Em 2022, aproveitando-se do vazio (e desilusão) que o universo de Game of Thrones deixou, House of the Dragon tomou de assalto os nossos ecrãs e arrebatou milhões de fãs por todo o mundo.
A história da série já é conhecida por quem leu a saga de George R. R. Martin, com base em eventos narrados na segunda metade do romance Fire & Blood, a respeito da disputa pelo Trono de Ferro entre os meios-irmãos Rhaenyra Targaryen e Aegon II e que antecede a saga A Song of Ice and Fire.
Depois de quase 2 anos de espera, House of Dragon regressou finalmente a 17 de junho, na plataforma de streaming MAX, que em conjunto com a Vodafone, não deixaram passar esta ocasião em branco exibindo o primeiro episódio da segunda temporada no Museu do Castelo de São Jorge, com os estandartes das duas fações a esvoaçarem numa noite fria e que ameaçava chuva.



Aproveitando o ambiente do castelo da cidade das sete colinas, a decoração e música ambiente, fomos ainda brindados com performances de malabarismos com fogo, qual Targaryens de terras lusas até ser finalmente hora de assistir o tão aguardado episódio, não sem antes nos obrigar a escolher entre os “Blacks” e os “Greens”.
No final da primeira temporada, acompanhamos o definhar de Viserys (brilhantemente interpretado por Paddy Considine), que no seu leito de morte murmura o nome de Aegon, que Alicent Hightower (Olivia Cooke) interpreta como como sendo a respeito do filho de ambos, Aegon II (Tom Glynn-Carney). O que desencadeia uma conspiração para usurpar o trono da legítima herdeira Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy).
Com Aegon a ser declarado Rei em Kings Landing e Rhaenyra em Dragonstone, é iniciado uma guerra fria entre as duas fações, com ambas a procurarem reunir o maior número de aliados e vantagem e que culmina com a morte trágica de Lucerys (Elliot Grihault) às garras de Vhagar, para horror de Aemon (Ewan Mitchell).
Iniciamos o episódio na bela e fria (e saudosa) Winterfell, com Jacaerys (Harry Collett) a assegurar uma importante aliança com Cregan Stark (Tom Taylor), quando recebe notícias da trágica morte do irmão mais novo.

Enquanto vemos uma Rhaenyra em luto e sofrimento, Daemon (Matt Smith) quer partir imediatamente para a ação e vingar a morte do sobrinho/enteado, mas é aconselhado a não o fazer por Rhaenys (Eve Best) e aguardar.
Em King’s Landing, os Verdes procuram também obter vantagens, embora a fanfarronice e inexperiência de Aegon não sejam de grande utilidade e Alicent esteja demasiado distraída com Ser Criston Cole (Fabian Frankel), Ottis e Larys Strong (Matthew Needham) continuam cada um a tentar estender as suas garras e influências.
É possível sentir uma tensão crescente ao longo do episódio, com um bom ritmo e ação constante, sem demasiada pressa a introduzir as novas personagens e contextualizar-nos para o que nos espera.

É impossível ficar indiferente ao desempenho de Emma Darcy ao longo de todo este episódio, que torna impossível tornar-nos alheios ao desespero e dor estampados na cara até por fim proferir a frase que dariam início ao contra-ataque dos Blacks e escalar de violência entre os dois lados da casa Targaryen.
“A Son For A Son” é um episódio brilhante e intenso para abrir esta segunda temporada e fazer-nos ansiar pelas próximas segundas-feiras!