Anomaly President

Combate viciante, Fluffies hilariantes e uma campanha presidencial caótica marcam esta análise a um roguelike da Phew Phew Games que ainda não está terminado, mas já promete muito.

Ainda em vias de ser totalmente terminado, Anomaly President chega-nos às mãos já numa fase de produção bem avançada e com o ciclo totalmente jogável, mas o que tem este título a oferecer que o vai distinguir de outros tantos? 

Talvez não possamos identificar um só elemento, porque confesso que este título cresceu em mim e não foi imediatamente óbvio que estava a ficar agarrado ao ciclo que eles haviam criado. 

Inicialmente Anomaly President começa como muitos outros, num género de experiência controlada para nos ambientarmos a este novo mundo. Controlar o nosso personagem, como funciona o combate, como vamos acumulando melhorias, que tipo de inimigos existem, porque razão um dos primeiros são… toupeiras polícias? E somos ajudados por… bolas de carne flutuantes? Elas têm licença médica para me salvar da morte certa? 

É algo que podemos até estranhar num primeiro contacto mas assim que a história se começa a desenrolar e coisas, provavelmente, mais estranhas vão acontecendo, nós como que aceitamos perfeitamente tudo o que nos rodeia. Principalmente as tais bolas de carne flutuantes que são os Fluffies

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Estes seres, tal como já mencionado, vão aparecendo ao longo do ciclo de jogo que vamos repetir inúmeras vezes. Eles são o foco de uma campanha presidencial entre o pai do nosso personagem e um vilão disfarçado de candidato que quer apenas controlar o poder dos Fluffies e o mundo. Estando eles à mercê de uma campanha presidencial que claramente não está a correr a favor deles, decidem que querem ajudar e vão fazê-lo de diferentes formas. 

Além do combate, a outra forma em que nos são úteis é no nosso autocarro de campanha. Antes de iniciarmos um novo ciclo (ou sempre que voltamos a morrer e somos enviados de volta ao autocarro), podemos atribuir Fluffies a certas salas e funções. 

Começamos apenas com um autocarro simples, mas depressa fica com vários andares e uma extensão que desafia as leis de Newton. Sala médica, escritório, cozinha, desenvolvimento tecnológico, são várias as salas que vamos poder agregar ao nosso autocarro e que nos vão facilitar a vida ao melhorar a quantidade de vida que temos, se damos mais dano, mais armas ficam acessíveis, se os Fluffies nos ajudam ainda mais ao longo do ciclo, entre outros. 

E vão querer garantir que desbloqueiam estas melhorias todas, porque o combate e as novas armas que vão surgindo em muito mudam o jogo! O combate por si só, já é divertido, temos duas armas, sendo que ao começar uma delas são os nossos punhos, e podemos ir combinado ataques das duas, esquivar-nos de ataques ou defender ao dar um ataque ao mesmo tempo que os inimigos, e consoante o tipo de inimigos que há no ecrã, as coisas podem ficar caóticas bem rápido mas bem satisfatórias de se jogar. 

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Mais à frente, e já com várias melhorias adquiridas ao longo do ciclo, conseguimos facilmente limpar toda uma sala de inimigos num piscar de olhos, seja porque as nossas armas passam a estar eletrificadas, com fogo ou com gelo, ou porque consoante as nossas ações surgem Fluffies que lutam ao nosso lado temporariamente, ou a nossa habilidade especial consegue apanhar quase metade do ecrã e facilmente fazer frente a uma enchente de inimigos. Enfim, as possibilidades são mais que muitas e tudo surge de forma bastante natural sem termos de pensar muito no que estamos a fazer. Temos é de pensar mais em quando ativar certas coisas e que melhorias escolher, o que dá boas sinergias, quando é que há abertura para atacar ou quando é que é melhor darmos um passo atrás, e quando há ataques a vir de todo o lado, torna-se uma boa ginástica tentar sair ileso de um combate.

Este é de certeza um dos pontos altos de Anomaly President. Ao contrário da parte de gestão que se encontra no autocarro, que por vezes é demasiado confusa e ficamos sem perceber exatamente o que devemos dar prioridade. A forma como abordam essa vertente faz lembrar jogos como Fallout Shelter, mas depois existe tanta coisa a lutar pela nossa atenção que podemos estar a gastar recursos mais importantes em coisas que podiam apenas ser desbloqueadas mais tarde, sem percebermos que fizemos esse gasto desnecessário. Antes de começarmos o combate também nos deixam explorar um pouco o mapa e escolher onde ir, seja iniciar a missão, seja recolher alguns recursos ou fazer parte de mini jogos como dançar ou atirar presentes ao nosso público, o que se tudo correr bem, converte-se em mais pontos para melhorar os nossos atributos.

Ainda assim é um detalhe, o tempo que passamos no autocarro é mínimo em comparação com o resto e os mini jogos até são bem divertidos. E todos os outros elementos que temos para explorar são bastante interessantes, daí que o autocarro em si é apenas uma coisa necessária mas que tinha ainda espaço para ser melhor trabalhado. 

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No que diz respeito à história, que ainda não tem um fim, sendo um dos elementos que está a ser desenvolvido para a versão final, é bastante curiosa. Não começa logo por chamar a atenção mas quando começamos a ver as primeiras tramas a desenvolver, confesso que fiquei investido de imediato! A coisa começa calma e simples e de repente aumenta a intensidade e já fomos! Há ali também coisas que me parecem estar fortemente ligadas ao primeiro título da Phew Phew Games, não só pelo título, Anomaly Agent, mas pelo que certos personagens vão comentando ao interagir. Até ao momento não me parece confirmado, nem sei se o vai ser mas é engraçado ver esta ponte ser feita. 

Até acho que é este misto entre desenvolvimento da história e o combate simples mas viciante que acaba por nos fazer voltar a Anomaly President e a recomeçar mais um ciclo, ficar durante horas a jogar, ciclo atrás de ciclo. E ainda há muito que a Phew Phew Games vai querer fazer, mas se o que vier daí for mais do que já nos deram, acho que só temos a ganhar. Recomendo ficarem de olhos postos no que o futuro reserva não só aos Fluffies, como ao jogador!

Anomaly President

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Lançamento: 2026-08-03 Ano: 2026
Distribuidora:
Estúdio:
Plataformas:
8.5
Picture of Marco Almeida
Marco Almeida
Viciado em tudo o que conte uma boa história, desde cinema a videojogos, séries a banda desenhada, e até um bom jogo de tabuleiro. Tudo é motivo para me atirar de cabeça a universos alternativos. E já agora, o Scorsese está errado; o MCU é o pináculo da sétima arte! Quem respira, concorda!

Colaboraram neste artigo

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