Porque é que o Absolute Universe da DC e o Ultimate Universe da Marvel estão a conquistar os leitores.

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Quem se encontra minimamente por dentro do mundo geek já deve ter visto vídeos e artigos a comparar a acessibilidade do manga com a complexidade da banda desenhada. Enquanto que num manga basta começar pelo volume 1, nas bandas desenhadas da Marvel e da DC, o ponto de entrada nem sempre é claro. Por isso, quando a DC lançou a iniciativa Dawn of DC, com vários títulos a recomeçaram do número 1, e ambas as editoras decidiram aportar em novas continuidades, não foi surpresa ver tantos leitores a embarcarem nestas grandes histórias.

Tanto o Ultimate Universe (Marvel) como o Absolute Universe (DC) são reboots das personagens que todos nós conhecemos e amamos, que estão a acontecer paralelamente aos seus universos principais. Assim os novos leitores têm a oportunidade de conhecer as personagens desde o seu inicio, sem precisar da barragem narrativa do universo principal, tornando-se numa entrada extremamente acessível para todos.

Por exemplo, no Ultimate Spider-man temos um Peter Parker que não foi mordido pela aranha na sua adolescência. Foi mordido já em adulto, mais velho, casado com a MJ e pai de família. Esta historia está a atrair leitores que cresceram com o heróis, mas querem algo novo, especificamente, um Peter Parker que está casado com a MJ (muitos leitores ficaram desapontados pela dissolução do casamento de Peter e MJ no infame “One more day“, em que Peter troca a existência do seu casamento pela vida da Tia May).

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Ao contrário de outros relançamentos e “reboots” que duram muito pouco tempo e que todo o desenvolvimento é ignorado mais tarde como se nunca tivesse acontecido, estes livros não só tem grandes equipas criativas que gostam das personagens (Jonathan Hickman – Marvel, Mark Waid – DC), mas parece haver um propósito atrás destas histórias e uma vontade de verem estes mundos a desenrolar.

E claro, a acessibilidade não é só para os leitores mais novos. Muitos fãs veteranos tem prazer de ver versões alternativas dos seu heróis preferidos.

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Estas duas iniciativas mostram que, se as editoras respeitarem as suas personagens, também respeitam os seus leitores. Por isso, não é surpresa o sucesso que ambas as linhas estão a ter no momento.

Este é o momento perfeito para começar a ler banda desenhada. Não precisas de conhecer décadas de continuidade, basta pegares no primeiro livro e deixaras-te surpreender por estas historias. Se alguma vez tiveste curiosidade, esta é a entrada perfeita!

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Sara Repolho
Uma apaixonada por jogos retro, banda desenhada e tudo o que faz parte da Cultura Geek. Tenho um interesse especial em animação, e vejo a mesma como um meio para contar mais histórias, e não só como um género de filme. E digo sem medo: a DC é muito melhor que a Marvel!

Colaboraram neste artigo

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