A RTP decidiu atualmente começar a apostar na BD como estratégia para fazer os jovens ler os clássicos. Nestes últimos anos patrocinou edições de Mensagem, Viagens na Minha Terra, Farsa de Inês Pereira, etc. Não tenciono criticar em nada, pelo contrário, se derem emprego aos ilustradores em vez de ao IA, por mim é um projeto a continuar. Contudo, venho aqui reclamar igualdade nas representações, sobretudo n’Os Lusíadas.
Mal folheei a edição d’Os Lusíadas, reparei logo no traço clássico, o mesmo que aparece naquelas BD’s que encontrava na arrecadação do meu pai. Mas mais do que apreciar a ilustração, o que se destacou mais foi a representação da Tétis ( a que se encontra na imagem) Vão olhar para essa beleza.
Agora sim, temos alguma figura da cultura portuguesa a competir com o biquini da Leia ou a perfeição da Mystique.

De facto, este é um ótimo motivo para que os alunos de 15 anos (do nono ano), que estão naquela idade confusa entre o adolescente e ainda o pré- adolescente, peguem n’Os Lusíadas. É bom que percebam que no fundo toda a literatura tem um biquinho de pornografia.
Agora, o que podiam ter feito também nesta versão d’Os Lusíadas era ter dado o equivalente ao Vasco da Gama e colocá-lo musculado, com um peito de fazer inveja a Zeus. A mulher heteroxessual também come, não é?! Acredito que talvez não seja muito credível o Vasco da Gama ter um corpo de Donatello (e aqui refiro-me ao corpo da tartaruga ninja). Por isso o meu conselho é ainda outro, não darem ao Vasco da Gama, a um mero homem do século XV português, mas darem o tal six-pack ao Adamastor. Afinal, ele é um gigante de pedra, por isso faz todo o sentido ter uns abdominais “hard as a rock”.
Todos sabem que o que estará sempre na moda é a mulher a babar-se pelo vilão, e sendo assim, porque não ilustrar um novo Adamastor musculado. Eu voto na igualdade sexy n’Os Lusíadas. Se é para atrair os jovens, primeiro tem de se pensar que não é todo o jovem que fica apaixonado com barões assinalados, se é que me entendem…