Reedição d’A Torre da Barbela assinala centenário de Ruben A.

O Grupo Porto Editora celebra os 100 anos do nascimento deste singular autor publicando, de forma excecional, a sua obra mais emblemática na Coleção Miniatura, da chancela Livros do Brasil. Esta versão do romance em formato de bolso é editada, precisamente, na data de nascimento do escritor: 26 de maio.

As comemorações da efeméride terão continuidade no segundo semestre do ano, através das reedições dos títulos O Mundo à Minha Procura e Silêncio para 4 pela chancela Assírio & Alvim, que vem publicando a obra de Ruben A. desde a década de 80.

A 26 de maio — precisamente a data de nascimento de Ruben A. —, fica disponível nas livrarias, e em formato ebook, a edição de bolso daquela que é a sua mais famosa obra. A Torre da Barbela é um espantoso retrato psicológico do país desde a sua fundação. Publicada em 1964, esta obra mereceu a Ruben A. o prémio Ricardo Malheiros, atribuído no ano seguinte pela Academia de Ciências de Lisboa.

Na margem esquerda do rio Lima, existe uma antiga torre de vigia, tão antiga quanto o nascimento da nação lusitana (e a única torre triangular de toda a Península!). Nos dias que correm, a Torre da Barbela é um velho monumento, memória do Portugal inventado pelas patranhas de um fantasioso caseiro-guia. O que a centena de turistas enganados não sabe é que, após o horário de visita, os antigos Barbelas, vindos de oito séculos diferentes, ressuscitam e habitam os seus arredores.

SOBRE O AUTOR

Ruben A. Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu a 26 de maio de 1920, em Lisboa. Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, foi docente na área da Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Londres entre 1947 e 1952. Estreou-se em 1949 com Páginas, misto de diário e ficção, um texto que sairia ao longo dos anos seguintes, em seis volumes. Destacam-se ainda, na novelística, os romances Caranguejo (1954), narrativamente escrito de trás para a frente, sem numeração de página, e A Torre da Barbela (1964), onde o autor funde a ficção biográfica e a ficção histórica. A segunda metade da década de 60 será marcada pela publicação dos três volumes autobiográficos O Mundo à Minha Procura. A sua escrita distingue-se pelo recurso a inteligentíssimos jogos de linguagem, desconstrução dos eixos narrativos tradicionais, subversão cronológica dos eventos passados e, claro, pela crítica irónica a uma certa forma de ser português. Alguns meses antes da sua morte, foi convidado a dar aulas na Universidade de Oxford. Morreu em Londres, a 26 de setembro de 1975.

Fonte: Press Release Porto Editora

Cristiana Ramos
Escrito por: Cristiana Ramos

Dividida entre o mundo da Ciência e o mundo Geek. Viciada em livros e viagens. Espectadora assídua no cinema, especialmente se aparecer um certo Deus com cabelos loiros. Adora filmes de terror. Louca por cães, mas eles são tão fofos! Romântica incurável (apesar de não admitir). Fã de Friends e Big Bang Theory.