Constance: Um Metroidvania com Alma (e não só)

Constance destaca-se no género não só pela sua narrativa corajosa sobre saúde mental, mas também pela mecânica inovadora onde a cor do cabelo da protagonista dita o uso de habilidades à base de tinta. O design de níveis e sistemas conta com o selo de qualidade do português Edgar André Jesus, garantindo um desafio à altura dos fãs mais exigentes.

Neste jogo indie Metroidvania, jogas com Constance numa aventura cheia de cor e ação que te vai levar a entender as emoções por de trás da personagem, lidar com elas e aproveitar cada segundo com mecânicas inovadoras e visualmente atrativas.

Constance é um metroidvania indie, um estilo que é bem conhecido por ter um mundo para explorar com habilidades desbloqueáveis enquanto jogas. Constance mantém a genial natureza de teres de revisitar locais onde já passaste mas necessitavas de novas habilidades para avançar ou então resolveres puzzles secretos. Este indie, é uma fantástica aposta artística e narrativa, muito muito pessoal no seu core. O que o diferencia de outros metroidvanias é o seu conteúdo emocional e atual!

Neste jogo vais acompanhar a jornada de um artista que parece ter sido “presa” ou transportada para um mundo surreal onde as sua emoções e conflitos acabam por moldar a história. Durante a exploração deste mundo, a artista parece que aos pontos vai descobrindo os desafios físicos e psicológicos que tem de enfrentar. Não criares uma ligação pessoal com a história, é praticamente impossível.

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Direção Artística

A nível artístico é impossível ficar indiferentes, estes desenhos feitos com um estilo apaixonante e vibrante marcam cada minuto do jogo. A fluidez com que a personagem se mexe, ataca, salta e desbloqueia outras habilidades, é realmente apelativo.

As cores são tão chamativas como o desenho do jogo em si. Existe uma ligação muito interessante entre cores, uso das mesmas e interação com o mapa. Os desenhos da personagem, dos NPC’s e dos inimigos são muito bem conseguidos. O que não passa despercebido é claramente Constance que tem um estilo muito “cozy” que a distância visualmente de outros jogos do mesmo estilo.

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Sons e Banda Sonora

Como muitos indies que vemos a serem lançados, banda sonora acaba por ser uma parte muito importante do jogo. Estes jogos quando contam com uma boa banda sonora acabam por criar um ambiente de imersão muito bom. E Constance não deixa a desejar neste aspeto. Toda a banda sonora em si é muito confortável de ouvir e mesmo assim, em certos momentos consegue criar um sentimento de ansiedade na chegada aos bosses. Não só a banda sonora se destaca, mas também os sons de jogo em geral, todos os movimentos, ações, inimigos ou conversas, contam com um som ambiente muito tranquilo e distinto.

Narrativa e Gameplay

O jogo tem uma narrativa que liga o jogador às dificuldades da personagem com alguma facilidade. O jogo tenta explorar temas de foro psicológico como saúde mental, emoções, pressão social entre outros. A história é contada de forma a que vamos compreendendo estes temas ao longo do jogo com alguma facilidade.

Agora, olhando para o gameplay, quase podemos dizer que jogamos em casa. Neste aspeto o jogo é impactado por um senior game designer chamado Edgar André Jesus, um português que esteve no desenvolvimento do core do jogo, partes como montagem dos níveis, HUD, mecânicas de jogos e sistemas. O jogo não consegue fugir muito ao estilo de outros metroidvanias, porque nem é isso que se é pedido, mas consegue captar o nosso interesse e prova não ser só mais um no meio de tantos que foram lançados nos últimos anos. Agora, se acham que este metroidvania é mais fácil do que outros títulos idênticos, não se enganem, pois, a dificuldade encontra-se lá mesmo que muitas vezes pareça passar despercebida.

A mecânica que para mim mais diferenciou este jogo, é claramente o uso da tinta. Como já podem ter reparado, Constance tem o cabelo em tons de roxo, mas não é sempre assim. A cor do cabelo de Constance é nada mais nada menos do que a capacidade que ela tem para usar as habilidades que são desbloqueadas ao longo do jogo. E quando usas demasiado, o seu cabelo torna-se preto e acabas por usar a tua barra de vida, portanto se queres continuar a usar habilidades tens de esperar pelo restabelecer da tinta. Esta mecânica cria a necessidade de saber como resolver puzzles ou combater com o uso limitado de habilidades.

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Combate e bosses

Claro que como qualquer metroidvania hoje em dia, a dificuldade é sempre um desafio, Constance é realmente difícil. Não é um jogo impossível, mas tem um grau de dificuldade muito interessante. Além da sua dificuldade natural, cada vez que morres podes optar por regressar atrás até pontos onde gravaste o jogo, ou continuar onde estavas, mas caso optes por continuar, os inimigos e bosses receberam um buff de vida e dano, o que ainda dificulta mais o jogo. Os inimigos têm alguma variedade, nem todos são derrotados com combate frontal, alguns precisam de mecânicas ou habilidades que ao início não vais compreender. Mas é garantido horas de diversão a descobrires cada padrão de combate.

Exploração e duração do jogo

Constance entrega-nos um universo muito interessante de explorar, mas um mapa um pouco confuso para quem não está habituado. Eu pessoalmente senti-me perdido algumas vezes por não compreender o mapa. A exploração é grande parte do tempo investido no jogo, muitas vezes necessitas de regressar a áreas onde já tinhas passado só para refazer algo que no inico não podias por falta de habilidades que desbloqueaste mais tarde (ou mesmo skill como eu), e isso acaba por nos “obrigar”, num bom sentido, a decorar parte do mapa e manter uma ideia mental do que já fizemos ou não.

Constance tem uma duração de entre 8 a 9 horas para a história principal, e mais algumas para completar tudo a 100%. Acho que é tempo suficiente de jogo, acredito que não deva ser um jogo para se dar rush, mas sim para se aproveitar cada momento.

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Performance

O jogo corre muito bem na Nintendo Switch 2. Este indie cheio de ação, movimentos, cores e luz por vezes pode parecer demasiado para a consola, mas acaba por ter uma performance muito boa. Algo que ajuda o jogo nas consolas portáteis são os vários modos de jogabilidade, as opções de render são:

Performance: reduz a qualidade visual e a resolução para garantir o maior número de FPS possível (com objetivo de atingir os 60fps).

Equilíbrio: diminui a resolução, mas mantém o máximo de qualidade visual possível enquanto tenta atingir os 60fps (recomendação para Switch 1).

Qualidade: bloqueia o jogo a 30fps, mas oferece a melhor fidelidade visual e a resolução mais alta.

Máximo: (Recomendado para Switch 2) consegue atingir FPS elevados com a melhor resolução e qualidade visual, algo que a consola suporta sem problemas. Não é recomendado para a Switch 1, onde o desempenho pode ser bastante instável.

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Por fim os últimos retoques

Constance prova que não é necessário tentar ser o melhor para marcar os jogadores. O jogo não tenta reinventar o tipo metroidvania mas sim acrescentar um novo membro à família. O jogo foca-se muito na qualidade da narrativa, artística e na fluidez o que o torna muito especial.

Como todos os outros jogos existem falhas que são notadas, como a dificuldade em entender o mapa ou falta de informação sobre os próximos objetivos, não acredito serem suficientes para danificar o nosso tempo em Constance. Para mim a duração está fantástica, não acredito que seja preciso mais, havendo sempre a possibilidade de voltar a jogar desde início.

Por fim, podemos dizer que Constance mistura as suas mecânicas com a arte e os estados emocionais da protagonista tornando-se assim extremamente memorável e satisfatória.

Para mim este jogo merece um 9, as horas que passei a aproveitar este mundo tão cheio de emoções e desafios foram fantásticas. Dificuldades iniciais com mapa e exploração, mas isso com o tempo tornou-se só mais um desafio que acabou por me fazer explorar muito melhor o mundo de Constance!

Constance não se destaca por ser só mais um jogo, mas sim por ser uma experiência para te sentires envolvido.

Constance

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Lançamento: 2026-05-01 Ano: 2026
Distribuição:
Plataformas:
9
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Joel Ligeiro
Olá! Sou o Joel "Senbuking" Ligeiro! Estou no mundo geek desde muito novo graças aos meus irmãos mais velhos e até hoje não o consigo largar! Grande fã de One Piece, colecionador de Funko Pop's de One Piece. Os meus jogos de eleição são Pokemon, livros "Lord of the Rings" e colecionador também de jogos de tabuleiro! Neste momento faço conteudo online para a twitch, youtube, instagram e também Tiktok.

Colaboraram neste artigo

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