Joguei Planet of Lana II na Gamescom

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Quando entro no stand do Marketpoint, parece-me impossível que seja aqui que vá ver este pequeno jogo.

O espaço está lotado, cheio de pessoas de todos os ramos da indústria, de programadores a investidores, passando por equipas de PR e marketing até à imprensa. O bar central vai fornecendo bebidas e snacks a quem aproveita para recuperar alguma energia desta Gamescom atarefada.

A sala da Thunderful Games está mais à frente e num canto mais recatado, como eu esperava, e sou de imediato recebido por Klas Martin Eriksson, codiretor e escritor nos estúdios Wishfully.

Numa televisão à nossa frente está já Planet of Lana II: Children of the Leaf pronto a ser jogado.

Klas pergunta-me se joguei o primeiro. Ao que respondo que sim. Conto-lhe que, na verdade, a primeira vez que o joguei foi na gamescom, em 2022, numa demo disponível no stand da Xbox, quando ainda só vinha a esta feira de videojogos como visitante. Acrescento que depois o joguei através do Game Pass (e também na Steam Deck). Provada a minha experiência com o mundo de Lana, Klas diz-me: “então não preciso de te falar do primeiro. Passamos já a jogar o segundo”.

Sem cerimónias, pego no comando e começo logo a mover Lana pelo cenário. A familiaridade é imediata, mas noto logo algo diferente. “Agora a Lana consegue correr”, diz-me Klas, “foi algo bastante pedido pelos jogadores, mas não é a única novidade. Agora também é possível nadar debaixo de água. No primeiro só conseguias nadar à superfície”.

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imagem: Thunderful Games/Wishfully

E como testá-lo é melhor do que ouvi-lo, começo logo a jogar um nível subaquático. Sendo um jogo com uma vertente forte de puzzles, até aqui é necessária alguma estratégia. Mui, a fiel companheira de Lana (e uma espécie de gata), não consegue nadar tão facilmente debaixo de água e é necessário mergulharmos nós primeiro, procurar um tipo de planta mágica para a transportar, voltar à superfície e só depois podemos nadar em conjunto pelas águas inexploradas deste Planet of Lana II. Para além disso, também conseguimos assim controlar outros peixes, o que se revelou essencial numa secção em que tive de escapar de um tubarão (usando outro peixe como distração).

“Para a sequela estamos a apostar no dobro em tudo. Durará cerca de 8h ou até mais, dependendo do tempo que os jogadores levarem a resolver alguns puzzles. E estes também serão mais exigentes. A equipa de design de puzzles é muito criativa e fico sempre surpreendido quando nos enviam novos puzzles para incluirmos nos cenários: como é que vocês pensaram nisto?’”, revela Klas, enquanto fecha o nível aquático e abre outra parte da demo, onde Lana e Mui estão presos num edifício que parece um género de laboratório maligno. “Agora os inimigos não são só as máquinas, mas também humanos. Não quero revelar mais da história, mas há momentos emocionantes e estou a gostar muito de os escrever. Também consegues controlar algumas máquinas que foram derrotadas no primeiro jogo”.

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imagem: Thunderful Games/Wishfully

E é mesmo isso que experimento ao jogar outra secção, numa espécie de selva. Controlar uma máquina caída neste cenário é divertido e acrescenta ainda mais à resolução dos quebra-cabeças. “Para ajudar, agora podes enviar Mui pelo cenário com mais precisão. Podes apontar com o analógico e ela vai para onde mandares”.

Chegamos a um momento em que uma música da banda-sonora, mais uma vez a cargo de Takeshi Furukawa, se faz notar e Klas aumenta o volume da televisão. De comando na mão, arrepio-me e fico uns segundos de olhos vidrados no ecrã. A emoção dentro da sala é quase palpável. “Adoro a música, tal como no primeiro. Acho-a muito tocante”, confessa Klas. “Trabalhar com Takeshi Furukawa tem sido, mais uma vez, incrível. Ele entende perfeitamente o que nós queremos como sonoridade para o mundo de Lana. Nós não queríamos que a banda-sonora fosse uma constante no jogo, ou seja, que não estivesse sempre a tocar a música enquanto jogas, mas que esta surgisse com força em momentos chave e acho que conseguimos isso”.

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imagem: Thunderful Games/Wishfully

Confirmo esse mesmo. A música preenche o cenário e intensifica os momentos partilhados entre Lana e Mui, tal como no primeiro jogo. Apetecia-me ficar mais tempo no planeta de Lana, mas o tempo curto da nossa reunião está a chegar ao fim. Alguém bate à porta e a magia deste mundo desvanece-se. Outro colega da imprensa entra para jogar a demo e eu volto a sair para os corredores eufóricos da gamescom, mas com uma calma certeza que me diz: Planet of Lana II: Children of the Leaf é um dos melhores jogos que testei nesta edição da gigante feira de videojogos em Colónia.

Planet of Lana II está previsto para 2026, embora ainda não tenha sido anunciada uma data específica, com lançamento na Xbox, PlayStation e Steam.

O Café Mais Geek agradece à Thunderful Games o convite para testar Planet of Lana II na gamescom.

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Filipe Branco
Fã de cultura geek em geral, mas é nos livros, videojogos e cinema onde mais me perco. Adoro escrever sobre o que me apaixona e eventos de gaming é comigo. Podem encontrar-me online ou à deriva num dos extensos corredores da próxima Gamescom.

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