Todos os anos, por esta altura, se premeiam os jogos do ano. São cerimónias de celebração que, por muito que tentem, nunca conseguem agradar a todos. Muitos acusam estes prémios de serem pouco variados, de não chegarem aos jogos de menos sucesso ou de deixarem muitos indies de parte.
Este ano decidi pedir a cada membro da equipa gaming do Café Mais Geek que escolhesse os seus 3 GOTY de 2025 (escolher só uma é uma tarefa complicada!). Cada um fez as suas escolhas sozinho. E o resultado foi surpreendente! Há poucos jogos repetidos na nossa lista. Há indies. Há multiplayer. E há até um simulador…
Mas, sem mais demoras, cá estão os Jogos do Ano do Café Mais Geek. A lista é ordenada, inclui a plataforma onde cada jogo foi jogado e uma pequena justificação dessa escolha.

- Os GOTY do Francisco Costa:
3) Kingdom Come: Deliverance II (PS5):
Escolhi-o por ser uma verdadeira máquina de viajar no tempo e de “desromantizar” o passado duro e cruel da história.
2) Hollow Knight: Silksong (PS5):
Pelo belíssimo desafio, dores de cabeça e arte. Um exemplo bom do “quando a fórmula é boa, é preciso manter o que está bem e mudar o que está menos bem”.
1) Clair Obscur: Expedition 33 (PS5):
Por ser uma golfada de ar fresco no género e uma enorme vitória de desenvolvedores que saíram de grandes empresas para crescer ainda mais. Um excelente exemplo de que na vida devemos procurar mais horizontes além do que vemos.

- Os GOTY do Joel Henriques:
3) Pokémon Legends: Z-A (Switch 2):
A saga Legends continua a brilhar como nenhuma outra dentro do mundo Pokémon. Não se trata de um jogo especialmente bonito ou inovador, mas melhora as mecânicas que muitos jogadores procuram dentro do universo da saga: batalhas mais “reais” e não por turnos. Nesse campo, o jogo comporta-se como nenhum outro, sendo o primeiro jogo em que existem batalhas não em “tempo real”. Também foram introduzidas novas mega evoluções (nem todas felizes), mecânica já, há muito, amada pela comunidade.
2) Donkey Kong Bananza (Switch 2):
Dos mesmos criadores do Super Mario Odyssey, vem um jogo que, em muito, é semelhante ao título já mencionado. Bananza é um jogo com imenso conteúdo para explorar, sem nunca deixar a essência do Donkey Kong para trás. Além dos imensos mundos que existem no jogo, Bananza adiciona uma panóplia de transformações, colocando o nosso gorila favorito na pele de diversos outros animais, o que potencia ainda mais as possibilidades de exploração.
1) Hollow Knight: Silksong (Switch 2):
A sequela para um dos melhores indie games de sempre. Já tinha sido anunciado em 2019 e sempre foi um dos jogos mais aguardados desde então. Finalmente foi lançado e é simplesmente magnifico. Desde o preço de lançamento, ao conteúdo, à história, mecânicas de jogo… tudo é soberbo. Cada minuto vale cada cêntimo gasto. Este, sim, é uma obra-prima.

- Os GOTY do Marco Almeida:
3) SHINOBI Art of Vengeance (PC/Steam):
Direto ao assunto e com bastante repetibilidade, é um regresso ao passado com os pés bem assentes no presente. Divertido, satisfatório e só peca por não haver mais para devorar.
2) ARC Raiders (PC/Steam):
Um dos pontos altos nos jogos multiplayer competitivos e num género que ainda pouco sucesso havia conseguido entre um grande público. Cada nova partida é totalmente diferente da anterior e com amigos é ainda melhor.
1) Absolum (PC/Steam):
Arte incrível, jogabilidade viciante, história e lore muito bem desenvolvidos, banda sonora do outro mundo e um voice acting de excelência.

- os GOTY do Filipe Branco:
3) Hades II (Switch 2/PC/Steam):
Seria possível tornar ainda melhor o que, para mim, já era perfeito no primeiro Hades? A Supergiant Games provou-me que sim. Hades II não só expande o universo com uma nova protagonista, como arrisca em ir mais longe, inovando na jogabilidade e com várias surpresas ao nível da história. Épico! E impossível de largar na Switch 2!
2) Death Stranding 2: On the Beach (PS5):
Kojima pegou no que estava por limar no primeiro jogo e entregou aqui a experiência definitiva que tantos jogadores esperavam da primeira aventura de Sam Bridges. Com um ritmo ajustado, uma história ainda mais forte e cenários de cortar a respiração, Death Stranding 2 é um mundo fantástico a não perder.
1) Clair Obscur: Expedition 33 (Xbox Series X/PC):
Cenários que são quase puros quadros pintados à mão, uma história profunda sobre o luto e a perda e cheia de reviravoltas emocionantes, personagens memoráveis e uma jogabilidade desafiante mas recompensadora, fazem de Clair Obscur Expedition 33 uma obra de arte única, definindo um novo standard para projetos de estúdios independentes. Para os que vierem depois…

- Os GOTY do Xanocas:
3) F1 25 (PS5):
Jogos de corridas não são para todos, mas o modo carreira deste jogo é um exemplo para jogos do género, nomeadamente com o modo carreira cooperativo que fornece experiências únicas partilhadas mais uma vez.
2: Easy Red 2 (PS5/Xbox Series X):
Este FPS, inicialmente feito por uma única pessoa, é atualmente um dos melhores simuladores (e sandbox) de WW2 que existe, extremamente acessível e intuitivo. É constantemente atualizado com novo conteúdo, em grande parte gratuito.
1: Elder Scrolls IV: Oblivion – Remastered (PS5):
Um remaster ser um dos melhores jogos do ano é sem dúvida estranho, mas o que este jogo fez como marco histórico, conseguiu repetir o feito noutro patamar. Preservando a essência toda do jogo em si mas com um visual completamente moderno. Um RPG clássico renovado.

- Os GOTY do Pintinho:
3) Marvel Rivals (PS5):
O vício neste jogo foi enorme ao ponto de bater aquela nostalgia das noitadas a jogar até de madrugada. Senti-me um adolescente outra vez e despertou em mim uma veia competitiva que não sabia que tinha.
2) Ghost of Yōtei (PS5):
A sequela aguardada do meu jogo favorito não desiludiu. Só tenho pena de não ter uma PS5 Pro para poder ter vivido esta experiência da melhor maneira.
1) Recycling Center Simulator (PS5):
Esta escolha é em honra de todos os jogos AI slop que joguei e que procuravam simular as cenas mais random. Alguns foram maus, outros foram incríveis e viciantes.

- Os GOTY do Eduardo Rodrigues
3) Metroid Prime 4: Beyond (Switch 2):
A ansiedade para regressar a Metroid Prime numa nova aventura era enorme. O terceiro capítulo desta saga foi o meu segundo jogo na Wii e deixei incontáveis horas nessa experiência, o que só aumentou a curiosidade pelo que viria a seguir. Esperei… e esperei muito. Um jogo que passou por um percurso longo e atribulado, mas que no final entrega uma experiência que não defraudou as minhas expectativas. É perfeito? Não. Tem os seus problemas. Mas, durante a maior parte do tempo, vivemos aquilo que define a essência de Metroid Prime. A versão para Switch 2, com a introdução dos controlos por rato, acrescenta ainda mais precisão e eleva a experiência.
2) Ninja Gaiden 4 (Xbox Series X):
Regressar ao universo de Ninja Gaiden foi uma experiência extremamente satisfatória. Ninja Gaiden 4 entrega bons momentos, muita ação e a vibe certa para a franquia. Mantém a identidade que sempre definiu a série, oferecendo um nível de desafio à altura, mas introduz também opções que permitem a qualquer jogador viver a sua própria aventura. Personagens, narrativa e mecânicas encaixam de forma natural, resultando num novo capítulo digno do legado da saga.
1) Hyrule Warriors: Age of Imprisonment (Switch 2):
Este foi, sem dúvida, o jogo que mais me divertiu em 2025. Num ano em que o tempo foi escasso devido ao nascimento do pequenito, acabou por se tornar uma das melhores experiências que tive nos videojogos. Apesar de o género musou não ser o meu favorito, a combinação de uma narrativa sólida, totalmente canónica dentro do universo recente de The Legend of Zelda, com a ação característica deste tipo de jogos, funcionou melhor do que esperava. Foi um regresso constante, sempre que havia um momento livre, e uma das grandes surpresas do ano.