Há casamentos que começam com uma promessa e há casamentos que começam com uma sentença. Este novo volume de The Broken Ring, da autora Chacha Kim, parece construído precisamente sobre essa ambiguidade: uma união que, para uma das partes, nunca foi sinónimo de futuro, mas de um obstáculo a ultrapassar.
À primeira vista, é mais um capítulo dentro de uma das séries de fantasia romântica mais viciantes da atualidade. Mas a determinação de Inés em não deixar este casamento durar sugere um confronto muito mais interessante do que o habitual conto de fadas às avessas.



Um casamento oficial, uma liberdade por conquistar
O casamento de Inés Valeztena e Cárcel Escalante acabou de se tornar oficial, e à superfície tudo parece correr bem. Radiante, Inés conquista até os nobres que antes a desprezavam, e o próprio Cárcel, desconcertado com tanta atenção dirigida à esposa. Mas por dentro, o seu propósito mantém-se firme: pôr fim a este casamento e alcançar a liberdade que sempre lhe escapou.
É esse contraste, entre a imagem pública de um casamento bem-sucedido e a determinação privada de o destruir, que dá a este volume grande parte da sua tensão.
Calztela, onde o passado nunca ficou para trás
Instalados em Calztela, cidade costeira onde Cárcel serve no exército, o cenário idílico esconde recordações sombrias das vidas anteriores de Inés. Enquanto tenta libertar-se desse passado e seguir os seus planos, ela percebe que Cárcel pode ser um obstáculo muito maior do que imaginava, porque, desta vez, o maior risco já não é perder a liberdade, mas começar a desejar ficar.
É esse tipo de deslocação, entre aquilo que a protagonista planeia e aquilo que começa a sentir, que continua a tornar The Broken Ring uma série tão eficaz a explorar a distância entre convicção e desejo.



Primeiro olhar: intrigas, revelações e momentos escaldantes
Com 320 páginas, este volume 2 chega às livrarias a 21 de setembro, ao preço de 19,95€, prometendo novas intrigas, revelações e momentos particularmente escaldantes entre os dois protagonistas.
Neste primeiro contacto, fica claro que este não é apenas mais um volume de transição num romance de conveniência, mas um capítulo decisivo na tentativa de Inés escapar a um casamento que ela própria jurou destruir, e que, contra a sua vontade, pode estar a começar a desejar.