DeathLoop – Uma Mistura quase perfeita de Hades e Dishonored

Desde o seu anúncio que Deathloop foi um dos jogos mais esperados do ano. Não só pela jogabilidade que nos foi mostrada em vários vídeos de gameplay, nos vários eventos da PlayStation, mas também por ser um jogo exclusivo da PlayStation, no que diz respeito a consolas, apesar de ter sido feito por um estúdio recentemente comprado pela Microsoft.

O interesse e a expectativa estiveram ao rubro nos dias que antecederam a sua estreia. Ral como muito outros entusiastas de videojogos, mal tive a oportunidade, saltei neste novo universo criado pela Arkane Studios e distribuído pela Bethesda. E, definitivamente, o jogo não falhou perante as gigantes expectativas sobre o mesmo.

Mas vamos por partes. Primeiro, o que mais salta aos olhos de todos os que jogam Deathloop é a inovação em termos de Evolução da História e World Building que este traz. Uma clara mistura do estilo Roguelike, como Hades, e Dishonored, um dos jogos mais conhecidos dos estúdios. Deathloop consegue trazer o melhor de cada um destes estilos e criar um casamento perfeito, que não vai deixar qualquer pessoa que o jogue indiferente.

blank

Para além disso, a capacidade de brincar com os constructos de tempo e espaço ao ponto de estes se tornarem quase inexistentes para o jogador, criam uma vontade quase viciante de continuar a repetir o Loop diário, no qual o jogo se baseia, apesar do teu objetivo no jogo ser mesmo fazer com que este Loop pare, e continuar a descobrir novos segredos, locais e missões à medida que vais desbloqueando novas habilidades e armas para Colt, o personagem principal do jogo.

Quer sejas um fã do estilo Roguelike ou dos jogos da franquia Dishonored, DeathLoop não te vai falhar. Terás habilidades que podes adaptar ao teu estilo de jogo, seja mais baseado em stealth ou em violência gratuita. Com um mundo vivo que muda radicalmente com as tuas decisões no jogo, em que qualquer pequena decisão que faças ou NPC que decidas matar/poupar pode mudar por completo o presente Loop que estás a viver. Com personagens marcantes, como o já referido Colt, PCs que vais conhecer cada vez melhor a cada Loop que faças e os 8 “vilões” da história, que incluem a intensa e apaixonante Julianna, que é uma presença forte em todos os momentos do jogo.

E é através desta personagem, Julianna, que Deathloop, na minha opinião, completamente revoluciona algumas das ideias bases que muitos temos dos videojogos. Para além de toda a história no modo SinglePlayer que vais ter com Colt, depois das primeiras missões do jogo, Julianna também se torna uma personagem jogável, enquanto caça Colt pelos Loops que ele próprio está a tentar parar.

Eu sei o que estão a pensar. Como é que podemos jogar tanto com o Colt, que está a tentar parar o Loop, e com Julianna que está a tentar impedi-lo de o fazer? E é aqui que Deathloop traz uma nova visão para o modo Multiplayer.

Como Julianna, irás puder invadir um jogo de qualquer outro jogador que esteja a jogar como Colt e caçá-lo para o impedir de quebrar o Loop. Para isto, irás ter as armas de escolha desta personagem, tal como a habilidade especial que a permite tornar-se invisível durante um período de tempo, sendo uma skill perfeita para uma caçadora.

blank

Sim, pode parecer que estás as estragar o jogo aos outros jogadores, mas não te preocupes. Deathloop é claramente feito para ser repetido e jogado várias vezes e a morte neste jogo não significa nada. Pensa nesta caçada como uma competição amigável… até à morte.

Para além disso qualquer jogador que não queira fazer parte desta competição e apenas queira aproveitar a história, pode simplesmente desligar o modo Multiplayer, que pode ser ligado e desligado a qualquer momento do jogo. Mas não te esqueças que o caçador pode muito rapidamente tornar-se a presa. Talvez, a próxima vez que estejas a jogar com Colt, sejas tu a ser invadido por uma Julianna.

Se tudo isto não é o suficiente para te convencer, posso ainda dizer que já joguei várias horas de Deathloop e cada vez que começo um novo Loop, descubro novos segredos e puzzles por resolver que nem sabia que existiam. Por isso, é um jogo que nãp se vai tornar aborrecido.

Apesar disso, ao contrário de algumas outras análises que já li, não acho que o jogo seja perfeito. Acho que o mecanismo de stealth deixa a desejar, especialmente para o estúdio que desenvolveu Dishonored, e o movimento de Colt, sobretudo durante saltos e corridas, parece pouco trabalho, levando a alguns momentos frustrantes em que cais para a tua morte várias vezes a tentar fazer um simples salto entre plataformas.

blank

Mas a complexidade da lore, que terás de descobrir aos explorar todos os recantos e apartamentos em BlackReef, a ilha onde se passa o jogo; as inúmeras possibilidades para a história, sendo que qualquer pequena ação que tenhas pode afetar por completo a história do presente Loop; a Inteligência Artificial dos Inimigos, muito mais inteligentes e com comportamentos muito mais realistas do que em Dishonored, como por exemplo, os inimigos a se lembrarem que te viram durante todo o Loop, e não se esquecerem só porque saíste do seu campo de visão; e a Humanidade dos personagens, que te ajuda na imersão da história, sobrepõe-se a qualquer dos problemas.

Em conclusão, acho que Deathloop é definitivamente um grande candidato a jogo do ano, que vai ser usado como base para muitos dos novos jogos que vamos ver desenvolvidos nesta década. Recomendo vivamente que qualquer amante de jogos o experimente ou arrisca perder uma das entradas que vai ficar na história dos videojogos, como um ponto de viragem em muitos mecanismos que até agora pensávamos conhecer.

Deathloop

Picture of Diogo Gomes
Diogo Gomes
Milenial com mestrado em Psicologia Clínica com especialização em Sexologia apaixonado por Artes, Videojogos e Tatuagens. Auto-intitulado Rogue que constantemente se perde na sua própria imaginação.

Colaboraram neste artigo

PUBLICIDADE

Últimos artigos

PUBLICIDADE

Achamos que também podes gostar disto

PUBLICIDADE