Dead Island 2

Já com a história do jogo acabada e com umas boas horinhas de gameplay, após as Primeiras Impressões, está na hora de aprofundar a opinião sobre Dead Island 2.

Desde que o jogo saiu tenho visto muitos gamers entusiasmados, quer a fazer stream, quer a partilhar clipes de maneiras criativas de matar zombies (algumas delas até em co-op). No final do artigo de Primeiras Impressões, tinha acabado com a frase “estejam atentos a Dead Island 2 que ainda acho que vai por muita gente a matar zombies com amigos.”, mas realmente não conseguiria imaginar no quão viral o jogo se iria tornar.

Honestamente, acho que merece o hype. O jogo não está isento de algumas falhas, mas no seu global acaba por apresentar bastante mais elementos que satisfazem e surpreendem os gamers e que tornam o jogo justificavelmente bom.

Matar zombies já é uma atividade habitual de maior parte dos gamers da atualidade. Temos tido imenso conteúdo nas últimas décadas e uma variedade grande de estilos e interpretações diferentes deste tipo de adversários. Por isso, a chegada de Dead Island 2 entusiasmou-me pela possibilidade de, não só derreter zombies à bruta, mas também de perceber que evolução a este género este jogo poderia trazer.

Apesar de não reinventar a roda, Dead Island 2 apresenta-se como uma experiência bastante única no portfolio de jogos dos tempos recentes. É toda uma mistura de algo que já vimos aqui ou ali, mas ao mesmo tempo adaptada para o produto que nos querem apresentar. Para ser honesto, não sei que expectativas tinha em relação ao jogo, mas certamente não esperava algo tão polido e divertido.

A mistura do gore com as piadas obscenas trazem-nos uma vibe bastante característica mais facilmente descrita como uma fusão entre The Last of Us com Saints Row. Uma verdadeira surpresa funcionar tão bem.

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História e gameplay

No início do jogo temos uma cutscene de apresentação do contexto do jogo e de algumas personagens (zombie slayers) que podemos escolher para iniciar a nossa história. Eu escolhi o Jacob porque tinha muita vida, como não sabia o que me ia esperar e quão facilmente ia me adaptar ao jogo penso que foi uma decisão sensata.

O facto de o jogo ser na primeira pessoa ajuda e entrar mais no nosso espírito zombie slayer e a ter um sentimento de pânico e claustrofobia quando estamos rodeados por zombies e não temos para onde fugir. No entanto, não consegui deixar de sentir que a jogabilidade era um bocado lenta e que não acompanhava aquilo que pretendia fazer. Tentei mudar alguns settings de sensibilidade do comando para ver se ajudava, mas não ajudou muito. Sem dúvida que a escolha da personagem é uma decisão importante para podermos imprimir o nosso estilo na nossa gameplay (apesar desta escolha não influenciar a história).

Sobre o conteúdo narrativo do jogo (a.k.a. a história) fiquei com um sentimento de indiferença. Foi difícil relacionar-me com as personagens e ficar imerso na história, talvez porque o jogo é tão pateta que nada que acontece tem carga emocional suficiente. Mais para o final do jogo, até me perdi um bocado na conclusão em que me passou (e passaram-me) ao lado alguns detalhes que me deixaram confuso e com o sentimento que o final do jogo foi apressado.

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A nível de gameplay, senti o contrário da história, a curva de aprendizagem é perfeita ao ponto de estarmos sempre a ser desafiados ao ponto de evoluir a nossa skill para ultrapassar alguma área ou boss. No início apanhamos zombies mais fáceis que fazem match com a qualidade de armas que temos, mas com o aumento das nossas skill cards e à medida que vamos apanhando melhores armas, os zombies estão sempre um nível acima do nosso, para não nos deixar demasiado confortáveis na nossa exuberância de zombie slayer. Por causa disto, foi muito difícil largar o jogo para ir dormir. Depois de apanhar o ritmo era-me quase impossível parar de jogar porque ia ficando cada vez mais divertido. Uma muito boa experiência ao ponto de, já tendo acabado o jogo, apetecer-me continuar a jogar e, quem sabe, até mesmo ir para a platina.

Mas nem tudo é bom. É importante deixar a nota de algo que me irritou solenemente neste jogo: o spawn de zombies. É absolutamente desastroso. Eles apareciam de todo o lado, fizesse ou não sentido. Houve vezes que eles literalmente materializavam-se à minha frente como se o Hulk tivesse trazido toda a gente de volta no Endgame.

Outro detalhe que não gostei foi a maneira de viajar do ponto A ao ponto B. Não querendo elaborar muito, acho que o jogo teria funcionado muito melhor se fosse mundo aberto. Fica a dica para os desenvolvedores de Dead Island 3.

Gráficos

Graficamente, Dead Island 2 está bonito. Não tem gráficos por aí além do tipo Horizon Forbidden West ou The Last of Us Remake, mas tem muita cor e contrastes e cenários interessantes que nos transportam de uma maneira muito clara para o pânico de uma apocalipse zombie.

Um detalhe super especial é o pormenor que os desenvolvedores do jogo tiveram quanto ao desmembramento dos zombies. É macabro o quão interessante esse detalhe estava, ao ponto de ser algo que ajuda o nosso gameplay. Dando um exemplo pratico, headshots nos zombies não tinham tanto efeito como mocadas nas pernas porque os zombies sem pernas não andam e são alvo fácil depois de estarem no chão.

De vez em quando tinha umas vibes de terror que não fui muito fã. Níveis nos esgotos, no escuro com zombies a aparecer do nada… não foi muito divertido para mim, mas acredito que há quem goste de apanhar susto recreativamente.

Co-Op

Infelizmente não tive companhia para experimentar o co-op, mas sem dúvida que é um ponto fortíssimo no jogo. Semelhantemente ao Gotham Knights, Dead Island 2 é mais divertido acompanhado.

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Dead Island 2 foi uma boa surpresa este ano. Pensava que não ia ter nada com que me entreter entre Hogwarts Legacy e Star Wars Jedi: Survivor, ainda bem que estava errado. Recomendo Dead Island 2 a todos os amantes zombies, com uma vibe de gore divertida ou se estão simplesmente à procura de um jogo para jogar com amigos.

Dead Island 2

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André Pinto
Data scientist de dia, gamer e cinéfilo à noite, geek a tempo inteiro. Desde muito novo que a minha mãe me dizia "Não percas tempo a ver séries e a jogar esses joguinhos"... Well look at me now, mom! De todas as pancas que tenho Star Wars, Harry Potter e Doctor Who são as maiores de todas. Quem quiser combinar uma ida ao cinema, estou por Lisboa. Allons-y!

Colaboraram neste artigo

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