O stand da IO Interactive na área business da gamescom esconde um segredo à vista de todos. Um clássico Aston Martin, estacionado à entrada sob o letreiro “Apresentação mundial exclusiva”, dá logo a saber aos mais atentos o que ali será mostrado. Curiosamente, como parte do nosso pré-acordo com o estúdio, eu nem posso sequer referir que aqui estou. É uma missão super secreta.
Passo pelo Aston Martin que brilha debaixo de holofotes dourados e uma passadeira vermelha leva-me à recepção, onde assino mais um documento essencial desta missão. Juro segredo. E só depois sou autorizado a entrar numa pequena sala de cinema, onde assisto a 30 minutos de uma demo de 007 First Light.


Agora posso finalmente dizer-vos e nem vou esperar mais. Este jogo foi, para mim, a maior surpresa da gamescom e não falar dele até agora foi pura tortura (parece algo saído da mente de um dos vilões icónicos da saga James Bond).
Depois de uma curta cinemática que nos dita o tom deste jogo (somo um James Bond jovem, ainda a começar, ainda sem o número 007 e esta é uma das nossas primeiras incursões no mundo da espionagem), passamos logo a ver a jogabilidade em acção. É inegável o cunho da IO Interactive e as influências de Hitman neste jogo de James Bond. Surge-me até a questão: como é que isto não foi feito há mais tempo?


O stealth é, claro, um dos principais componentes da jogabilidade e vemos logo uma parte da missão em que é essencial distrairmos inimigos e tirá-los dos seus lugares de vigia para podermos avançar com a nossa infiltrição num edíficio muito bem guardado. Há pormenores muito bonitos, como o olhar de James Bond sempre inquisitivo… à procura pelo cenário. Mas não só de furtividade vive o agente de Sua Majestade. É nos explicado que, se as coisas ficarem foram de controlo, teremos licença para matar e logo aparece a icónica frase “license to kill” no ecrã. O que se segue é acção explosiva, muito ao estilo dos filmes, incluíndo uma perseguição de carro que mostra bem os visuais de última geração deste 007 First Light.
O mundo é nos descrito como tendo duas opções. Uma de mundo mais aberto (algo que me faz lembrar o estilo sandbox de Hitman) e outra de narrativa linear para quem preferir focar-se só na história.


E falando na história, embora não nos tenha sido revelado muito sobre esta, é evidente que esta é uma produção à escala dos maiores blockbusters de Hollywood (ou dos próprios filmes e livros que inspiraram o livro, claro). Vemos uma sequência com um avião em queda e que, regressando agora ao mundo dos videojogos, só me fez lembrar as loucas e intensas set pieces de Uncharted. Acção frenética, que não é realista nem tenta ser, sem demasiadas preocupações sobre a física dos corpos e objectos e com um único objectivo em mente: deixar-nos agarrados à cadeira de coração acelerado. E deixou. A demo termina com um estrondo e eu nem quero acreditar que ainda não poderei falar disto a ninguém.
Cumprimento os devs que nos mostraram esta demo, abandono a sala de cinema e saio para o bar da IO Interactive. Decorado em grandioso estilo, com sofás vermelhos e várias plantas espalhadas pelo espaço, nem parece um stand temporário da gamescom. Mas, tal como o cenário de um filme, é pura ilusão e logo será desmontado. No bar quase peço um Vesper Martini, mas retraio-me e fico por um café curto. Talvez o Martini me fizesse falar demais e, por agora, ainda tenho de manter segredo de tudo o que vi.
Com lançamento previsto para 27 de março de 2026, 007 First Light chegará à PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (Steam e Epic Game Store).