Joguei uma demo de Alien: Isolation 2 na gamescom

Jogámos uma demo pré-alpha de Alien: Isolation 2 na gamescom e descobrimos uma abertura surpreendente numa floresta, onde o som continua a ser o maior condutor do terror.

A convite da SEGA fui jogar uma demo de Alien: Isolation 2 na gamescom.

Sou um grande fã de jogos de terror e Alien Isolation é um dos meus favoritos do género. E também dos que mais me assustou. Estava, portanto, com muita curiosidade para saber se a sequela teria acertado no tom de tensão e aterrorizante do primeiro jogo.

O que senti ao jogar esta demo, mesmo tratando-se uma de versão pré-alfa com apenas 20 minutos de jogabilidade, foi que a equipa entendeu perfeitamente como manter a aura assustadora do original, sem ter medo de arriscar com uma abertura diferente. E já vos explico porquê.

Floresta negra e o som como condutor

A maior surpresa aconteceu assim que comecei a jogar. Esperava uma nave e o ambiente claustrofóbico habitual, mas vi a minha personagem perdida numa floresta. Com uma tempestade intensa a acontecer à nossa volta, o som do vento, da chuva e das árvores em movimento causou logo desconforto. Mais uma vez, tal como no primeiro jogo, o som assume-se logo como um condutor da narrativa e do medo. É excepcional o trabalho do estúdio Creative Assembly no aspecto sonoro do jogo. Muito mais do que depender só de sustos rápidos (e eles também acontecem), a equipa quis trazer de novo a constante sensação de pavor para a qual a sonoridade de excelência contribuiu bastante, fazendo de Alien: Isolation um marco no seu género.

Entra o Alien

Mas claro que um Alien não seria um Alien sem uma nave e o espécime que lhe deu o nome. É assim que, depois de deambular um pouco pela floresta, damos de caras com uma nave caída neste planeta. Esta é a nave do primeiro jogo (não vou revelar demais para quem ainda não o jogou até ao fim). E aqui há outro ponto muito interessante. O estúdio sabe que o jogador tem conhecimento do que está dentro dessa nave (spoiler: é o Alien e mais uns sintéticos pouco simpáticos), mas a nossa personagem não. E aqui jogam com o nosso medo, por sabermos o que lá nos espera, e ao mesmo tempo com a inocência de Blake, que nós controlamos. O choque dela ao encontrar o Alien pela primeira vez é assim bem sentido, tanto por ela como pelo jogador. E sim, dei um gritinho nesta parte.

“Desculpem”, disse envergonhado e olhando em volta na sala onde o pessoal do Creative Assembly nos via jogar a demo. “Nada disso. É isto mesmo que queremos que o jogador sinta”, respondeu um deles, rindo. Sabe que cumpriram o seu objetivo.

Alien: Isolation 2 passa-se alguns meses após os eventos do original A personagem jogável mostrada nestas versões de pré-lançamento é Blake, membro de uma equipa de pesquisa da Weyland-Yutani num planeta colónia remoto. Blake e os seus companheiros investigam uma nave acidentada conectada à Estação Sevastopol, o que os coloca em contato com o Xenomorfo. E foi exatamente esta parte que joguei. É claramente um jogo ainda pré-alfa, mas já me deu muita vontade de continuar a jogá-lo.

O estúdio descreveu a superfície deste planeta e o posto avançado como um novo campo de caça para o Alien, exigindo que os jogadores improvisem com ferramentas, técnicas e táticas para sobreviver, algo que ainda não conseguimos explorar bem numa demo curta. Fiquei muito curioso para testar mais das áreas exteriores, incluindo a floresta que vi, mas também outros espaços internos mais claustrofóbicos, semelhantes aos do primeiro jogo.

Alien: Isolation 2 ainda não tem uma data de lançamento, mas já está a deixar os fãs ansiosos à espera de mais.

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Filipe Branco
Fã de cultura geek em geral, mas é nos livros, videojogos e cinema onde mais me perco. Adoro escrever sobre o que me apaixona e eventos de gaming é comigo. Podem encontrar-me online ou à deriva num dos extensos corredores da próxima Gamescom.

Colaboraram neste artigo

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