Butterfly Beast é um mangá da autoria de Yuka Nagate, que pertence à coleção Ikigai da editora A Seita C.R.L. Como foi referido na resenha anterior, este mangá é uma duologia (composta por dois volumes), sendo este o segundo e último da mesma.


Em 192 páginas temos a continuação da estória da nossa protagonista, a Ochou, a caçadora de shinobis errantes disfarçada de prostituta. E, como tal, temos a introdução de duas novas personagens que pertencem ao passado dela: Kagiri e Kazuma. Como se costuma dizer, mais cedo ou mais tarde o passado vem assombrar-nos… A Ochou, pelos vistos, não foi exceção.

Sendo assim, quanto a estes dois novos personagens, a Kagiri, que foi aprendiz da Ochou durante a era shinobi, depois de anos sem ver a ver, aparece no seu local de trabalho para também ela ser uma caçadora de shinobis errantes. Tudo o que Kagiri mais quer na vida é seguir os passos da sua mestra, ser como ela e nunca se separar da mesma. E, para isso, ela é capaz de tudo. E quando digo tudo, é mesmo tudo!
No caso do Kazuma, este era namorado da Ochou que, por ironia do destino, acabou por a trair, tornando-se um shinobi errante. Trata-se, portanto, do grande vilão da estória.
Esta foi sem dúvida a maior razão pela qual a Ochou decidiu ser uma caçadora. Para o dia em que o encontrasse ter a sua tão desejada vingança.
Será que a vai conseguir? Só mesmo lendo para o descobrir!
Em comparação ao primeiro volume, a arte continua magnífica e bem apelativa aos olhos, especialmente a capa. A Ochou com um olhar marcante e sexy ao mesmo tempo.

Quanto à estória em si, esta sem dúvida que me surpreendeu. Um plot twist pelo qual não estava a contarde todo! Lembram-se das teorias que disse que tinha em relação a este volume…esqueçam! Nunca estive tão longe da verdade!
Não houve aquela repetição do primeiro volume (que servia para nos introduzir na estória) e a introdução dos novos personagens foi crucial para perceber o background da protagonista.
Este volume sem dúvida é melhor que o primeiro (só peca mesmo pelo final aberto). Tem de tudo um pouco e consegue captar a nossa atenção, bem como refletir sobre algumas situações (é algo que mexe de certa forma com o nosso psicológico). Segue, por conseguinte, uma linha mais interessante e bem mais madura, daí a sua leitura não ser recomendada a menores de idade.
Portanto, Geeks, se querem uma estória com história, ação, conspiração, mistério, romance, intriga e momentos de introspeção, então recomendo Butterfly Beast. Acreditem, não se vão arrepender!