Cada gota de sangue tem uma história: Venom – Preto, Branco e Sangue chega às bancas

Com base nas primeiras imagens e detalhes revelados, lançamos um olhar antecipado à nova antologia da G. Floy Studio, que devolve o icónico simbionte às suas origens mais cruas e monstruosas.
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Há histórias que não precisam de cor para serem visceral. Bastam o preto, o branco, e uma pincelada de vermelho no sítio certo. Esta nova colectânea dedicada a Venom, editada pela G. Floy Studio Portugal, parece construída precisamente sobre essa ideia: que o essencial de uma boa história de terror e violência já está lá, mesmo antes de qualquer explosão de cor.

À primeira vista, é mais um álbum de contos protagonizado pelo simbionte mais famoso da Marvel. Mas o conjunto de nomes por trás das histórias, e a proposta visual assumida no título, sugerem algo mais arriscado e mais artesanal do que o habitual crossover ou minissérie de ação.

O simbionte na sua forma mais primal

A premissa é simples e brutal: uma série de contos independentes que exploram o elo entre Venom e os seus hospedeiros, sem a preocupação de encaixar numa continuidade maior. Aqui, o simbionte não é tratado apenas como anti-herói atormentado, mas como força quase animal, imprevisível, mais próxima do monstro do que do super-herói.

É esse contraste, entre a fragilidade humana do hospedeiro e a fome insaciável da criatura, que parece atravessar os quatro capítulos reunidos neste volume. Não há espaço para redenções fáceis nem para vitórias limpas: a sobrevivência tem sempre um preço, e o livro não esconde isso.

Um elenco de autores que já provou o seu valor

O que distingue verdadeiramente esta edição é quem a assina. J.M. DeMatteis, Al Ewing, Erik Larsen e Chris Bachalo não são nomes que precisem de apresentações para quem acompanha banda desenhada americana há alguns anos, e a sua presença aqui promete um conjunto de histórias com identidades visuais e narrativas bem distintas entre si, mas unidas pelo mesmo tom sombrio.

Reunindo os números #1 a #4 de Venom: Black, White & Blood, o álbum funciona como uma espécie de antologia de autor, em que cada capítulo é uma pequena experiência isolada dentro do mesmo universo de sangue e instinto.

Primeiro olhar: uma edição pensada para durar

Em formato comic deluxe (18,0 cm x 27,5 cm), com capa dura e 152 páginas, este volume chegou às bancas a 8 de julho, com lançamento em lojas especializadas e livrarias generalistas a partir de dia 15. Ao preço de €23, posiciona-se claramente como uma edição de coleccionador, e não como um simples número de continuidade.

Neste primeiro contacto, fica a sensação de um álbum que não tenta amenizar a violência inerente ao conceito de Venom, mas antes assumi-la como identidade. Entre hospedeiro e parasita, entre homem e monstro, este é claramente um livro para quem gosta das suas histórias de terror servidas sem filtros e sem muita luz.

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Eduardo Rodrigues
Considero-me um geek da cabeça aos pés. Adoro uma boa leitura, apreciar a arte da BD e da Manga, ver de uma assentada aquela série ou anime incrível, ir ao cinema e devorar um filme e deliciar-me com uma aventura interativa nos videojogos e nos jogos de tabuleiro. Sou um adepto da mágica Briosa e um assistente fervoroso no estádio.

Colaboraram neste artigo

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