Baseado nos livros de Meg Cabot, “O Diário da Princesa” estreou a 3 de agosto de 2001, apresentando ao público a história de Mia Thermopolis, a adolescente de São Francisco que descobre que é a herdeira de Genóvia, um pequeno país na Europa. O filme ganhou uma sequência em 2004, e, passados mais de 20 anos, vai ter um terceiro filme.
Produção do filme
Whitney Houston, a cantora mítica, criou a BrowHouse Productions, em 1995, com a colega Debra Martin Chase. Esta companhia de produção de filmes pretendia produzir filmes destinados a jovens mulheres e produziu filmes como a “Cinderella” de 1997, os filmes das “Cheetah Girls” e os filmes de “O Diário da Princesa”.
Ao contrário do caso do filme da Cinderella, Whitney decidiu ser fiel ao livro e dar o papel principal a uma rapariga branca neste filme. E, assim, apareceu Anne Hathaway, uma jovem de 17 anos no seu primeiro papel.
O resto do elenco também foi escolhido à lupa. A eterna Julie Andrews como a rainha Clarisse de Genóvia e avó de Mia; Héctor Elizondo como o guarda-costas Joe; e Heather Matarazzo como Lilly, a melhor amiga excêntrica. E, assim, foi feita História.

A história que encantou o público
Mia Thermopolis, uma adolescente tímida e com poucos amigos, vive em São Francisco com a mãe e sabe muito pouco sobre a família do pai, que morreu há pouco tempo. Tudo muda quando Mia recebe a visita da avó paterna, Clarissa, e descobre que é uma princesa e herdeira ao trono de um pequeno país europeu, Genóvia.
A adolescente vai, ao longo do filme, tentar equilibrar a vida pessoal com a nova vida da realeza. Um aspeto importante na trama é que Mia nunca deixa de ser ela mesma ao longo do processo. Passa por obstáculos e dúvidas, como todos os adolescentes e jovens adultos, mas sempre com a originalidade e honestidade que marcavam-lhe a personalidade.
Outro aspeto relevante na obra é a relação de Mia com a avó e o guarda-costas, Joe. É bonito ver os adultos a aprenderem com a adolescente e a criarem um carinho familiar com a princesa. Os três acabaram por tornar-se uma família.
Com discussões (mais tarde resolvidas) com a melhor amiga, Lilly, e romances de adolescência, o filme faz sentir uma nostalgia mágica nos espectadores, uma lembrança de tempos mais fáceis e da simplicidade dos filmes mais antigos da Disney. Um conto de fadas moderno que traz sentimentos de entendimento a todos que já foram adolescentes.

Impacto da obra
O filme obteve reações mixas pelos críticos, contudo conquistou o público. Anne Hathaway tornou-se numa estrela de Hollywood e acabou por ganhar um Óscar de atriz secundária em 2013, pelo papel em “Os Miseráveis”.
O filme ganhou uma sequência, em 2004, com o ator Chris Pine a fazer de par amoroso com a personagem principal. O estilo enemies-to-lovers conquistou os fãs, que até aos dias de hoje adoram o casal. O plot do filme, escrito por Shonda Rimes, a roteirista da série Bridgerton, levou a comparações com o casal Kate e Anthony, da segunda temporada do sucesso da Netflix. Ambos os casais protagonizam momentos de tensão e proibição.
Agora, com 43 anos, Anne Hathaway tem uma terceira sequência da saga para breve. E, para complementar uma fase ótima na carreira, foi oficializada como uma lenda da Disney no mês de agosto.

