Darksiders II chegou ao mercado global em 2012, sendo um dos últimos títulos da extinta THQ. O jogo foi desenvolvido pela equipa da Vigil Games e viu o renascimento na nova THQ Nordic.
Malta, se bem se lembram, eu adorei o primeiro título desta série. Foi muito fixe encarnar War e a saga para provar a sua inocência. Quando soube que este menino ia sair nem me podia aguentar. A excelência ia voltar, e revelou-se ser do camandro! Isso mesmo, do Camandro!
Lembram-se da história do primeiro e mais novo cavaleiro do apocalipse? Como ele foi acusado injustamente de ter desencadeado os eventos do fim do mundo, de ter extinto a Humanidade e a Terra ser invadida por demónios e anjos à porradona? Pois é… E o tal Conselho que em tudo manda e a tudo obriga?
O segundo cavaleiro do apocalipse, Death, ou Morte para os amigos, vê o que o seu irmão mais novo está a passar. Como o mais velho de todos, e o líder dos cavaleiros do apocalipse, acredita na inocência do mais fiel e virtuoso dos cavaleiros. Querendo provar ao Conselho que War está inocente, decide embarcar numa aventura de salvamento e ressuscitar toda a Humanidade. Como o vai fazer? Vai conversar com um amigo seu que condenou a um destino pior que a morte. Este nosso amigo, a Morte, ganhou a sua graça por ter morto todos os da sua espécie a mando do Conselho, para manter o Universo equilibrado. Mas Death, piedoso, guardou as almas destes nephilim (raça hibrida entre demónios e anjos do qual os nossos amigos fazem parte), e entregou-as ao Crowfather. Realmente existem destinos piores que a morte, ouvir almas penadas.
Death precisa deste rapazote de uns quinhentos anos de idade, só pelas rugas e cheiro a mofo, para dizer como reviver os humanos. O Senhor dos Segredos, pérfido e maligno, começa à chapada e envia Death para outro mundo, o mundo dos Antigos e dos Criadores..
Acompanhado de um corvo, chamado Dust, e do seu corcel macabro, chamado Despair, vai procurar a Árvore da Vida, enfrentar a força maldita chamada de Corruption, e salvar o dia!
O jogo é apresentado na terceira pessoa, num mundo aberto, exatamente como o primeiro título. No canto inferior direito, temos o mapa para nos guiar e no canto superior esquerdo, três barras: a de vida, a de wrath e a de experiência. Wrath, representada como uma barra azul, é uma espécie de mana que nos permite utilizar as habilidades especiais de Death. As suas habilidades especiais dependem das características de jogo e opções do jogador, dando profundidade ao jogo. Com as subidas de nível, ganhamos um ponto de experiência que podemos despender em habilidades divididas em dois grupos: Harbinger e Necromancer.
Ele consegue correr, saltar, esquivar, trepar paredes e só falta fazer o pino para alcançar os seus objetivos. Death tem estas capacidades porque o jogo tem tanto de chapadona como de puzzles, mas menos que o primeiro, pelo menos foi o que me pareceu. Daí, Death vai encontrando pelo caminho itens para destruir, baús para abrir e um colecionáveis especiais, como as páginas dos livros dos mortos. No que ele destrói, ou abre, calham moedinhas para comprar umas cenas, itens de batalha, poções de vida ou wrath que dão sempre jeito depois da mocada. Os itens de batalha podem ser armaduras, ou armas primárias e secundárias. As armas primárias são as foices (ele é a morte não é!), e lâminas de braços. Como secundárias temos maços, martelos e machados! As armas secundárias também podemos ganhá-las destruindo os bosses que nos vão aparecendo! Uma recompensa justa! Os itens de armadura, quando equipados, reforçam características do nosso nephilim como o ataque e defesa. Existem vários itens que depois podem ser vendidos no jogo. Death ao longo da história também ganha habilidades especiais que lhe permitem ultrapassar os obstáculos de puzzle.
Como toquei neste assunto, e dado ser uma parte importante de todo o jogo, vamos falar no ambiente. Todo o mundo é épico, tremendo, ao ponto de ser sufocante. Independentemente de ser numa montanha gelada, ou dentro de uma cheia de lava, numa planície, num edifício, no submundo, tudo nos é apresentado de forma majestosa, criteriosa, cuidadosa com a evolução da personagem, Sem os “loadings”, a transição dos espaços está linda. A isto junta-se a intensa atividade dos puzzles, dos golems que controlamos, das luzes e dos mecanismos, das paredes e dos espaços de apoio, numa harmonia que é impressionante, sem tirar o traço de banda desenhada.
Como inimigos temos desde abelhas e mosquitos mutantes, cãezinhos que parecem que saíram de Chernobyl, guerreiros criados pelos locais, golems gigantes, esqueletos, escaravelhos e besouros, espectros, aranhas, anjos e demónios! Para explicar esta diversidade de inimigos temos de falar de Corruption. Não queria maçar-vos com lore, mas, muito sucintamente, Death mata uma certa personagem numa guerra que, com a sua morte expele toda a maldade, sob uma mistela preta, que quando se agarra a um ser vivo o faz cometer toda a espécie de atrocidades. Nós andamos à cacetada e marretada a isto tudo para conseguir chegar à árvore da vida e a outro certo objetivo.
Este título é excelente. Na altura gostei mais que o primeiro, e segui a opinião geral. Ganhou vários prémios este menino e tornou-se símbolo da cultura popular, com a sua máscara já à venda como se fosse uma espécie de estatueta. Um must have para todos os que querem fazer coleção com PlayStation 3!
Um abraço a todos.