Jogos de Tabuleiro para um serão de Halloween pouco assustador

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Um top 5 de Jogos de Tabuleiro da minha coleção pessoal

Bom Halloween para todos! Para celebrar esta típica época e à semelhança do que aconteceu com anos passados, hoje trago-vos um novo top 5, relacionado, não apenas, com a minha coleção pessoal, como também, com os jogos de tabuleiro que tenho trazido aqui para o Café Mais Geek. 

Antes de mais, quero apenas fazer dar uma pequena nota. Qualquer título e subsequente avaliação tem um enorme cariz pessoal e subjetivo. Quero com isto dizer que, muito embora o vosso jogo de tabuleiro de eleição possa não constar da presente lista, isso não significa que o jogo não seja bom – principalmente para vocês, os leitores. No fundo, o que interessa, é que se divirtam com os jogo de tabuleiro, porque, na verdade, é para isso que eles servem!

Feita esta pequena introdução, vamos ao que interessa. Como já podem ter visto pela quantidade de análises que faço aqui, o meu principal foco de atuação, pelo menos, em termos de estilo de jogo, é a estratégia que envolve cada jogada que faço. Não sou apreciador de jogos de tabuleiro muito longos, porque depois também fico saturado, mas jogos que rondam as duas horas, são, em regra, os ideias para mim. Além disso, e ao contrário do que comumente se discute, a paralisação de análise é uma coisa boa na minha opinião. Isto porque, se existe essa característica num jogo, significa que os jogadores, em regra, têm de pensar muito bem antes de tomar qualquer decisão, o que, em suma, significa, estratégia pesada.

Vamos à lista.

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Terraforming Mars é um engine building que baseia a sua existência em transformar Marte num planeta habitável para os humanos e animais. Para isso, o jogador é convidado a jogar cartas da sua mão para o seu “tabuleiro”, criando infraestruturas e requisitos mínimos para a existência de vida nesse mesmo planeta. Os pontos positivos com os quais podemos contar com este jogo é, primeiramente, a variedade. Além do jogo base, que só por si, já tem imensas cartas, este jogo conta com, até à data, quatro expansões (sendo que existem, pelo menos, mais duas em kickstarter). E não estou a contar com mapas extra. O segundo ponto positivo é, sem dúvida, a estratégia de jogo. Saber o que jogar, quando jogar, quando comprar, quando avançar um determinado critério, entre outros. Cada decisão conta. Terraforming Mars foi um dos meus primeiro jogos mais robustos e não me arrependo nada de o ter comprado. Por outro lado, o principal ponto negativo que posso apontar é, sem dúvida, a qualidade dos componentes, que é péssima (recomendo, principalmente, sleeves para as cartas). Outro muito parecido com este, mas com um tema totalmente diferente que vale a pena experimentar é Ark Nova. Fica a dica.

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Viticulture é um jogo de alocação de trabalhadores onde o objetivo é produzir vinho consoante os objetivos pessoais de cada jogador. Gosto de considerar, também, este jogo como um “racing game” disfarçado, sendo certo que para o jogo terminar, alguém tem de atingir um determinado número de pontos de vitória primeiro. Apesar deste título reunir alguns pontos em comum com o título anterior, nomeadamente, estamos perante um jogo altamente estratégico e diverso, destaca-se por outras vertentes. A primeira é que o Viticulture é, na minha opinião, altamente temático. O jogador acompanha todo o processo de produção de vinho, mas em formato de jogo de tabuleiro (isto sem ser demasiado incisivo ou complexo). Depois, tudo o que acontece é em torno disso mesmo: os ajudantes, os objetivos, as estruturas, entre outros. Depois, ao contrário de Terraforming Mars, o jogo é fantástico em termos de componentes!

No que toca a pontos negativos: a última expansão. Que falta de oportunidade. Foi a primeira expansão 100% cooperativa, o que, para mim, não justifica uma expansão a solo. Poderia ser um modo adicionado noutra expansão separado e nunca uma opção concreta para uma expansão.

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Codenames é um jogo para grupos grandes, onde duas equipas competem para decifrar, primeiro que o outro, as palavras que o seu capitão tenta transmitir através de pequenos códigos. Codenames pode não ter a complexidade que os dois primeiros títulos têm, mas a vertente rápida do jogo compensa essa falta. Além disso, é um jogo que se joga bem com grupos de 6, 8 ou 10 pessoas. Muito divertido ou muito frustrante – dependa da vontade de ganhar de cada equipa – mas, sem dúvida, uma boa experiência.

Estes dois jogos finais são jogos que me são muito queridos pelo que, apesar de serem, também eles, puros jogos de estratégia, fazem algum mesmo muito bem. Além disso, vão perceber que sou um grande fã de jogos da Stonemaier Games.

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Para aqueles que não sabem, eu gosto da parte de colecionar jogos de tabuleiro. Ter vários jogos, com tudo o que existe para cada um é sempre o meu objetivo. Claro que não compro tudo o que quero, pois, caso contrário, não tinha dinheiro para subsistir. Scythe foi o jogo que comprei logo a seguir a compra o Terraforming Mars e rapidamente conquistou a minha atenção, por dois motivos. Primeiro, a arte do jogo é, simplesmente, fantástica. Segundo, foi dos primeiros jogos que descobri que tinha miniaturas (eu sei que existem imensos hoje em dia, mas continua a ser uma boa aposta). Para lá destes dois pontos, Scythe é um jogo cheio de conteúdo, com imensas estratégias possíveis e imaginárias e, claro, cheio de expansões (cerca de quatro). Estes fatores foram suficientes para que Scythe fosse o primeiro jogo que completei da minha coleção, tendo, inclusive, as moedas metálicas e, acreditem, faz a diferença. Scythe é um jogo de estratégia médio alto em termos de complexidade diria, mas com imensas estratégias para fazer com que cada jogo, seja a primeira vez que estejam a jogar. É fantástico.

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Tapestry é, para mim, o único jogo da coleção que diria que não abdicava. Tapestry é a verdadeira definição de jogo: diversão, conteúdo e arte gráfica. Sempre, claro, envolvendo alguma estratégia. E porquê “só” alguma? Tapestry tem uma grande característica que leva os jogadores ao teto: sorte. Um jogo que estava completamente seguro, pode, de repente, dar a vitória a outro jogador. Não tão drástico, claro, mas pode ficar mais próximo do que se pensava. Sem dúvida que Tapestry tem os seus defeitos, principalmente por não ter uma caixa especifica para guardar o jogo base e as expansões. Mas é um jogo de estratégia muito divertido, obrigando os seus jogadores a entrar de mente aberta no seu mundo mágico!

Espero que tenham um fantástico Halloween, cheia de doces e de sustos! Bons Jogos!

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Joel Henriques
A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!

Colaboraram neste artigo

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