, foi tratada como uma verdadeira atriz. 

A história remonta ao final da década de 60 onde Hollywood passava por tempos de loucura, com o cinema a tornar-se cada vez num maior destaque no panorama americano e mundial, grandes nomes a chegarem cada vez mais longe e onde o dinheiro era abundante pelos estúdios cinematográficos. Novas caras a cada dia levam a que Rick Dalton e Cliff Booth tenham de se transformar através das mudanças que acontecem a cada dia que passa. No meio de uma série de situações bem reais e marcantes da história de Hollywood, junta-se uma dose de ficção que transforma esta história numa completa experiência de Quentin Tarantino.

Podia, sem qualquer problema, passar aqui o tempo todo a referir a realização genial de Tarantino, mas ia ser demasiado desinteressante para a maior parte dos leitores. Não quero assim deixar de referir que espero e vou pedir a todos aqueles que não conhecem o trabalho deste realizador, ou que ainda não tomaram grande atenção ao seu trabalho, tomem nota que um filme de Tarantino tem sempre um certo je ne sais quoi que vai atrair qualquer verdadeiro fã de cinema. Os planos, os movimentos de câmera, a edição carregada de referências ao cinema clássico. Todo um conjunto de pormenores que farão desta visualização mais uma experiência única.

O nono filme da carreira de Quentin Tarantino é uma incrível homenagem ao mundo cinematográfico, com várias referências aos anos dourados de Hollywood, com ideias muito bem trabalhadas e uma história de arregalar as mentes de qualquer um. Inspirado em factos que realmente aconteceram, mas com história que se transforma numa obra ficcional e com um final longe dos reais acontecimentos, aliás pegando completamente no oposto. Não vou de todo estragar a vossa própria experiência e quero que apreciem a forma fantástica como o filme termina. O clímax do filme é tudo aquilo que esta palavra significa e transporta o espectador para todas as sensações e emoções que podíamos esperar. Os acontecimentos do ecrã passam realmente cá para fora e é um momento totalmente indescritível. De forma completamente pessoal aconselho vivamente a todos os fãs do realizador e a todos aqueles que pretendam ver uma grande obra cinematográfica, irem até ao cinema mais próximo e viverem este filme em toda a sua glória. 
Eduardo Rodrigues
Escrito por:

Nascido em Coimbra, a residir bem perto e a estudar cá. Considero-me um geek, um devorador de filmes e adoro ler um bom Comic. Gosto de videojogos e adoro o mundo Nintendo. Tenho uma pequena coleção que vai desde a Mega Drive até à Wii U. Adepto quase fanático da Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

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