Maré Vermelha, de Tony Scott

Esta semana vou até aos anos 90 para vos trazer mais um “episódio” desta rubrica. Até ao momento escolhi sempre filmes com produções atribuladas, mas parece que desta vez consegui fugir dessa ideia e passar para um filme que advém de algumas curiosidades que podem ser bem interessantes para um filme de guerra. Maré Vermelha é um filme lançado lá no ano de 1995, com a produção ao encargo do famoso Jerry Bruckheimer, de Don Simpson que nos anos 80 e até 90 ficou conhecido por alguns dos grandes filmes de ação como Beverly Hills Cop (O Caça Polícias), Top Gun (Top Gun – Ases Indomáveis) ou The Rock (O Rochedo), contando ainda com a antiga e já extinta produtora Hollywood Pictures, que ficou especialmente reconhecida pelo filme The Sixth Sense (O Sexto Sentido).

No que toca à realização foi Tony Scott o escolhido, que tinha no seu reportório, filmes como Top Gun (Top Gun – Ases Indomáveis), Beverly Hills Cop II (O Caça Polícias II) ou Days of Thunder (Dias de Tempestade), continuando a trabalhar até à data da sua morte em 2012, com vários filmes de ação na sua filmografia, tendo por várias vezes a presença de Denzel Washington. Mais alguns dos filmes deste realizador foram The Fan (Adepto Fanático), Man on Fire (Homem em Fúria), Déjà Vu, The Taking of Pelham 123 (Assalto ao Metro 123), The A-Team (Soldados da Fortuna) ou Unstoppable (Imparável). Só para deixar uma última nota, Tony Scott é irmão de Sir Ridley Scott, que julgo dispensar quaisquer apresentações.

Quanto ao elenco que faz parte deste filme temos Denzel Washington, que ao longo da sua carreira trabalhou em muitos dos filmes já aqui apresentados, mas ainda quero destacar Training Day (Dia de Treino) e Fences (Vedações), que estão entre as melhores obras do seu trabalho. Do outro lado da batalha temos o incrível Gene Hackman, atualmente já com 90 anos e reformado dos trabalhos em Hollywood, mas com uma carreira notável, ficando conhecido por ser Lex Luthor no filme original de Superman – O Filme, mas também estando em filmes como The Poseidon Adventure (A Aventura do Poseidon), The French Connection (Os Incorruptíveis Contra a Droga) ou Bonnie and Clyde (Bonnie e Clyde).

Alguns dos pontos mais interessantes nesta produção estiveram diretamente relacionados com a marinha norte-americana. Apesar de autorizados para estudar o funcionamento de um submarino, aquando de situações críticas e de trabalho normal, a equipa acabou por não poder filmar o submarino em si no seu interior. Assim, tudo foi realizado a partir de um estúdio, contudo todas as cenas onde se verifica o submarino a submergir e a emergir, assim como quando está à tona, foram filmadas diretamente no oceano e do próprio submarino que o filme apresenta. Deixem-me explicar: quando um submarino zarpou do porto de Pearl Harbor, que por acaso foi o USS Alabama, presente no próprio filme, a equipa de produção seguiu-o pelo oceano filmando o máximo de cenas possíveis até que este submergisse.

Maré Vermelha foi um sucesso na crítica e continua até hoje como um dos grandes filmes no reportório desta equipa. Com 88% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, este conta alguns momentos escritos por Quentin Tarantino, assim como a banda sonora a cargo de Hans Zimmer. É um thriller emocionante e cheio de tensão que vale muito a pena espreitar. Ainda não tinha tido oportunidade de ver este filme e foi um dos últimos a entrar na minha prateleira, por isso foi uma agradável surpresa e estou curioso por mais surpresas que esta rubrica me possa oferecer nos próximos tempos.

Quero saber o que acham deste filme? Já viram? São fãs deste género de filmes?

Capa
Maré Vermelha
Crimson Tide
Realização
Estreia 13 de outubro de 1995 Duração 111 min
Distribuidor
Eduardo Rodrigues
Escrito por: Eduardo Rodrigues

Considero-me um geek da cabeça aos pés. Adoro uma boa leitura, apreciar a arte da BD e da Manga, ver de uma assentada aquela série ou anime incrível, ir ao cinema e devorar um filme e deliciar-me com uma aventura interativa nos videojogos e nos jogos de tabuleiro. Sou um adepto da mágica Briosa e um assistente fervoroso no estádio.