Injustiça? Conhece cinco filmes que não entraram na corrida aos Óscares

Todos os anos, as nomeações aos Óscares deixam feridas abertas entre os cinéfilos. Em 2026, não foi diferente. De grandes blockbusters a performances elogiadas, estes são alguns dos filmes e artistas que, para muitos, mereciam um lugar na cerimónia… mas ficaram pelo caminho.
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Trata-se de uma espécie de tradição. Todos os anos, depois de as nomeações aos Óscares serem reveladas, surgem protestos (muitos ou poucos) de fãs de cinema. Estes últimos passam a reclamar de filmes que não chegaram a receber uma nomeação e que a mereciam, na sua opinião.

Os pareceres são todos eles diferentes, levando a que haja um grande debate. Por vezes, não se chega a consenso geral sobre que filmes deveriam estar nomeados para a cerimónia do ano corrente.

Posto isto, resta “chorar sobre o leite derramado” e relembrar os filmes que deveriam ter tido uma nomeação ou que estão nomeados para algumas categorias, mas que podiam ter tido um maior número de nomeações.

1.”Wicked: Pelo Bem”

“Wicked: Parte Um” destacou-se na cerimónia de prémios de 2025, arrecadando dois Óscares (de “Melhor Figurino” e “Melhor Design de Produção”) das dez nomeações que obteve (“Melhor Filme”, “Melhor Atriz”, “Melhor Atriz Secundária”, “Melhor Edição”, “Melhor Maquilhagem”, “Melhor Banda Sonora”, “Melhor Som”, “Melhores Efeitos Visuais” e as duas onde efetivamente ganhou).

Cerca de um ano depois, a sequela chegou aos cinemas em novembro de 2025 e esperava-se que a continuação da história de Elphaba (personagem interpretada por Cynthia Erivo) e de Glinda (personagem interpretada por Ariana Grande) continuasse no mesmo nível de qualidade.

Em “Wicked: Pelo Bem”, a história vai se passar anos depois dos acontecimentos da primeira parte. Elphaba continua na luta para expor as mentiras do Feiticeiro de Oz (personagem interpretada por Jeff Goldblum), enquanto que Glinda vive no dilema entre ter a vida com que sempre sonhou e ajudar a sua melhor amiga.

Mas afinal por que é que não teve nem uma nomeação? A primeira razão reside na receção da crítica que foi consideravelmente baixa em relação a “Wicked: Parte Um”. O primeiro filme teve 88% de aprovação na plataforma Rotten Tomatoes, enquanto que o segundo teve 66% no mesmo site.

Além disso, normalmente, a Academia que seleciona e premeia os filmes tem mostrado, ao longo dos anos, não ser fã de continuações, salvo raras exceções como “Gladiador 2” (nomeado para “Melhor Figurino” em 2025) e “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” em 2023 (nomeado para “Melhor Atriz Secundária”, por causa da prestação de Angela Bassett, “Melhor Figurino”, “Melhor Canção Original”, entre outras).

Contudo, muitos fãs de “Wicked: Pelo Bem” afirmam que a sequela podia ter tido nomeações, sobretudo, na parte técnica.

2.”Superman”

O regresso do famoso super-herói da DC era o mais esperado pelos fãs. Muitos saíram agradados com a experiência, ficando entusiasmados com as histórias que estariam por vir no novo universo cinematográfico da DC, criado por James Gunn.

O filme volta a contar a história de Clark Kent (interpretado por David Corenswet) que tenta conciliar a sua vida “normal” com a de um super-herói. “Superman” não vai retratar a origem exata e clichê do protagonista. Em vez disso, a ação vai se passar 30 anos depois de Clark ter chegado ao planeta Terra.

Além do núcleo tradicional da história do herói, há outras personagens do universo da DC que aparecem neste filme, como a Hawkgirl (interpretada pela atriz Isabela Merced) e a Supergirl (interpretada pela Milly Alcock).

Não há uma justificação oficial da razão pela qual “Superman” não tenha sido nomeado para nenhuma categoria da cerimónia de entrega de prémios deste ano. Porém, os fãs ficaram surpresos por este filme não ter tido nenhuma nomeação, especialmente no que toca às categorias mais técnicas.

3.”Avatar: Fogo e Cinzas”

Mesmo com duas nomeações (“Melhores Efeitos Visuais” e “Melhor Figurino”), houve quem tenha sentido falta de uma outra nomeação para a longa-metragem “Avatar: Fogo e Cinzas”: “Melhor Canção Original”. Apesar da enorme campanha realizada pela Miley Cyrus, a canção “Dream As One” não foi uma das cinco selecionadas.

Trata-se do tema original criado para o filme “Avatar: Fogo e Cinzas”, interpretado pela cantora e atriz. O terceiro capítulo retoma os eventos de “O Caminho da Água”, mostrando uma nova aventura da família Sully. Todos eles irão conhecer uma nova região vulcânica de Pandora. Aí reside um clã que é composto por nativos que controlam o fogo e que podem ir contra os protagonistas.

Além desta categoria, a Academia dos Óscares não entregou a nomeação de “Melhor Som” a “Avatar: Fogo e Cinzas”, tendo sido considerado por muitos como um dos fortes candidatos a ganhar o prémio.

4.”Frankenstein”

O mais recente filme do realizador Guilhermo del Toro, vencedor do Óscar de “Melhor Filme” por “A Forma da Água” e de “Melhor Animação” por “Pinóquio”, não foi considerado para a categoria de “Melhor Realizador” pelo filme “Frankenstein” da plataforma de streaming Netflix.

Embora tenha sido nomeado para nove categorias (“Melhor Filme”, “Melhor Ator Secundário”, pela prestação de Jacob Elordi, “Melhor Banda Sonora Original”, “Melhor Argumento Adaptado”, “Melhor Maquilhagem”, “Melhor Figurino”, “Melhor Design de Produção”, “Melhor Som” e “Melhor Direção de Fotografia”), houve quem sentisse falta da nomeação para “Melhor Realizador” para Guilhermo del Toro.

A mais recente adaptação da Netflix retrata novamente no grande ecrã a história do “monstro” de Frankenstein. Jacob Elordi interpreta o papel da Criatura e Oscar Isaac interpreta o papel do cientista Victor Frankenstein, criador da Criatura. A experiência ousada irá levar à ruína tanto o cientista egoísta como a sua criação.

5.”Mata-te, Amor”

Por fim, uma das ausências que mais marcou os cinéfilos foi a indicação de “Melhor Atriz” para Jennifer Lawrence. A mesma já tinha sido nomeada para a mesma categoria três vezes, tendo ganho um Óscar, em 2013, pelo seu papel no filme “Guia para um Final Feliz”.

“Mata-te, Amor” conta a história de Grace que lida com problemas psicológicos enquanto tenta manter o foco na maternidade e no casamento com Jackson (interpretado por Robert Pattinson).

Um dos fatores que pode ter justificado a ausência de qualquer nomeação, tanto para a atriz como para o próprio filme, foi a baixa aceitação da crítica. No site do Rotten Tomatoes, “Mata-te, Amor” conta com 71% de aceitação dos críticos. Esta avaliação não é muito comum em candidatos aos Óscares, podendo ser uma das principais razões pela ausência de nomeações.

Colaboraram neste artigo

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