IA: Não irá substituir artistas

Entre algoritmos que aprendem padrões e humanos que transformam experiência em expressão, questionamos se a arte pode sobreviver sem intenção, erro e identidade.
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IA, ou “Inteligência Artificial”, tem gradualmente se infiltrado em vários lugares e aspetos da internet e da vida real. Tem afetado como agimos, pensamos e como nos comunicamos uns com os outros, e mais do que nunca, tem afetado como criamos arte.

Mesmo que seja preocupante, a IA em si é uma ferramenta. Não podemos culpá-la por criar aberrações como a “Arte gerada pela IA”, tal como não podemos culpar um martelo por machucar alguém.

Mas o que podemos fazer é tentar identificar o problema e, mais do que isso, a causa. O que é a IA, como funciona, o que acontece quando é usada inadequadamente, e seus efeitos na mente humana, e por fim, por que não irá substituir artistas. Todas estas perguntas são importantes para entender por que arte gerada por IA não vai, nunca, ser comparável à arte feita por humanos, para humanos.

Mesmo assim, tudo que vou escrever é a minha visão e minha interpretação deste problema. E mais do que nunca, encorajo que você, o leitor, faça a sua própria pesquisa e tome suas próprias conclusões, com base nos fatos disponíveis.

Sem mais delongas, vamos ao primeiro tema:

O que é a IA?

Ao contrário do que muitos pensam, a IA é um sistema que não é tão recente quanto faz parecer, tendo sua primeira aparição em 1956, sendo um projeto em conjunto, com diversos fundadores, como Alan Turing, Marvin Minsky, Allen Newell e Herbert Simon. O Logic Theorist, frequentemente citado como o primeiro programa de IA, foi criado com o propósito de performar “Razão Automatizada”. O nome desta tecnologia foi então chamado de “Inteligência Artificial”.

Apesar do nome, IA, ou “Inteligência Artificial”, não é nada que tem no nome. Não é “inteligente”, porque inteligência é um conceito tão vasto que até hoje, humanos, não temos uma ideia sólida. E não é artificial, porque para manter uma IA precisamos de pessoas e desenvolvedores ativamente trabalhando e atualizando a IA, para mantê-la funcionando, sem mencionar os milhares de galões de água doce que a IA consome para responder a um grande número de mensagens.

Os diversos usos da IA.

A IA, como qualquer outra ferramenta, pode ajudar, mas se usada de maneira nociva, pode causar danos diversos.  Então, a inteligência artificial em si não é um perigo, mas o que fazemos com ela.

A IA pode ser usada para, por exemplo, muitas coisas, como estudos, resumos, etc. E até hoje, pode ajudar muito, se usada propriamente.

Porém, infelizmente, há muitos casos de usuários de IA fazendo coisas que realmente são além de imorais e perigosas. (Golpes, posts com conteúdo malicioso, arte de IA, roubo de arte, etc.).

Porque não vai substituir artistas.

Agora, chegamos à pergunta que deu origem a este texto: “A IA vai substituir artistas?”
E para esta pergunta, eu respondo, com toda a minha honestidade: Não. Não irá.

Arte, mais do que tudo, é um reflexo do humano que a fez. SÃO as decisões do indivíduo, e são os erros inevitáveis que tornam uma obra realmente perfeita.

Em qualquer obra, seja escrita, pintura, desenho, dança ou música, o resultado é somente um dos passos de criar a arte. E, de longe, não é o mais importante, mesmo que seja o que as pessoas vejam primeiro. O processo de criar arte é o que importa, porque criar arte é humano. É ser humano. A IA nunca, jamais, irá fazer o que um humano faz, porque quando a IA faz uma imagem, tudo que ela está fazendo é copiar milhares de conteúdos de artistas e juntá-los num único papel, resultando numa obra monstruosa e sem motivo, sem propósito a existir. Por que tudo que a IA e as empresas que fazem IA ligam é o resultado, e o resultado não é o que faz uma obra boa.

Com este monólogo, eu encerro este texto. Espero que a minha breve e rasa análise tenha efetivamente passado a minha opinião. No final disto tudo, encorajo-te a fazer a sua própria pesquisa, crie a sua própria opinião. Talvez, escreva-a. Mas, mais do que tudo, pense por si mesmo sobre o assunto. Até a próxima!

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