Midnight Occult Civil Servants

Midnight Occult Civil Servants ou Mayonaka no Occult Koumuin é um daqueles animes que misturam aquilo que é a realidade com a ficção, fazendo a conexão de detetives “normais” com o mundo sobrenatural. Realmente este anime deixa-me sensações de MIB e xxxHolic numa só peça cinematográfica.

Começando com uma pequena sinopse, Arata Miyako, o nosso personagem principal é contratado para o Distrito de Shinjuku, para um emprego qualquer como funcionário público. Não estando há espera, Arata descobre que foi colocado no Departamento de Relações Noturnas, que opera em segredo em cada um dos 23 Distritos de Tóquio. Rapidamente, descobre que o seu trabalho não é um simples emprego de secretária. Afinal tem que resolver assuntos secretos envolvendo ocultismo e seres não-humanos. Ao lado de Kyoichi Sakaki, chefe de departamento, e de Theo Himetsuka, um fanático pelo sobrenatural, eles começam a trabalhar em conjuntos nas noites de Tóquio, encarando seres cuja existência desafia nossa compreensão de mundo.

A história no início começa com algo bem básico quando pensamos nestes temas. Não há objetivo ou enredo abrangente, o personagem principal está simplesmente a fazer o seu trabalho. Embora o nosso protagonista seja especial, pois é descendente de um grande sacerdote do passado, o que lhe dá habilidades especiais em relação ao sobrenatural (sendo que as entidades incluídas neste termo, dentro do anime são conhecidas como “Anothers” ou “Outros”). A sua habilidade é chamada de “Orelhas de areia”, que lhe permite comunicar com o sobrenatural, e que mesmo sendo algo de certa forma “novo”,proporcionando momentos interessantes , faz com que o anime se torne de certa forma previsível em certas situações.

Embora por vezes presumível, o conceito do anime é muito interessante, principalmente para quem gosta de mitologia e do sobrenatural, porque, uma vez sendo a sua base principalmente episódica, dá a oportunidade de conhecer e explorar o retrato feito na obra, de várias entidades e monstros.

A nível de design de personagem, achei-o mal conseguido, não ao nível estético em si, mas sim pelo facto de os personagens serem demasiado “fofos” para o género do anime, sendo que estes mais pareciam vindos de um anime de Idols ou Romance do que de um anime sobre uma agência de detetives e o sobrenatural.

Apesar de não ter gostado deste último aspeto, a arte de fundo foi sem dúvida um dos pontos altos a nível visual. Com escritórios realistas e uma cidade detalhada, esta arte de fundo foi das melhores que alguma vez vi em animes deste género.

O áudio também me trouxe emoções divididas, uma vez que os efeitos sonoros poderiam ser considerados como medíocres, e a banda sonora foi muito bem escolhida e bastante apreciável nos momentos do anime em que era utilizado.

Para terminar a minha crítica, vou deixar algo claro para qualquer pessoa que questionar se deve assistir a este anime, caso não esteja interessado em romance masculino. Este não é um anime de BL, os homens são definitivamente projetados para parecerem femininos e excessivamente fofos, mas não existe nenhuma conotação romântica ou sexual.

Embora por vezes demasiado previsível e até chato, considero que Midnight Occult Civil Servants tinha bastante potencial e na minha opinião, possui uma boa narrativa e um conceito no mínimo interessante que apenas foi mal traduzido para a forma televisiva.

Esta análise foi possível com o apoio da Crunchyroll!
Capa
7
Midnight Occult Civil Servants
Ano 2019 Tipo serie Episódios 12
Distribuição por
Estúdio
  • Arte de fundo realista e bem conseguida
  • Banda sonora
  • Boa narrativa
  • Momentos emocionalmente cativantes
  • Má utilização de uma boa narrativa
  • Character design excessivamente "fofo"
  • Fraco desenvolvimento de certos personagens
  • História "Episódica"
Rita Neves
Escrito por: Rita Neves

Então, podem começar por tratar-me por Yumi. Desde muito nova que o mundo geek e a cultura pop eram a minha escapatória da realidade. Comecei o meu amor por cosplay também muito cedo e por isso agora para não é uma opção. Sou uma super fã de história e arqueologia (alguns cosideram-me até obcecada). Uma romantica incurável e uma amante de literatura, por isso a melhor prenda que me poderiam dar era um date com Shakespeare.