Alleyway chegou no ano de 1989, tendo o seu lançamento oficial na Europa apenas em 1990, com desenvolvimento e distribuição a cargo da Nintendo. Como curiosidade, na Coreia, o jogo foi distribuído pela Hyundai Electronics a par de uma parceria com a Nintendo, já que a Coreia era conhecida pelo seu mercado extremamente fechado.
Lembram-se da tal terrina que falei no artigo do Tetris? Então vamos ao segundo jogo, Alleyway.
Naquela altura, quando me fartava do Tetris, por bater o meu High Score, e dado que um jogo de puzzle será sempre a mesma coisa, Alleyway ocupou bastante tempo naquele Game Boy Clássico.
O jogo é bastante simples, uma barra horizontal no fundo do ecrã, uma bolinha a bater de um lado para o outro, e depois de espartiçar-mos todos os blocos no mapa, passamos de nível e venha o próximo. Quer passemos os níveis todos ou não, este título de lançamento para o Game Boy tem também o High Score para vermos até onde é que conseguimos chegar.
A máquina clássica não tem grande palete de cores, aquilo é verde e preto. Os blocos que nos aparecem são ou brancos, cinzentos ou pretos. Cada vez que a bola bate num bloco de cor mais escura acelera um bocadinho, tornando o jogo muito mais interessante!
Os mapas dividem-se em conjuntos de três, onde a primeira parte do mapa temos os blocos fixos, o segundo os blocos movimentam-se, e o terceiro os blocos vão descendo na medida que os vamos quebrando. Ao fim do conjunto do mapa de três temos uma ronda bónus! Começamos com três vidas, e a cada mil pontos conseguidos é-nos creditada uma vida. Perdemos o jogo quando não conseguimos bater a bola, e deixamo-la passar pela barra que controlamos.
Apesar de o jogo ser muito linear, giro são o que para mim são easter eggs. Se prestarmos atenção, logo no início, o Mário entra naquilo que parece ser uma nave espacial, pela label da frente do cartucho. As rondas bónus apresentam um grafismo com os blocos onde mostram a cabeça do Mário, uma lula do mundo subaquático, a planta carnívora, e assim por diante! Quando perdemos o Mário foge da nave!
O início do jogo é muito secante, não existe desenvolvimento, parece sempre a mesma coisa. Para os níveis seguintes tudo torna-se mais desafiante, com pequenas coisas como a bola bater no topo do ecrã e a nave encolher, blocos que se movimentam e não se partem. Mesmo assim fica aquém do vício que é, por exemplo, o Tetris. Como jogo de lançamento do Game Boy, tem valor histórico e colecionável. Como também não tem save mode, para chegar até ao fim e batê-lo, terá de ser finalizado de uma vez só! Se vale a pena tê-lo? Claro que sim! Muitas vezes, na simplicidade está a perfeição!
Um abraço a todos!