Hoje trago-vos mais um jogo de tabuleiro, desta vez uma edição muito especial de um jogo que já conta algumas primaveras. É verdade, o Agrícola faz quinze anos e nada melhor para celebrar esta data do que uma edição super especial para alegrar os antigos compradores deste clássico ou para chamar novas caras ao mundo do farming em cartão. Mas será que esta edição vale a pena? Neste pequeno artigo, não irei escrever nenhuma análise sobre a jogabilidade do jogo pois, sejamos sinceros, estamos a falar de um jogo que saiu em 2007 e, portanto, já não é novidade para ninguém. Aliás, estamos a falar de um jogo que marcou uma geração de jogadores e introduziu muito outros no hobbie. Neste artigo vamos fazer uma comparação entre esta nova edição e a edição normal que podemos encontrar em qualquer Fnac deste mundo.
No entanto, aproveito desde já para avançar que teremos de falar sobre a relação qualidade-preço. Não é um ponto que goste muito de avaliar, pois cada um pode e deve avaliar as suas possibilidades no que toca à aquisição de novos jogos de tabuleiro. Mas estamos a falar de um jogo que vende, em pvp, acima dos cem euros, por isso, não podemos esperar poucas coisas desta edição, não é verdade?



Bom, começando pelo princípio, a caixa. A caixa é, na minha opinião, a melhor e (quase) a pior coisa. Passo a explicar. Quando digo que é a melhor coisa é porque estamos a falar de uma caixa muito grande, com dois andares. Esta caixa é capaz de guardar, de forma organizada, todos os componentes do Agrícola. Pelo menos, os que saíram até ao momento. Além disso, a caixa capta, na perfeição, a arte do jogo, o que já chama a atenção de muita gente. No entanto, a parte má, é que o sistema que foi introduzido na caixa não foi muito bem concretizado. A tampa de cima não junta com a parte de baixo, ou seja, não existe grande estabilidade. É mais apelativo, mas perde na funcionalidade. Além disso, os materiais utilizados para fazer a caixa não parecem ser os mais resistentes, uma vez que esta não tem grande espessura.
Já que estamos nesta corrente de qualidade de materiais, aproveito já para me lançar contra o “insert” (se é que lhe podemos chamar isso), que vem já montado dentro de cada uma das caixas desta edição especial. Uma simples má remoção das mesmas da caixa principal pode ditar o fim destas. Estes inserts são constituídos por cartão ainda mais fino do que a caixa principal e não está colado, pelo que se pegarmos no insert pelos lados, ficamos sem ele. Uma decisão que não se coaduna a uma compra superior a cem euros, na minha opinião. Antes de chegar ao conteúdo do jogo propriamente dito, devo ainda acrescentar que os componentes em madeira foram renovados, pelo que não estamos perante os comuns cubos de cores, mas sim de formas dos materiais que cada recurso tenta simular. Nada do outro mundo, mas é um bom toque.


Vamos então falar do que vem dentro da caixa, em termos de conteúdo de jogo. Mais uma vez, houve aqui um problema de expectativas, pelo menos, da minha parte. O jogo base é encontrado à venda por € 40,00 ou € 50,00 euros, sendo um preço razoável para um jogo desta dimensão. Aqui estamos a falar de uma compra de um valor muito superior, esperando muito mais conteúdo. Nesta edição não é bem isso que se passa. Nesta caixa monstruosa, recebemos o jogo base e apenas dois decks de cartas, com a adição de algumas promos que já não existem à venda. Ou seja, nem direito à única expansão do jogo temos. A este preço não é admissível. Inclusive, existem uns promo packs com os trabalhadores pintados de cada cor que seria uma adição incrível, tendo em conta que são muito difíceis de encontrar e quando se encontram, são caríssimos.
Vou deixar-vos algumas imagens daquilo que podem encontrar, caso queiram adquirir esta edição. Na minha opinião, se já tens a versão revista do Agrícola, espera por outra oportunidade. Se não tens, avalia bem esta compra. Não estamos a falar de trocos e não oferece muito mais que a cópia do jogo base e custa quase o triplo.



Na minha opinião, foi uma oportunidade perdida.