A Complete Unknown

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Bob Dylan (Timothée Chalamet), um jovem músico, desloca-se até à influente Nova Iorque dos anos 60 para conhecer Woody Guthrie (Scoot McNairy) e Pete Seeger (Edward Norton), nomes importantes da música folk.  Dylan depressa começa a compor os seus próprios temas e, à medida que vai amadurecendo, deixa o folk para trás, abraçando o rock e culminando na polémica (e elétrica) atuação no Newport Folk Festival, em 1965.

A Complete Unknown tem, desde o princípio, uma proposta que me agrada bastante: apesar de ser uma biografia de Dylan, a obra não se limita a tentar engrandecer o artista e os seus feitos. Ao contrário de vários filmes do género, James Mangold – cuja carreira tem sido uma dança entre enormes sucessos e alguns erros significantes – acerta aqui ao limitar-se a contar a história da vida do músico, num determinado período de tempo, sem grandes atos heroicos ou concertos geniais. Mangold conhece as personagens que tem nas mãos e sabe trabalhá-las de forma a contar a sua história de uma determinada maneira que seja interessante para o público porque lá está, os personagens presentes em A Complete Unknown são enigmáticos e interessantes por si só.

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As fantásticas atuações são, na minha opinião, o grande trunfo do filme. Chalamet começou a trabalhar no personagem em 2020, quando anunciaram que o filme iria existir – sendo inclusive um dos principais responsáveis por evitar o descarte do filme pelo estúdio durante a pandemia – e dá-nos aquela que, a meu ver, é a melhor performance da sua carreira, merecendo completamente a sua vaga na lista de nomes do Oscar. No entanto, Monica Barbaro é uma grande surpresa no papel de Joan Baez e Elle Fanning completa o triângulo amoroso retratado na obra de forma eficaz no papel de Sylvie Russo, uma personagem ficcional criada com o intuito de representar Suze Rotolo, artista que teve uma relação com o músico e cujo nome foi ocultado a pedido do próprio Bob Dylan.

O argumento de James Mangold e Jay Cocks, baseado no livro Dylan Goes Electric! de Elijah Wald, funciona em partes. A realização de Mangold é eficaz e o trabalho do design de produção e da fotografia consegue transportar-nos para outros tempos. Deixo ainda uma nota para o trabalho da equipa de som, sendo um dos destaques do filme e funciona muito bem, o que acabou por render à obra mais uma nomeação ao Oscar – mais uma vez, merecida.

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A Complete Unknown é uma biografia que, a meu ver acaba por funcionar melhor que a maior parte dos filmes do género. No entanto, é um filme longo que se baseia muito em diálogos que por vezes acabam por não funcionar. Seja por soarem desnecessários, seja porque o realizador falha às vezes em situar o espectador em certos momentos históricos em que o mesmo necessita de background. Se há pouco comentei que Mangold tem ou acertado ou errado muito, creio que A Complete Unknown acaba por sair com saldo positivo, mas longe das melhores obras do realizador.

A Complete Unknown

A Complete Unknown
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Lançamento: 2025-01-30 Ano: 2025
Realizador: Argumento: ,
Duração: 116 min
Distribuidora:
7.5
Picture of Tomás Sena
Tomás Sena
Todos me chamam Tommy, “Tomás Sena” é só para parecer mais profissional. Apaixonado por cinema desde que me conheço por gente, gosto de escrever e dar a conhecer aos outros o que a sétima arte me dá a conhecer a mim. O rapaz que pegou num livro, com 9 anos, na biblioteca da escola, devido ao simples facto da sua capa ser apelativa, e esse simples gesto mudou para sempre a sua vida. O livro, o terceiro da, ainda hoje minha favorita, saga Harry Potter, moldou o rapaz, tornando-o num verdadeiro geek, que hoje escreve do seu quarto cheio de Pop Figures como testemunhas. Sempre pronto para o próximo livro, filme, série… para a próxima história que me fará mergulhar num novo universo e sempre decidido a defender a tese de que Pulp Fiction é o melhor filme já feito.

Colaboraram neste artigo

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