The Matrix Revolutions, dos The Wachowskis

A aventura pela trilogia The Matrix, das irmãs Wachowskis, na altura conhecidos como os irmãos Wachowskis, está a chegar ao fim. Contudo, teremos um pouco mais para explorar deste universo muito em breve, pois o quarto capítulo está a caminho e algures no próximo ano ou em 2022 poderemos voltar à Matrix com Neo e Trinity. The Matrix Revolutions chegou às salas de cinemas no dia 5 de novembro de 2003, apenas alguns meses após o lançamento do segundo capítulo da saga. Isto aconteceu já que as duas sequelas foram gravadas em simultâneo mantendo basicamente as mesmas equipas de produção.

Uma produção que arrancou em 2000, com as preparações dos atores e efeitos especiais a durarem praticamente um ano, mais um ano para filmagens e produção dos efeitos, concluindo com quase outro ano completo de pós-produção. A grande diferença e que irei falar já daqui a pouco, em relação aos dois primeiros filmes é mesmo a utilização extrema de efeitos especiais. Considerado por muitos como o pior filme da trilogia, conta com o fecho de uma das histórias mais marcantes do século passado no mundo da ficção científica.

Não me vou alongar muito com a habitual descrição de elenco e equipas de produção, pois como já explicado, as coisas não mudaram muito em relação ao filme anterior, com exceção de uma das personagens mais importantes de toda a história: The Oracle. Esta era protagonizada no primeiro e segundo filme por Gloria Foster, atriz que morreu em 2001, deixando o seu papel numa situação bem complexa. Acabou por ser Mary Alice, conhecida e amiga de Gloria Foster, a entrar na personagem e fazer os restantes trabalhos dentro do universo, falo não só do terceiro filme, mas também dos dois dos videojogos lançados, Enter the Matrix e The Matrix Online.

O primeiro filme apresenta-nos uma narrativa extremamente complexa e carregada de significados, já no segundo filme os níveis de produção sobem em todos os cantos, enquanto neste terceiro filme destaca-se o aumento exponencial de efeitos especiais. O filme conta com uma utilização quase excessiva deste método, numa mistura entre efeitos práticos e filmagens. A cena da batalha final, onde Zion foi invadida pelas máquinas é um espetáculo gráfico de tudo o que era possível fazer naquela altura em termos de conteúdo gerado por computador. Algo que nunca fora feito, com um trabalho, que ao contrário do filme anterior, parecia já ter dado um bom salto evolutivo.

A história pode ter encontrado o caminho errado para se concluir, mas este é o final de uma das trilogias mais marcantes e apresenta um conjunto de novidades técnicas que na altura ainda não se sabia muito bem o que se podia conseguir. Mais efeitos, mais momentos de ação totalmente ficcionais e um pedaço de história que só irá agradar alguns.

De que forma interpretaram este terceiro filme?

Capa
The Matrix Revolutions
Realização
Estreia 5 de Novembro de 2003 Duração 02H09M (129 min)
Distribuidor
Eduardo Rodrigues
Escrito por: Eduardo Rodrigues

Considero-me um geek da cabeça aos pés. Adoro uma boa leitura, apreciar a arte da BD e da Manga, ver de uma assentada aquela série ou anime incrível, ir ao cinema e devorar um filme e deliciar-me com uma aventura interativa nos videojogos e nos jogos de tabuleiro. Sou um adepto da mágica Briosa e um assistente fervoroso no estádio.