Darwin’s Paradox! – O conto do polvo engenhoso

Neste jogo de plataformas 2.5D, acompanhamos Darwin numa fuga épica de uma fábrica de enlatados com mecânicas biológicas geniais, como camuflagem e ventosas. É uma experiência curta, visualmente deslumbrante e com o mesmo carisma que nos apaixonou em Stray.

Nesta nova aventura da Konami, seguimos um polvo chamado Darwin por várias peripécias após ter sido raptado do oceano e ter acabado numa fábrica de enlatados governada por aliens. Tudo começa no fundo do oceano, onde conhecemos o nosso novo amigo Darwin, um polvo fofo que está a aprender como ser polvo e sobre todas as suas capacidades. Nisto, Darwin é raptado por um feixe de luz misterioso e acorda num ferro velho, perto duma fábrica de enlatados. Agora temos de ajudar o nosso pequeno amigo azul a voltar ao oceano e poder viver a sua vida normal outra vez.

Darwin’s Paradox! trouxe-me outra vez um sentimento que já não tinha desde que joguei Stray. Apesar de curtinho, é um jogo bastante completo, muito divertido e com uma capacidade de te agarrar ao ecrã muito boa. Eu sei que possivelmente haverá muitos jogos do género por aí, mas este conseguiu cativar-me duma certa maneira desde que vi aquele pequeno trailer no PlayStation State of Play de fevereiro.

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O que é que este jogo traz de novo em relação a outros plataformas 2.5D? A verdade é que não é nada de revolucionário, existem imensos jogos que poderão ser parecidos, mas o que eu acho que este fez bem foi trazer frescura e uma ideia nova com um tema e uma personagem diferente. Adorei as diferentes mecânicas, uma espécie de “habilidades” do Darwin, acho que ficaram excelentes, a estória é super interessante e fofa e o design dos níveis e puzzles é desafiante e muito bem construído.

Estas “habilidades” do nosso amiguinho são, nada mais nada menos, que funcionalidades biológicas dos polvos, daí lhes estar a chamar de “habilidades”. Temos a capacidade de agarrar paredes e tetos através das tão conhecidas ventosas nos tentáculos, podemos também camuflar-nos com o chão e paredes e podemos também atirar tinta a inimigos ou objetos designados no nível. Eu sei que estas capacidades não estão presentes em todas as espécies de polvo no mundo real, mas achei super interessante combinar isto tudo no Darwin para também podermos experimentar o que é poder ser um polvo. O único ponto negativo que tenho em relação a estas mecânicas é que quando o Darwin se agarrava a alguma coisa, às vezes agarrava “demais”, ou seja, por vezes era difícil largar a superfície e parecia que ele estava preso. De resto, está tudo incrivelmente bem conseguido e bem desenhado.

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Nesta pequena aventura de cerca de 5 horas (vai depender também o quão rápidos são a resolver os puzzles e a navegar os níveis), encontramos inimigos bastante interessantes, como uma gaivota que nos quer devorar, os aliens que querem fazer de nós um enlatado e um peixe lanterna que nos persegue incansavelmente. Entre estes mini bosses, há imensos níveis de plataforma bem desenhados, bem pensados e coerentes com o jogo, as “habilidades” do Darwin e com o ambiente à sua volta. É de louvar a criatividade e inteligência dos devs a desenharem estes níveis, são desafiantes sem serem demasiado difíceis, fazem pensar, há espaço também para jogadas mais reativas onde a rapidez de reação é mais essencial, no geral, muitíssimo bom.

A nível de arte e grafismo, fiquei muito surpreendido pela qualidade presente e pelos seus designs. Achei as personagens fabulosamente bem caracterizadas e únicas, o design dos aliens, apesar de ser uma aparência clássica, estava muito giro e interessante. O ambiente envolvente também estava divinal, muito coerente com o resto do jogo, dava mesmo a sensação que tudo pertencia ali, nada parecia fora do lugar ou demasiado diferente. Todas as partes dos níveis que eram utilizáveis ou movíveis não destoavam do resto, o que por vezes era difícil perceber o que movia ou não, mas vejo isso como algo bom. E a cereja no topo do bolo é mesmo o design do nosso amigo Darwin, achei super fofo e carismático, muito reconhecível e devido ao seu esquema de cores era facilmente identificado no ecrã.

Conclusão

Um jogo genial, nota-se que foi muito bem pensado, até ao mais pequeno detalhe, níveis incríveis, mecânicas de jogo bem construídas, inimigos interessantes, puzzles divertidos e até o ambiente super envolvente e detalhado. Fiquei muito surpreendido por Darwin’s Paradox!, estava à espera de algo bom, mas não de algo assim tão bom quanto este jogo. É um jogo para diferentes idades e diferentes níveis de habilidade, acho que é acessível a todos, e recomendo imenso a quem gosta de plataformas, puzzles e uma aventura curta mas muito divertida. E como a estória acabou, dá a entender que poderá vir aí mais aventuras de Darwin.

Darwin's Paradox!

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Lançamento: 2026-04-02
Distribuição:
9
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Tiago Rafael
Ávido apaixonado pelo mundo geek. Sempre um busca da seguinte aventura, seja em jogos, filmes, séries e outros meios. Sempre pronto para falar e escrever sobre tudo!

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