Oeste Retro Games Festival – O Evento

Como apresentado neste título, este foi “O EVENTO”! Mesmo escrito desta forma, não sei se estou a fazer jus a tudo aquilo que vi e vivi neste dia. Como todos sabem, tudo o que escrevo tem haver com este tema, de jogos em geral, e aficionado como sou a tudo o que são jogos de vídeo, olhando com lentes iguais um jogo de 1989 como um de 2019, este é um tipo de evento que me faz ferver por dentro de ansiedade.
Assim foi, logo de manhã, pelas nove horas, saio de casa e após três horas e meia de viagem pela nacional lá cheguei à belíssima terra que é a Lourinhã. Não vos posso mentir que a viagem foi penosa, tanto para cá como para lá mesmo tendo a possibilidade da autoestrada, mas quem corre por gosto… já sabem como é!

O meu amigo careca lá foi comigo, a bronzear o seu belo escalpe, não estivesse um tempo chuvoso e frio! Mas lá nos passeámos até ver aquele belo pavilhão desportivo! Passámos as típicas barracas com sandes de presunto, cafés, pipocas e indústria até estarmos à porta da caverna de Ali Babá! Como dois belos ladrões, mas o meu escalpe ainda coberto por um belo e farfalhudo cabelo negro, nos foi permitida a entrada e conhecemos o estupendo anfitrião João Figueiredo.

O que eu vi logo à entrada foi maravilhoso. A começar pela esquerda, as bancas de merchandising, contando com estatuetas, figuras, miniaturas, acessórios de cosplay, alguns capuzes e tudo o que possam imaginar! Lado direito, tínhamos o espaço Cosplay! A meio do pavilhão poderíamos apreciar algumas consolas montadas, como a Master System 3, PlayStation 1, a Nintendo Entertainment System (NES) e Computadores Retro. No fundo do pavilhão, contávamos com mais umas para a malta se divertir. Para além deste regresso ao Passado, ainda existiam as bem amadas Arcadas, sempre cheias, de tal maneira que não joguei em nenhuma com muita pena minha. Por fim, estavam presentes coleccionadores e empresas de venda de jogos, existindo até uma de reparação. Contou-se assim com Mr. Zombie, Retro Stu, Mr. NES (mais conhecido como o maior coleccionador português de jogos NES em PAL-B), Manuel Araújo, Retro Monkeys, e muitos mais!

Como coleccionador fiz aquilo que me movia, falar e conversar de jogos. As gerações das consolas, a “cartuchada”, o desenvolvimento das ideias e a forma de como ao longo dos tempos se encontraram maneiras para explorar as possibilidades que cada plataforma tinha.

A grande impressão que eu tive foi que este evento tem mais faceta de Convenção que de Festival, salientando a possibilidade intimista de podermos conversar com pessoas com grande experiência nestas andanças, pois ter podido conversar com Mr. NES, ouvir conselhos de coleccionadores e rebater ideias foi algo fantástico.

Tive pena de não poder assistir aos torneios que se realizaram no espaço LAN e ter conversado com todos os cosplayers e jogadores, mas foi universal a quantidade de coisas que se podiam fazer ali dentro! Todos os curiosos podiam obter uma consola dos seus tempos de infância, ou simplesmente se divertir com uma montada no pavilhão. Sem saber nem ler ou escrever lá conhecíamos uma pessoa, e outra e ainda mais outra que tinha vivido as mesmas experiências que nós, vinda de uma caixinha de feitio diferente, que nos proporcionou vários serões às escuras à frente de um ecrã.

Lembro-me de um momento em que uma menina se põe a jogar Sonic numa Master System, a nostalgia aí bateu-me pois era com a idade dela que eu também o fazia, mostrando que o que mais importa é o divertimento que o jogo nos dá, e não o grafismo, história ou plataforma em que funciona.
A multiplicidade de idades, pessoas curiosas pelo que iam encontrar e os experientes à procura de alguma novidade ou negócio, permitem que este evento cresça e se referencie, e fazem com que eu volte para o ano e todos os subsequentes!
Eduardo Rodrigues
Escrito por: Eduardo Rodrigues

Considero-me um geek da cabeça aos pés. Adoro uma boa leitura, apreciar a arte da BD e da Manga, ver de uma assentada aquela série ou anime incrível, ir ao cinema e devorar um filme e deliciar-me com uma aventura interativa nos videojogos e nos jogos de tabuleiro. Sou um adepto da mágica Briosa e um assistente fervoroso no estádio.