TRON: O Legado, de Joseph Kosinski

Depois de uma pausa de duas semanas nesta rubrica, para dar espaço ao Dia Mais Geek Digital’20, voltamos agora ao centro da ação do melhor e do menos bom do cinema. Continuaremos a correr os filmes que se encontram na estante cá de casa, levando até vocês algumas notas de produção mais interessantes acerca de cada um dos filmes. Após 16 “episódios”, vamos levar isto como uma série televisiva, dizendo que a primeira temporada está terminada e passamos agora para a segunda temporada de filmes. Mais 16 episódios pela frente e depois uma pausa de duas semanas. Parece-me um plano.

O filme desta semana é TRON: O Legado, com realização de Joseph Kosinski, foi lançado já em 2010 pela Walt Disney Pictures. Num orçamento estimado de 170 milhões de dólares, o filme acabou por render perto de 400 milhões de dólares não sendo um sucesso estrondoso. É uma sequela directa de TRON, de 1982, mantendo uma parte do principal elenco e mostrando um mundo novo digital. Este mundo, que mantém o espírito do filme original, mostra-se como extremamente mais evoluído dando sempre algumas notas sobre essa questão.

Escrito por Edward Kitsis e Adam Horowitz, dois argumentistas mais habituados ao mundo da televisão, com trabalhos antigos e mais recentes dentro deste universo do pequeno ecrã. O filme conta com Jeff Bridges, conhecido por filmes como King Kong de 1976, Kingsman: The Golden Circle (Kingsman: O Círculo Dourado) e até o recente Only the Brave (Só Para Bravos), Garrett Hedlund, que começou a sua carreira em grande no Troy (Tróia), o odiado Eragon e ainda o mais recente Pan (Pan: Viagem à Terra do Nunca) e também a belíssima Olivia Wilde, que tem já um portfólio interessante desde que começou em 2004, com presenças em filmes como o In Time (Sem Tempo) e o Rush (Rush – Duelo de Rivais).

TRON: O Legado é um filme onde o mundo digital se confunde com a realidade e os circuitos, ISO’s, chips e algoritmos se transformam em pessoas, edifícios e veículos ultrafuturistas. Aliás, são mais que futuristas, pois são algo que fogem mesmo às físicas do mundo real. Este foi um filme que em primeira receção se tornou complicado devido a pegar num dos maiores clássicos da ficção cientifica, apresentando uma sequela onde as críticas se tornaram apenas razoáveis. A sua produção foi principalmente interessante no que diz respeito ao guarda-roupa, devido às luzes que faziam parte. Construir aquelas roupas, suficientemente elásticas para os movimentos loucos que os personagens fazem e colocar luzes, que até à altura eram rígidas ou pouco maleáveis. Um trabalho complicado, mas que ficou excelente.

Adorei rever este filme e julgo que é uma sequela suficientemente interessante. É uma amostra bem diferente deste mundo ao qual estávamos habituados anteriormente e é principalmente focado num público mais novo, sendo um filme para criar merchandising e fazer vendas no pós-filme. Lembrando ainda que tivemos ainda uma série animada que acompanha esta história, servindo como representação do que aconteceu entre o primeiro filme e o segundo, tendo ainda videojogos diferentes entre plataformas que nos colocam naquele incrível mundo.

Volto na próxima semana e até lá, não se esqueçam de manter este mundo cinematográfico vivo, numa altura em que o cinema ainda se encontra com fome de novo conteúdo. O que acharam de TRON: O Legado?

Capa
TRON: O Legado
TRON: Legacy
Realização
Estreia 13-01-2011 Duração 125 min
Distribuidor
Eduardo Rodrigues
Escrito por: Eduardo Rodrigues

Considero-me um geek da cabeça aos pés. Adoro uma boa leitura, apreciar a arte da BD e da Manga, ver de uma assentada aquela série ou anime incrível, ir ao cinema e devorar um filme e deliciar-me com uma aventura interativa nos videojogos e nos jogos de tabuleiro. Sou um adepto da mágica Briosa e um assistente fervoroso no estádio.