O amor está na moda (outra vez)

Alguém a correr para o amor da sua vida, declarações sem fôlego, finais felizes. As comédias românticas estão de volta e mais fortes que sempre! Para quem gosta de romance no ar, estes são os melhores dias.
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As comédias românticas existem há mais tempo do que se pensa, mas o seu auge esteve nas décadas de 90 e nos anos 2000s. Notting Hill, 10 Things I Hate About You, How to Lose a Guy in 10 days, 13 Going on 30, são alguns dos melhores exemplos. Mas nos últimos anos o género está a fazer de tudo para voltar.

O pico das comédias românticas

Em 1989, estreou When Harry Met Sally…, com direção de Rob Reiner e argumento de Nora Ephron. Uma história baseada na vida romântica do diretor, o filme partiu de uma discussão entre Rob e Nora, em que se colocava a questão se homens e mulheres podiam ser amigos. Inicialmente o filme não iria ter um final feliz, mas o diretor, ao começar uma relação com a sua esposa Michele Singer Reiner, mudou de ideias: as personagens principais ficaram juntas.

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Seguiram-se vários filmes com finais felizes, eternizaram-se atores: Julia Roberts, Hugh Grant, Colin Firth, Reese Witherspoon, Sandra Bullock, a lista aumentava. O amor estava na moda. Gerações inteiras cresceram a ver estes filmes num sábado à tarde. Uma geração a ver mulheres independentes e talentosas (a maioria na área da comunicação ou moda) a encontrarem o amor numa grande cidade. O sonho de qualquer criança dos anos 2000s. E, claro, aprendemos com a icónica Bridget Jones que é normal ser um pouco desastrada e fora do comum. Bons tempos! Mas os tempos mudam.

O adormecimento nos anos 2010s

Qualquer adolescente que cresceu na década de 2010 passou pela tal fase temida: não sou como as outras raparigas. Gostar de Justin Bieber? Taylor Swift? Cor-de-rosa? Comédias românticas? Algo que a sociedade considerasse feminino? Fora de questão!

Os anos 2010s foram também o pico dos filmes de super-heróis, MCU, Game of Thrones, um paraíso nerd. Eu como nerd assumida amei esta fase. Mas continuava a gostar (muitas vezes de forma privada e com vergonha) de uma boa comédia romântica. Aquela tensão, as palavras de amor, nada é mais calmo e sereno como um bom final feliz. E tive de esperar até atingir a idade adulta para entender que isso é normal. E o final da década também ajudou.

2018: To all the Boys I´ve Loved Before, Crazy Rich Asians e Love, Simon

No ano de 2018, o mundo foi apresentado ao universo de Jenny Han. Uma escritora de romances desde o início da década, conseguiu sucesso ao estrear o filme To all the Boys I´ve Loved Before. Protagonizado por Lana Condor e Noah Centineo, o filme contava a história de Lara Jean, uma adolescente de ascendência coreana que escrevia uma carta secreta sempre que gostava de algum rapaz.

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O filme da Netflix era uma típica comédia romântica adolescente, com todos os seus altos e baixos. O sucesso foi tanto que um filme tornou-se numa trilogia e num spin-off, em 2023, sobre a irmã mais nova de Lara Jean, XO, Kitty (o meu favorito pessoalmente). A autora também conseguiu muita fama na série famosa The Summer I Turned Pretty, que começou em 2022.

No mesmo patamar adolescente, igualmente no ano de 2018, recebemos o filme Love, Simon. Um rapaz que tem medo de contar às pessoas mais próximas que é gay e começa a trocar cartas com um desconhecido, apaixonando-se no caminho. Todos os fatores para uma comédia romântica.

Outro filme que também estreou em 2018 e ajudou no renascimento do género é Crazy Rich Asians. O filme protagonizado por Rachel Chu e um elenco totalmente asiático, conta a história de uma professora de economia que descobre que o seu namorado é herdeiro de uma fortuna e tem de lidar com uma sogra desaprovadora. Um filme engraçado, com um sucesso eficaz, que colocou o amor no mapa…outra vez.

2020s: todos os anos uma comédia romântica nova

Emily Henry, escritora de filmes de romance, destacou numa entrevista que não entende como uma história de amor com um fim infeliz pode ser mais importante ou revelante que um romance com um final feliz. Não vamos mentir, este género ainda sofre com muito preconceito, sobretudo os livros de romance. Quem nunca viu alguém a falar mal de livros de romance no Tik Tok ou Instagram? Mas quer queiram, quer não, eles estão de volta e com força.

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Talvez o primeiro sinal foi Bridgerton, logo em 2020. Uma série em que cada temporada é uma comédia romântica diferente, centrada na era da Regência Inglesa. Uma série que trouxe de volta as declarações de amor, a tensão, a paixão, e, que sobretudo, apaixonou os fãs. Além disso, é uma obra que traz como protagonistas atores negros, asiáticos e sul asiáticos, diversificando um género que costumava ser monopolizado por atores brancos.

Mas não parou por aqui: Dash & Lily, My Lady Jane, People We Meet on Vacation, The Summer I Turned Pretty, Xo, Kitty, a lista é longa. As comédias românticas estão sem dúvida de volta e com as famosas cenas de corrida para uma declaração de amor atrasada. Por isso, quem gosta deste gênero, tem de aproveitar. Ou rever os antigos sucessos.

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Diana Carvalho
Uma nerd viciada em café e em dramas históricos. Sou uma grande apreciadora de cinema, literatura e noites a ver séries. Uma escritora de poesia, contos e análises críticas. Atualmente viciada em Animal Crossing.

Colaboraram neste artigo

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